Política
Otaviano Pivetta prioriza contratualização de serviços na saúde em Mato Grosso
Política
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou em entrevista que a estratégia central de sua gestão para otimizar o atendimento na rede pública de saúde seguirá focada na contratualização de serviços com entidades e unidades privadas ou do terceiro setor.
Segundo o chefe do Executivo estadual, o modelo visa ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias com maior agilidade, descartando a realização de novos concursos públicos para a área no curto prazo.
Ao detalhar a diretriz administrativa, Pivetta argumentou que a compra de leitos e procedimentos de instituições já estruturadas permite dar respostas mais rápidas às demandas reprimidas da população sem gerar custos fixos permanentes e encargos de longo prazo para a máquina pública. Para o gestor, o foco principal deve ser a eficiência e a resolutividade do serviço entregue na ponta ao cidadão que aguarda por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
“Nossa estratégia para a saúde é a contratualização de serviços, comprando procedimentos e leitos onde a estrutura já existe para atender a população com velocidade e qualidade”, declarou Pivetta durante a entrevista.
O governador reforçou que o modelo de parceria tem se mostrado mais sustentável do ponto de vista orçamentário e garantiu que “não há previsão de novos concursos públicos” para o setor, priorizando a consolidação do quadro atual e a gestão dos contratos de prestação de serviços.
O candidato ao governo sustentou que a manutenção dessa política de parcerias é fundamental para assegurar a estabilidade fiscal do Estado enquanto expande a capacidade de atendimento regionalizada. Pivetta concluiu enfatizando que a responsabilidade no uso dos recursos públicos continuará sendo o pilar do seu plano de governo, garantindo investimentos contínuos na saúde por meio de modelos modernos de gestão.
Mato Grosso
Faissal articula bloco de até 12 deputados para apoiar reeleição de Max Russi e disputar primeira-secretaria
O deputado estadual Faissal Calil (PL) articula a formação de um bloco de até 12 parlamentares para apoiar a reeleição de Max Russi (Podemos) à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Em contrapartida, o grupo pretende conquistar a primeira-secretaria da Casa, um dos principais cargos da Mesa Diretora.
A eleição está prevista para ocorrer após a posse dos deputados eleitos, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A primeira-secretaria é considerada uma das funções mais importantes da estrutura administrativa do Legislativo, com atribuições relacionadas ao orçamento da Assembleia.
Negociação envolve diferentes partidos
A articulação reúne parlamentares do PL, Republicanos e União Brasil. Em entrevista à Rádio Cultura nesta terça-feira (20), Faissal afirmou que pretende reunir os deputados interessados e, posteriormente, apresentar a Max Russi uma proposta conjunta de apoio à permanência do parlamentar na presidência.
“A nossa questão é a primeira-secretaria. E nós vamos fazer um grupo e vamos chamar o Max. Aqui estão os votos que você precisa para ser presidente, e nós queremos a primeira-secretaria”, afirmou o deputado
Além de Faissal, demonstraram interesse em disputar a primeira-secretaria os deputados Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Segundo Faissal, a intenção é construir uma candidatura de consenso entre os integrantes do bloco.
O parlamentar também afirmou que já iniciou conversas com os outros três deputados eleitos pelo PL: Gilberto Cattani, Samanatha Iris e Alcino Barcelos. O deputado Dr. Eugênio de Paiva (Republicanos) também teria manifestado apoio à articulação, embora não pretenda disputar o cargo.
PL reivindica maior espaço na Mesa Diretora
Faissal defende que o PL tenha prioridade na escolha do primeiro-secretário devido ao crescimento da bancada nas eleições deste ano. O partido passou de dois para quatro deputados estaduais eleitos e deverá formar a segunda maior bancada da próxima legislatura, atrás apenas do Podemos, que elegeu seis parlamentares.
Para o deputado, o resultado eleitoral justifica uma participação mais expressiva da sigla nos espaços de decisão da Assembleia.
“O PL tem que ser protagonista em todas as esferas de poder, inclusive na Assembleia Legislativa. A gente tem a segunda maior bancada da Assembleia, nada mais justo de termos a primeira-secretaria”, declarou.
Faissal também destacou que o PL ainda não ocupou a presidência nem a primeira-secretaria da Assembleia e avaliou que o momento é favorável para o partido conquistar uma das principais posições da Mesa Diretora.
Faissal foi reeleito com mais de 41 mil votos
Em seu terceiro mandato, Faissal afirmou ser o mais experiente entre os quatro deputados eleitos pelo PL e disse estar preparado para assumir a primeira-secretaria.
O parlamentar foi reeleito com 41.039 votos, o equivalente a 2,13% dos votos válidos, segundo os dados mencionados na reportagem.
As negociações devem avançar nos próximos meses, com a expectativa de consolidar o bloco e definir a composição que será apresentada para a eleição da nova Mesa Diretora.
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