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Léo Bortolin reúne mais de 1,2 mil pessoas em Várzea Grande no último encontro da campanha na cidade

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ELEIÇÕES 2026

 

Ao lado das lideranças, candidato a deputado estadual agradeceu o acolhimento da cidade e disse que quer ser presente, e não aparecer só de quatro em quatro anos

O candidato a deputado estadual Léo Bortolin (MDB) reuniu mais de 1,2 mil pessoas na noite desta segunda-feira (28), no espaço Simprão, em Várzea Grande, no último encontro da campanha no segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso. Ex-prefeito de Primavera do Leste por dois mandatos e ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Bortolin agradeceu o acolhimento da população e disse que construiu em Várzea Grande laços que pretende levar para toda a vida.

No discurso, o candidato afirmou que a presença do público em uma noite de segunda-feira, depois das 21h, mostra que a cidade sente falta de representação. “Se vocês estão aqui hoje, é porque os deputados de Várzea Grande não estão fazendo o dever de casa”, afirmou. “Eu vou estar aqui. Eu quero estar presente.”
Bortolin disse que conhece a pauta e sabe da urgência que a saúde representa para a população de Várzea Grande. Ele citou o terreno do bairro Vitória Régia, que tem a placa de construção de uma Unidade de Saúde da Família aguardada há mais de dez anos, e, ao lado das lideranças, assumiu o compromisso de destinar emenda para a obra. O candidato lembrou que, em Primavera do Leste, dobrou o número de unidades de saúde, abriu uma clínica de hemodiálise e habilitou 40 leitos de UTI.

A reunião foi organizada pelas lideranças Mamute, Marcos, Elton Taques, Elder Taques, Léo da Guarda, Enio Baracat, Joermes e Alex Guarani, que destacaram o trabalho do candidato em Primavera do Leste como motivo do apoio. “Léo, você fazendo 30% do que fez em Primavera do Leste, Várzea Grande vai mudar da água para o vinho”, disse Enio Baracat. Joermes, que disputou a eleição para vereador em 2024 e ficou como suplente com 1.976 votos, afirmou que o grupo está cansado de promessas. “Nós precisamos de compromisso”, disse. Léo da Guarda, que perdeu a mãe na semana passada, fez questão de comparecer. “Eu assumi um compromisso”, afirmou.

A liderança Mamute, que recebeu o público no espaço, agradeceu a presença de todos e, em tom descontraído, comparou o candidato ao povo da cidade. Para ele, Léo é um candidato forte, assim como o povo várzea-grandense, que mesmo numa segunda-feira e com um calor de 38 graus fez questão de estar presente para demonstrar apoio a Bortolin. Já a liderança de Cuiabá Ademar Jajah contou que Léo se tornou “mais um irmão” que Deus colocou na vida dele. Disse que conhece a história do candidato, sabe o quanto ele lutou para chegar onde chegou e, por isso, decidiu apoiá-lo e pedir voto para ele.

O candidato também falou sobre desenvolvimento econômico e defendeu que qualidade de vida vai além das obras. “Qualidade de vida é poder de compra de pai e mãe, é ter salário digno”, afirmou. Bortolin disse também que vai ajudar um projeto social mantido por um centro espírita da região, que atende crianças da comunidade, e que a visita ao projeto será uma de suas primeiras agendas depois de eleito. “Quero que essas crianças saibam que têm um padrinho político”, declarou.

Em tom emocionado, Bortolin relembrou a própria trajetória. Contou que vendeu salgado na rua na infância, perdeu o pai muito cedo e foi desacreditado na adolescência. “Alguns diziam que eu nunca seria nada na vida”, lembrou. Depois disso, foi vereador duas vezes, prefeito aos 31 anos, reeleito com quase 90% dos votos, e presidente da AMM. “Eu não quero ser o deputado mais do mesmo”, disse, ao se definir como ficha limpa.

