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Estudantes anunciam primeiro voto em Janaina durante encontro em Cuiabá

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Aos 16 anos e prestes a votar pela primeira vez, quatro estudantes de Cuiabá já decidiram que vão depositar o primeiro voto na candidata a senadora Janaina Riva (MDB). Ao destacarem a importância de conhecer os candidatos e estudar suas propostas, elas apontaram Janaina como referência de representatividade feminina na política durante reunião na noite de quarta-feira (23), na Toca da Onça, em Cuiabá.

Larissa do Nascimento, que falou em nome do grupo de amigas formado também por Alícia Rodrigues Leite, Letícia Souza e Gabrielly Teles, afirmou que, assim como elas encontraram em Janaina uma referência, outras meninas também podem se inspirar na candidata e sonhar em ocupar espaços de poder. As estudantes destacaram ainda a importância de estudar as propostas e conhecer os candidatos antes de escolher o voto.

“É importante a gente estudar sobre política, ver em quem a gente vai votar. Ela é uma das poucas mulheres que representa a gente e me inspira na política. Só tem homem no Senado, e ter ela ali é legal para a gente se espelhar. Muitas de nós sonham em ser políticas, mas não têm uma referência. Janaina é a voz de cada mulher.”

O encontro na Toca da Onça contou com cerca de 30 líderes femininas de igrejas evangélicas, que atuam em diferentes regiões de Mato Grosso e também em missões fora do Estado e do país. Entre as atividades desenvolvidas pelas instituições estão ações de apoio a pessoas com dependência química, alcoólatras e ex-presidiárias, além de trabalhos sociais com famílias.

Durante a reunião, lideranças destacaram a atuação de Janaina e a identificação com as pautas apresentadas por ela. A missionária Adriana afirmou que o trabalho prestado pela candidata é conhecido no Estado e que as lideranças avaliaram sua forte atuação em nome das igrejas, das mulheres e do social antes de declarar apoio.

“É bom trabalhar com um nome que já tem trabalho prestado, e uma mulher que olha para a nossa classe de um jeito diferente. Muitas pessoas ao longo de muitos anos falaram muitas coisas, mas entre falar e fazer houve uma grande distância. E nós medimos o que você falou e o que você fez, por isso nós estamos aqui. Janaina Riva tem o apoio das mulheres.”

A apóstola Patrícia, da Igreja Trombeta Nova Aliança, no Pedregal, destacou a Carta de Compromisso apresentada por Janaina às igrejas, e afirmou que o documento chamou sua atenção por reunir compromissos relacionados às pautas do segmento.

“Foi Deus que te inspirou, minha senadora. Essa carta é que vai tirar os indecisos. E eu creio que tudo que está escrito naquela carta vai se cumprir. Janaina está olhando pelas famílias de Mato Grosso.”

A missionária Nilce, da Igreja Vida Nova em Jesus, no bairro Nova Esperança, defendeu a renovação na política e destacou a presença de Janaina como uma mulher com novas ideias. Já a missionária Isatelma, da Igreja Pentecostal Clamor e Adoração, no Pedra 90, afirmou que decidiu apoiar a candidatura após acompanhar o trabalho desenvolvido pela candidata.

“Eu abracei essa causa da Janaina porque ela é uma mulher empoderada e sangue novo no Senado. Nós temos que apoiar o que é bom para nós. Já conhecemos o que ela tem feito. Eu sou agente de saúde, eu estou cara a cara, porta a porta todos os dias com a população. Para eu abraçar a causa e apoiar, é porque verdadeiramente Deus está na causa.”

A missionária Adryana Ferrary, da Assembleia de Deus, também ressaltou a importância de ampliar a presença feminina na política. “Janaina Riva é a representante das mulheres”, disse.

Durante o encontro, Janaina afirmou que pretende manter uma atuação próxima às igrejas e transformar em ações os compromissos apresentados na Carta de Princípios e Compromissos Invioláveis com a Igreja de Cristo, a Família, a Sociedade Mato-grossense e a Liberdade Religiosa.

Entre os compromissos firmados por Janaina, estão a defesa da vida, fortalecimento do trabalho social e educacional das igrejas, liberdade religiosa, além de ações voltadas à qualificação profissional, educação, dependência química e agricultura familiar.

“E essas propostas que eu tenho são visões de uma mãe, de uma mulher. Nós que temos filhos pensamos diferente. Em 12 anos como deputada, eu nunca decepcionei quem acreditou em mim. Eu defendi o servidor público, nunca abandonei a pauta das mulheres, e podem ter certeza, eu não vou abandonar a pauta de cada uma de vocês”, afirmou a candidata.

