Mato Grosso
Júlio Campos anuncia aposentadoria após derrota nas urnas
Mato Grosso
Após ficar na primeira suplência nas eleições deste ano com 18.517 votos, o deputado estadual Júlio Campos (União) anunciou que o ciclo de sua longa trajetória nas urnas pode ter chegado ao fim. Aos quase 80 anos de idade e com mais de 50 anos dedicados à política mato-grossense e nacional, tendo sido prefeito de Várzea Grande, governador, deputado federal e senador, o parlamentar admitiu que a idade e os ventos da política recomendam a aposentadoria.
Júlio revelou que já havia ponderado sobre o encerramento da carreira antes mesmo da disputa, sendo convencido a concorrer novamente apenas para “marcar território” após a derrota dele e do seu irmão senador Jayme Campos (União) na convenção. Júlio se refere à derrota partidária sofrido após a maioria dos convencionais não apoiar o lançamento da candidatura ao Governo de Jayme
“A própria idade recomenda. Já fui tudo, né? Já tinha pensado nisso, vocês lembram que não era meu pensamento entrar nesta campanha, já estava tendo como pré-encerramento, mas aí com a convenção, o resultado da convenção, eu fui obrigado a voltar a ser candidato justamente para marcar a presença ainda na eleição“, declarou o parlamentar.
Júlio Campos entrou na política ainda nos anos 70. Foi prefeito de Várzea Grande entre 1973 e 1977 e, posteriormente, deputado federal, governador de Mato Grosso, deputado federal constituinte e senador da República.
Em 2010, voltou a conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados e, em 2022, foi eleito deputado estadual. A própria Assembleia Legislativa registra que ele atua há cerca de 50 anos na política mato-grossense e nacional.
Mato Grosso
Max ‘fecha’ com 18 deputados e mira 130 prefeitos para ampliar votação de Flávio Bolsonaro em MT
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que Mato Grosso pode ampliar em até 10 pontos percentuais a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (7), durante ato suprapartidário que reuniu deputados estaduais, lideranças políticas e candidatos eleitos em apoio à candidatura do senador.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 65,15% dos votos válidos em Mato Grosso, e Lula (PT) ficou em segundo lugar, com 29,18%.
Para Max, uma das estratégias é ampliar o comparecimento às urnas. No primeiro turno, cerca de 600 mil eleitores de Mato Grosso se abstiveram de votar.
Por isso, o deputado defendeu uma mobilização direta nos municípios, com diálogo com eleitores e busca por votos de candidatos que não chegaram à segunda etapa. “Se Mato Grosso subir 10% de voto, vai dar quase 200 mil votos. Isso pode ser uma diferença em uma eleição disputada como essa”, afirmou Max.
Ainda segundo Max Russi, 18 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso já manifestaram apoio ao candidato do PL.
A articulação surgiu a partir de uma proposta do deputado Gilberto Cattani (PL) e ganhou adesão de parlamentares de diferentes siglas. A mobilização também foi formalizada por meio de uma carta de apoio apresentada durante o encontro.
Durante o encontro, os participantes também mencionaram a expectativa de adesão de mais de 130 prefeitos de Mato Grosso à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Participaram do ato os deputados estaduais eleitos e reeleitos Max Russi (Podemos), Gilberto Cattani (PL), Chico Guarnieri (PSDB), Fabinho Tardin (Podemos), Léo Bortolin (MDB), Alessandra Ferreira (Podemos), Valmir Moretto (Republicanos), Sebastião Rezende (União Brasil), Nininho (Republicanos), Beto Dois a Um (Podemos), Dr. João (MDB), Thiago Silva (MDB), Ulysses Moraes (Podemos) e Samantha do Abílio (PL).
Também participaram Elson Ramos (Podemos), eleito suplente de senador na chapa de Mauro Mendes; Coronel Roveri (PL), eleito deputado federal; e Ilde Taques (Podemos), vereador e presidente eleito da Câmara Municipal de Cuiabá. E Fernando Gorgen (Podemos), Fred Murta (Podemos) e Eduardo Sanches (União), que disputaram as eleições de 2026.
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