Também participaram da reunião a candidata ao Senado Janaina Riva (MDB), o ex-prefeito de Várzea Grande Kalil Baracat e o candidato a deputado federal coronel Roveri. Janaina pediu voto para Bortolin e disse ter certeza de que ele vai transformar Mato Grosso na Assembleia Legislativa.

Léo Bortolin foi vereador, prefeito de Primavera do Leste por dois mandatos e presidente da AMM. É candidato a deputado estadual pelo MDB, com o número 15115.

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Davi marca para terça votação da PEC da Segurança

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, que amplia a integração entre os órgãos de segurança pública para o combate ao crime organizado. A ordem do dia está agendada para as 16h e tem outros quatro itens na pauta (leia mais abaixo).

A PEC da Segurança Pública foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 14 de outubro. No mesmo dia, o Plenário aprovou um requerimento (RQS 713/2026) que permite acelerar a tramitação da matéria. O calendário especial dispensa as cinco sessões de discussão exigidas para a votação da proposta em primeiro turno e outras três necessárias para o segundo turno.

A PEC 18/2025, apresentada pelo Poder Executivo, reorganiza o sistema de segurança pública, estabelece novas competências entre os entes da Federação e fortalece a integração entre os órgãos responsáveis pelo setor. O texto prevê mais recursos para a área, com a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição.

O relator da PEC na CCJ, senador Rogério Carvalho (PT-SE), alterou o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e acatou 4 das 81 emendas apresentadas pelos senadores. Rogério Carvalho retirou, por exemplo, um artigo que destinava recursos das apostas esportivas — conhecidas como bets — para os fundos de segurança pública. Ele manteve a destinação de 10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal para o setor.

A PEC 18/2025 cria um regime penal mais rigoroso e proporcional à posição hierárquica de líderes e integrantes de facções, organizações paramilitares e milícias. O regime prevê, entre outras medidas: 

  • prisão obrigatória em presídio de segurança máxima;
  • restrição à progressão de regime e a benefícios processuais;
  • possibilidade de confisco de bens ligados à atividade criminosa, sem indenização;
  • responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas; 
  • proteção a denunciantes e seus familiares.

Emendas de Plenário

Até a sexta-feira (30), a PEC da Segurança Pública havia recebido cinco emendas de Plenário. Duas delas alteram as regras da maioridade penal.

O senador Camilo Santana (PT-CE) sugere a redução de 18 anos para 16 anos nos casos de crimes hediondos. O senador Rogério Marinho (PL-RN) defende a alteração de 18 anos para 16 anos como regra geral e, nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo, para 14 anos.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) propõe uma emenda para destinar às Forças Armadas recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. O dinheiro deve ser aplicado em ações de defesa civil, combate a crimes transfronteiriços e ambientais e operações de garantia da lei e da ordem.

Uma emenda do senador Eduardo Gomes (PL-TO) inclui os agentes de trânsito entre os órgãos de segurança pública previstos na Constituição e atribui a eles o patrulhamento viário de natureza policial de trânsito. Outra sugestão do parlamentar inclui os órgãos estaduais e distrital do sistema socioeducativo entre os órgãos de segurança pública.

Outros itens

O Plenário pode votar ainda dois projetos de decreto legislativo que aprovam acordos internacionais. O PDS 240/2011 trata da cooperação na área de Defesa entre Brasil e Guiana, enquanto o PDL 575/2026 aborda a cooperação em Ciência e Tecnologia Espacial entre Brasil e Venezuela.

Os senadores também podem votar o projeto de lei (PL) 5.782/2023, que cria a campanha Setembro em Flor, destinada à conscientização sobre os tumores ginecológicos. Os cânceres ginecológicos — como tumores malignos no útero, ovários, vagina e vulva — estão entre as principais causas de adoecimento e morte de mulheres por neoplasias.

Outro item na pauta é o PL 186/2025, que prevê a realização de cursos, campanhas e palestras científicas para promover a parentalidade positiva. A parentalidade positiva é uma abordagem de educação e criação dos filhos baseada no respeito mútuo, no afeto, no diálogo e no estabelecimento de limites, sem recorrer à violência física ou psicológica.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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