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Arquivistas do Senado ajudam a guardar e contar a história do Brasil

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O Dia do Arquivista, celebrado em 20 de outubro, chama a atenção para o trabalho dos profissionais responsáveis pela organização, preservação e disponibilização de documentos. No Senado, registros produzidos ao longo dos 200 anos da atuação da instituição são conservados pelo Arquivo da Casa. O acervo também é fonte para projetos como o Arquivo S, que transforma o conteúdo dos documentos em reportagens acessíveis sobre o papel do Parlamento em momentos históricos do Brasil.

Memórias preservadas

O Arquivo S é um projeto multimídia mensal da Agência Senado em parceria com o Arquivo. Publicadas na primeira sexta-feira de cada mês no portal Senado Notícias, as reportagens especiais resgatam fatos marcantes da história do país a partir de registros, projetos de lei e discursos dos parlamentares, preservados no acervo do Arquivo do Senado.

As produções exigem interpretar a linguagem e o contexto dos documentos. O jornalista Ricardo Westin, responsável por grande parte das reportagens do Arquivo S, explica que esse trabalho envolve compreender tanto as informações evidentes quanto os aspectos que não aparecem diretamente nos textos.

— O maior desafio é compreender tanto o que está explícito quanto o que está silenciado nos registros. Para fazer essa tradução e interpretação, contamos sempre com a ajuda de historiadores especializados no tema. Eles explicam o contexto e as intenções dos diferentes atores envolvidos no acontecimento ou na avaliação que se fazia dele.

A série começou em 2014, com a publicação de um novo episódio a cada mês. Ao fim de cada ano, os textos são reunidos em um volume da coleção Arquivo S – O Senado na História do Brasil. As matérias também ganharam versões em áudio, produzidas em parceria com a Rádio Senado, ampliando o acesso ao conteúdo, inclusive para pessoas com deficiência visual.

Entre as histórias recuperadas pelo projeto, o jornalista relembra o caso do senador do Império Bernardo Pereira de Vasconcelos, que minimizou a chegada da febre amarela ao Brasil em um discurso feito por volta de 1850. Meses depois, o parlamentar morreu em decorrência da própria doença.

— Durante a pandemia de covid-19, fizemos uma reportagem sobre as quarentenas e as epidemias de febre amarela no Brasil. Nos documentos, encontramos um discurso em que o senador negava que a doença que havia chegado ao país fosse febre amarela. Dois ou três meses depois, ele morreu da doença. É uma história pouco conhecida, que não costuma aparecer nos livros didáticos.

Na próxima semana, será lançada a 11ª edição da coleção, com reportagens publicadas ao longo do ano passado. A série já reúne dez volumes em versões física e digital, disponíveis para compra a preço de custo pela Livraria do Senado e para download gratuito pela Biblioteca do Senado.

O trabalho dos arquivistas

A produção do Arquivo S depende do trabalho dos arquivistas, responsáveis por classificar, organizar, avaliar e preservar os documentos utilizados. Essas atividades permitem verificar a autenticidade dos registros e garantir condições para que sejam consultados pelo público.

Westin destaca a parceria com esses profissionais na pesquisa e na localização das documentações que dão origem aos conteúdos.

— O papel dos arquivistas do Senado para o Arquivo S é importantíssimo. São eles que localizam os documentos originais para usarmos de fonte e reproduzirmos nas infomatérias. Sem o arquivo, esse trabalho não seria possível.

O Arquivo do Senado reúne cerca de 43 mil caixas de documentos produzidos e recebidos nas atividades legislativas e administrativas da Casa. O acervo remonta a 1788 e inclui projetos de lei, atas, anais, discursos, fotografias e outros registros.

Cidadania e democracia

Ao manter os registros organizados e acessíveis, os arquivistas preservam a memória institucional, o desenvolvimento de pesquisas e a transparência das ações públicas. Os documentos também podem servir de prova de decisões, tramitações e atos do poder público, contribuindo para a garantia de direitos.

A importância dessa função acompanha a Casa desde sua origem. O Arquivo foi criado na primeira sessão ordinária do Senado do Império, em 1826, com a atribuição de guardar a documentação produzida. Desde então, é reconhecido como sua “memória viva”.

Profissão histórica

A trajetória de Alonso Carneiro Pestana de Aguiar ajuda a contar a história da arquivologia. Nascido em 1840, em Vila Araxá (MG), ele foi nomeado amanuense do Senado em 1864. O cargo correspondia a funções de copista, escrevente ou secretário. Mais tarde, assumiu a responsabilidade pelo arquivo da instituição.

Alonso foi o primeiro “official archivista” da então Câmara dos Senadores. A história do servidor foi resgatada em pesquisa conjunta entre a Coordenação de Arquivo do Senado e a Universidade de Brasília (UnB) sobre documentos do Brasil Imperial e evidencia que os papéis guardam também histórias de pessoas que fizeram parte da Casa.

Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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