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Abilio ironiza adversários e diz que urnas rejeitaram grupos políticos tradicionais

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avaliou que o resultado das eleições deste ano expôs uma perda de força de grupos que há décadas ocupam espaço na política de Mato Grosso. Ao comentar as derrotas de nomes tradicionais no pleito de domingo (4), ele afirmou que as urnas deram um recado direto. “Os resultados desse processo eleitoral demonstram que Mato Grosso não quer mais a família Riva, não quer mais a família Campos, não quer mais a família Botelho e não quer mais a família Emanuel. Eu acho que esse resultado foi consolidado agora”, declarou.

Entre os Riva, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) tentou chegar ao Senado, recebeu 519.434 votos e terminou em terceiro lugar, atrás dos eleitos Mauro Mendes (União), que obteve 1.187.352 votos, e José Medeiros (PL), com 977.777. Já Jéssica Riva (MDB), irmã de Janaina e estreante na disputa pela Assembleia Legislativa, somou 25.979 votos, ficou na 24ª posição na votação nominal, mas não foi eleita em razão da distribuição das vagas pelo sistema proporcional, tornando-se suplente do MDB. A família mantinha representação na Assembleia desde a década de 1990, inicialmente com José Riva e, desde 2015, com Janaina.

Outro nome mencionado por Abilio foi Eduardo Botelho (MDB), ex-presidente da Assembleia e candidato à Prefeitura de Cuiabá em 2024. Na tentativa de retornar à ALMT, Botelho recebeu 37.359 votos e teve a 15ª maior votação nominal entre os candidatos a deputado estadual. Mesmo com votação superior à de alguns eleitos, ficou como primeiro suplente do MDB devido às regras do sistema proporcional.

No grupo dos Campos, Júlio Campos (União), ex-governador, ex-senador e deputado estadual, recebeu 18.517 votos e não conseguiu renovar o mandato, terminando na 32ª colocação nominal e ficando na suplência. Seu irmão, o senador Jayme Campos (União), não disputou cargo nas eleições deste ano e encerra o atual mandato em 2027. Com isso, a família Campos, presente em cargos eletivos de Mato Grosso há cerca de cinco décadas, ficará sem mandato a partir da próxima legislatura.

A referência à família de Emanuel Pinheiro passa principalmente pelo deputado federal Emanuelzinho (PSD). Candidato à reeleição, ele recebeu 50.951 votos, terminou em 10º lugar na votação nominal para a Câmara Federal e ficou fora das oito vagas de Mato Grosso, além de não alcançar a suplência. Abilio, porém, evitou decretar o encerramento definitivo da trajetória dos adversários. “É muito difícil você decretar fim político de qualquer pessoa que seja. Eu acho que não cabe a mim fazer isso, decretar fim político de ninguém. Mas que há uma pausa na carreira política, sim”, afirmou.

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Max ‘fecha’ com 18 deputados e mira 130 prefeitos para ampliar votação de Flávio Bolsonaro em MT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que Mato Grosso pode ampliar em até 10 pontos percentuais a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (7), durante ato suprapartidário que reuniu deputados estaduais, lideranças políticas e candidatos eleitos em apoio à candidatura do senador.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 65,15% dos votos válidos em Mato Grosso, e Lula (PT) ficou em segundo lugar, com 29,18%.

Para Max, uma das estratégias é  ampliar o comparecimento às urnas. No primeiro turno, cerca de 600 mil eleitores de Mato Grosso se abstiveram de  votar.

Por isso, o deputado defendeu uma mobilização direta nos municípios, com diálogo com eleitores e busca por votos de candidatos que não chegaram à segunda etapa. “Se Mato Grosso subir 10% de voto, vai dar quase 200 mil votos. Isso pode ser uma diferença em uma eleição disputada como essa”, afirmou Max.

Ainda segundo Max Russi, 18 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso já manifestaram apoio ao candidato do PL.

A articulação surgiu a partir de uma proposta do deputado Gilberto Cattani (PL) e ganhou adesão de parlamentares de diferentes siglas. A mobilização também foi formalizada por meio de uma carta de apoio apresentada durante o encontro.

Durante o encontro, os participantes também mencionaram a expectativa de adesão de mais de 130 prefeitos de Mato Grosso à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Participaram do ato os deputados estaduais eleitos e reeleitos Max Russi (Podemos), Gilberto Cattani (PL), Chico Guarnieri (PSDB), Fabinho Tardin (Podemos), Léo Bortolin (MDB), Alessandra Ferreira (Podemos), Valmir Moretto (Republicanos), Sebastião Rezende (União Brasil), Nininho (Republicanos), Beto Dois a Um (Podemos), Dr. João (MDB), Thiago Silva (MDB), Ulysses Moraes (Podemos) e Samantha do Abílio (PL).

Também participaram Elson Ramos (Podemos), eleito suplente de senador na chapa de Mauro Mendes; Coronel Roveri (PL), eleito deputado federal; e Ilde Taques (Podemos), vereador e presidente eleito da Câmara Municipal de Cuiabá. E Fernando Gorgen (Podemos), Fred Murta (Podemos) e Eduardo Sanches (União), que disputaram as eleições de 2026.

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