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Veritá acerta ordem no Governo e lidera em precisão; Percent, Quaest e Paraná trocam Medeiros por Janaina no Senado

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s pesquisas da reta final apontaram a vitória de Otaviano Pivetta (Republicanos) no primeiro turno, mas ficaram abaixo dos 60,77% dos votos válidos conquistados pelo governador. Na disputa pelo Senado, três institutos colocavam Janaina Riva (MDB) à frente de José Medeiros (PL), que terminou eleito com quase o dobro da votação da emedebista.

Quaest, Paraná Pesquisas e Percent Brasil apresentavam Mauro Mendes (União) e Janaina nas duas primeiras posições. As urnas confirmaram Mauro, mas deram a segunda cadeira a Medeiros, que recebeu 977.777 votos, contra 519.434 da candidata do MDB, uma diferença de 458.343 votos.

 

 

 

O levantamento do RepórterMT compara pesquisas de cinco institutos divulgadas na reta final da campanha: Veritá, Quaest, AtlasIntel, Paraná Pesquisas e Percent Brasil. Na disputa pelo governo, foram considerados quatro levantamentos; para o Senado, cinco.

 

 

 

Para avaliar a proximidade com as urnas, foi calculada a média das diferenças entre a pesquisa e o resultado dos três candidatos mais votados em cada disputa. Os percentuais foram colocados na mesma base de votos válidos.

 

Pivetta venceu com 60,77%, seguido por Wellington Fagundes (PL), com 23,19%, e Doutora Natasha (PSD), com 15,17%. Os quatro levantamentos comparados apresentavam o governador acima de 50%, mas nenhum captou o tamanho da votação confirmada no domingo (4).

Instituto Pivetta   Wellington Natasha Diferença média
Resultado das urnas 60,77% 23,19% 15,17% —
Veritá 53,70% 27,10% 16,30% 4,04 pontos
Quaest 54,00% 28,00% 13,00% 4,58 pontos
Paraná Pesquisas 51,60% 30,10% 17,20% 6,04 pontos
AtlasIntel 54,30% 19,60% 24,30% 6,40 pontos

Os levantamentos foram realizados entre os últimos dias de setembro e a véspera da eleição.

Individualmente, a AtlasIntel chegou mais perto da votação de Pivetta, com diferença de 6,47 pontos. Entretanto, colocou Natasha em segundo lugar e Wellington em terceiro, invertendo a classificação confirmada nas urnas.

Por isso, ao considerar os três principais candidatos, a AtlasIntel apresentou a maior diferença média entre os quatro levantamentos. O Veritá ficou mais próximo no conjunto e manteve a ordem correta dos concorrentes.

No Senado, a divergência atingiu a composição da dupla que aparecia nas posições de eleição. Mauro conquistou 33,21% dos votos válidos, Medeiros recebeu 27,35% e Janaina terminou com 14,53%.

 

Instituto Mauro Medeiros Janaina Diferença média
Resultado das urnas 33,21% 27,35% 14,53% —
Veritá 30,00% 20,50% 14,50% 3,36 pontos
AtlasIntel 26,63% 28,21% 10,74% 3,74 pontos
Paraná Pesquisas 34,29% 18,30% 20,80% 5,47 pontos
Quaest 37,00% 17,00% 23,00% 7,54 pontos
Percent Brasil 35,52% 14,23% 22,63% 7,84 pontos

Os números foram convertidos, quando necessário, para representar a participação de cada candidato no total das escolhas válidas para o Senado.

A Percent Brasil registrou a maior diferença média nesse recorte. O instituto apontava Janaina com 22,63% e Medeiros com 14,23%, uma vantagem de 8,4 pontos para a emedebista. Nas urnas, o parlamentar terminou 12,82 pontos à frente dela.

A votação de Medeiros ficou 13,12 pontos acima do percentual apresentado pela Percent. Já Janaina recebeu 8,1 pontos abaixo do indicado pelo levantamento.

Na Quaest, Janaina aparecia com 23%, contra 17% de Medeiros. No Paraná Pesquisas, os percentuais convertidos eram de 20,8% e 18,3%, respectivamente. No levantamento original do Paraná, porém, os dois estavam em empate técnico, considerando a margem de erro informada pelo instituto.

