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TCE vai entregar plano com propostas para os próximos 25 anos a candidatos ao Governo e Senado

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou, nesta segunda-feira (21), que o Plano de Metas Mato Grosso 2050 será entregue aos candidatos ao Governo e ao Senado, com apresentação detalhada das propostas construídas pelo Tribunal. O documento, que projeta políticas de Estado para os próximos 25 anos, inclui medidas como a criação de restaurantes populares nos municípios, o enfrentamento da pobreza e da insegurança alimentar e a ampliação do diagnóstico e atendimento de crianças neurodivergentes.

A entrega começa na próxima segunda-feira (28). No caso da eleição para o Governo, a apresentação detalhada será feita em evento no TCE-MT ao vencedor no primeiro turno ou, havendo segundo turno, aos dois candidatos que avançarem. O trabalho é coordenado pelo conselheiro aposentado Valter Albano e desenvolvido com a participação dos demais conselheiros. Toda a imprensa será convidada a acompanhar o evento, garantindo transparência à apresentação das propostas.

“Não é debate. Vamos mostrar esse plano em todos os detalhes e sugerir o que o Tribunal entende que devam ser as políticas de Estado a serem implementadas”, explicou. “É um plano de Estado, não de governo. Plano de governo é para quatro, oito anos. Esse é um plano para os próximos 25 anos”, acrescentou.

Em fase final de elaboração, o documento estabelece prioridades para áreas consideradas estratégicas, como o enfrentamento da pobreza e da miséria na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, a segurança alimentar e o acesso de crianças neurodivergentes a diagnóstico e atendimento.

Levantamento

Dados apresentados pelo presidente mostram que 885 mil mato-grossenses, ou 22,4% da população, vivem em situação de insegurança alimentar. Os números foram levantados por grupo de trabalho criado pelo presidente para mapear a fome em Mato Grosso, e consideram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Organização das Nações Unidas (ONU). Na semana passada, o Tribunal enviou um questionário aos 142 municípios, e as respostas vão compor o mapa que embasa as propostas.

Conforme o levantamento, o grau mais severo, em que se chega a ficar sem comida por um dia ou mais, atinge 95 mil mato-grossenses. O estudo divide o estado em três níveis de insegurança alimentar, e as faixas mais críticas reúnem de 40 a 50 cidades, cerca de 1 milhão de habitantes.

A lista dos 30 municípios que exigem maior atenção em segurança alimentar traz Campinápolis no nível mais crítico: 53,5% da população é indígena e o aumento do grau de pobreza chegou a 317%. Santa Carmen, Luciara e São José do Povo também aparecem. Nova Nazaré é o mais pobre do estado.

Restaurantes populares

Entre as propostas do MT 2050 está a de que cada município tenha ao menos um restaurante popular com comida gratuita, em número maior nas cidades mais populosas. “O menorzinho pode ter um só. Mas Cuiabá tem um e tem que ter cinco, seis, sete. Várzea Grande só tem um e tem que ter mais”, afirmou.

Na ocasião, ele também comparou a liderança mato-grossense na produção agropecuária com a fome enfrentada pela população e citou a fila por doação de ossos no Bairro CPA, em Cuiabá. “Mato Grosso é o campeão da produção da soja, do milho, do algodão, do girassol e da carne. Mas tem fila do ossinho. Ninguém come soja, ninguém come girassol. Falta comida na mesa do mato-grossense.”

Crianças neurodivergentes

O documento também trata do acesso de crianças neurodivergentes a diagnóstico e atendimento, tema de auditoria em andamento no órgão. O presidente citou caso identificado nos estudos em que a mãe aguarda há quatro anos por uma consulta para o filho.

“Se o diagnóstico tem que ser feito de zero a três anos e a criança já tem quatro, já foi. Os números de crianças neurodivergentes em Mato Grosso que não conseguem atendimento são aterrorizantes”, afirmou.

As reuniões de trabalho sobre os temas do MT 2050 continuam nos próximos dias. “A população precisa saber dos temas que discutimos aqui dentro do Tribunal de Contas e que podem ser utilizados pelos futuros gestores para ajudar a sociedade”, concluiu o presidente.

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Faissal articula bloco de até 12 deputados para apoiar reeleição de Max Russi e disputar primeira-secretaria

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) articula a formação de um bloco de até 12 parlamentares para apoiar a reeleição de Max Russi (Podemos) à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Em contrapartida, o grupo pretende conquistar a primeira-secretaria da Casa, um dos principais cargos da Mesa Diretora.

A eleição está prevista para ocorrer após a posse dos deputados eleitos, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A primeira-secretaria é considerada uma das funções mais importantes da estrutura administrativa do Legislativo, com atribuições relacionadas ao orçamento da Assembleia.

Negociação envolve diferentes partidos

A articulação reúne parlamentares do PL, Republicanos e União Brasil. Em entrevista à Rádio Cultura nesta terça-feira (20), Faissal afirmou que pretende reunir os deputados interessados e, posteriormente, apresentar a Max Russi uma proposta conjunta de apoio à permanência do parlamentar na presidência.

“A nossa questão é a primeira-secretaria. E nós vamos fazer um grupo e vamos chamar o Max. Aqui estão os votos que você precisa para ser presidente, e nós queremos a primeira-secretaria”, afirmou o deputado

Além de Faissal, demonstraram interesse em disputar a primeira-secretaria os deputados Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Segundo Faissal, a intenção é construir uma candidatura de consenso entre os integrantes do bloco.

O parlamentar também afirmou que já iniciou conversas com os outros três deputados eleitos pelo PL: Gilberto Cattani, Samanatha Iris e Alcino Barcelos. O deputado Dr. Eugênio de Paiva (Republicanos) também teria manifestado apoio à articulação, embora não pretenda disputar o cargo.

PL reivindica maior espaço na Mesa Diretora

Faissal defende que o PL tenha prioridade na escolha do primeiro-secretário devido ao crescimento da bancada nas eleições deste ano. O partido passou de dois para quatro deputados estaduais eleitos e deverá formar a segunda maior bancada da próxima legislatura, atrás apenas do Podemos, que elegeu seis parlamentares.

Para o deputado, o resultado eleitoral justifica uma participação mais expressiva da sigla nos espaços de decisão da Assembleia.

“O PL tem que ser protagonista em todas as esferas de poder, inclusive na Assembleia Legislativa. A gente tem a segunda maior bancada da Assembleia, nada mais justo de termos a primeira-secretaria”, declarou.

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Faissal também destacou que o PL ainda não ocupou a presidência nem a primeira-secretaria da Assembleia e avaliou que o momento é favorável para o partido conquistar uma das principais posições da Mesa Diretora.

Faissal foi reeleito com mais de 41 mil votos

Em seu terceiro mandato, Faissal afirmou ser o mais experiente entre os quatro deputados eleitos pelo PL e disse estar preparado para assumir a primeira-secretaria.

O parlamentar foi reeleito com 41.039 votos, o equivalente a 2,13% dos votos válidos, segundo os dados mencionados na reportagem.

As negociações devem avançar nos próximos meses, com a expectativa de consolidar o bloco e definir a composição que será apresentada para a eleição da nova Mesa Diretora.

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