O Veritá acertou a ordem dos três primeiros: Mauro, Medeiros e Janaina. Também apresentou a menor diferença média, com o percentual da candidata do MDB praticamente igual ao resultado oficial.

A AtlasIntel colocou os dois candidatos eleitos nas primeiras posições, mas inverteu a ordem entre eles. Após a conversão, foi a que mais se aproximou da votação de Medeiros individualmente, com diferença de aproximadamente 0,86 ponto.

A comparação considera os três principais candidatos e as posições numéricas dos levantamentos. As pesquisas retratam as intenções declaradas durante a coleta, e as escolhas dos eleitores podem mudar até a votação.

Ficha técnica das pesquisas

Todos os levantamentos utilizados no comparativo informam nível de confiança de 95%. As margens de erro abaixo são as divulgadas pelos institutos para suas pesquisas, não a diferença calculada entre os percentuais e o resultado das urnas.

  • Veritá: registro MT-06765/2026; coleta entre 26 de setembro e 1º de outubro de 2026; 1.220 entrevistas; margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Pesquisa realizada por iniciativa própria do Instituto Veritá.
  • Quaest: registro MT-02649/2026; coleta entre 2 e 3 de outubro de 2026; 1.800 entrevistas; margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Contratada pela Rede Matogrossense de Comunicação, por meio da TV Centro América.
  • Paraná Pesquisas: registro MT-02094/2026; coleta entre 27 e 29 de setembro de 2026; 1.352 entrevistas; margem de erro de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos. Contratada pela Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda.
  • AtlasIntel: registro MT-00323/2026; coleta entre 27 de setembro e 2 de outubro de 2026; 1.194 entrevistas; margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Realizada com recursos próprios da AtlasIntel.
  • Percent Brasil: registro MT-06103/2026, com registro presidencial associado BR-07507/2026; coleta entre 29 de setembro e 2 de outubro de 2026; 1.200 entrevistas; margem de erro de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos. Pesquisa própria da Percent Pesquisa de Mercado.

 

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Max ‘fecha’ com 18 deputados e mira 130 prefeitos para ampliar votação de Flávio Bolsonaro em MT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que Mato Grosso pode ampliar em até 10 pontos percentuais a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (7), durante ato suprapartidário que reuniu deputados estaduais, lideranças políticas e candidatos eleitos em apoio à candidatura do senador.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 65,15% dos votos válidos em Mato Grosso, e Lula (PT) ficou em segundo lugar, com 29,18%.

Para Max, uma das estratégias é  ampliar o comparecimento às urnas. No primeiro turno, cerca de 600 mil eleitores de Mato Grosso se abstiveram de  votar.

Por isso, o deputado defendeu uma mobilização direta nos municípios, com diálogo com eleitores e busca por votos de candidatos que não chegaram à segunda etapa. “Se Mato Grosso subir 10% de voto, vai dar quase 200 mil votos. Isso pode ser uma diferença em uma eleição disputada como essa”, afirmou Max.

Ainda segundo Max Russi, 18 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso já manifestaram apoio ao candidato do PL.

A articulação surgiu a partir de uma proposta do deputado Gilberto Cattani (PL) e ganhou adesão de parlamentares de diferentes siglas. A mobilização também foi formalizada por meio de uma carta de apoio apresentada durante o encontro.

Durante o encontro, os participantes também mencionaram a expectativa de adesão de mais de 130 prefeitos de Mato Grosso à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Participaram do ato os deputados estaduais eleitos e reeleitos Max Russi (Podemos), Gilberto Cattani (PL), Chico Guarnieri (PSDB), Fabinho Tardin (Podemos), Léo Bortolin (MDB), Alessandra Ferreira (Podemos), Valmir Moretto (Republicanos), Sebastião Rezende (União Brasil), Nininho (Republicanos), Beto Dois a Um (Podemos), Dr. João (MDB), Thiago Silva (MDB), Ulysses Moraes (Podemos) e Samantha do Abílio (PL).

Também participaram Elson Ramos (Podemos), eleito suplente de senador na chapa de Mauro Mendes; Coronel Roveri (PL), eleito deputado federal; e Ilde Taques (Podemos), vereador e presidente eleito da Câmara Municipal de Cuiabá. E Fernando Gorgen (Podemos), Fred Murta (Podemos) e Eduardo Sanches (União), que disputaram as eleições de 2026.

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