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UNICAST Cuidados paliativos vão além do fim da vida e podem começar no diagnóstico, explica médica geriatra

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Especialista da Unimed Cuiabá explica como o acompanhamento precoce alivia sintomas, acolhe familiares e respeita os desejos do paciente

Os cuidados paliativos ainda são frequentemente associados à fase final da vida, mas sua atuação vai muito além. Indicados para pessoas com doenças graves, eles podem começar desde o diagnóstico, ajudando a controlar sintomas, reduzir o sofrimento e preservar a qualidade de vida. Esse acompanhamento também pode ter início ainda na gestação, quando é identificada uma condição grave no bebê, oferecendo suporte à família desde os primeiros momentos.

Em entrevista ao Unicast, podcast da Unimed Cuiabá, a médica geriatra e paliativista Mariana de Carvalho da Silva explicou que os cuidados paliativos não significam interromper todo o tratamento, mas avaliar quais intervenções realmente beneficiam o paciente, evitando sofrimento desnecessário.

“Quero ela tão bem que sei que aquele tratamento vai fazer mais mal do que bem. A gente tem uma tendência a achar que tratar é sempre igual a melhorar, mas, em doenças graves, nem sempre isso acontece. Às vezes, o tratamento pode deixar a pessoa muito pior do que estava”, explicou.

A especialista ressalta que o acompanhamento deve começar o mais cedo possível, preferencialmente no diagnóstico ou quando a doença passa a causar sofrimento. Isso permite criar vínculos, compreender as prioridades do paciente e planejar os cuidados conforme a evolução do quadro.

“Quanto mais tardiamente entramos, menos tempo temos para criar vínculo, entender vontades e desejos. Se espero a doença ficar muito avançada, o próprio paciente não consegue nem mais falar o que é importante para ele”, avaliou.

Além do câncer, os cuidados paliativos são indicados para pessoas com demências, doenças pulmonares, como DPOC e fibrose pulmonar, doenças renais, sequelas de acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca, entre outras condições graves.

A abordagem também contempla crianças e bebês ainda durante a gestação. Nos cuidados paliativos perinatais, o acompanhamento começa quando é identificada uma condição grave no bebê, oferecendo suporte à família diante das incertezas.

*EQUIPE MULTIDISCIPLINAR*
Os cuidados paliativos envolvem profissionais de diferentes áreas para atender às necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais do paciente. O objetivo é compreender o que importa para cada pessoa e preservar sua autonomia e dignidade.

“O erro comum na saúde é fazer pelo paciente o que gostaríamos que fizessem pela gente. Nos cuidados paliativos, fazemos o que ele gostaria que fosse feito. Perguntamos o que é importante hoje. Às vezes, o desejo é só beber uma Coca-Cola, ver o sol, abraçar o cachorro ou ver o jardim da casa. Criamos estratégias para viabilizar esses desejos no hospital ou em domicílio”, explicou a médica.

A família também faz parte do acompanhamento. A equipe procura compreender suas necessidades, alinhar expectativas e oferecer orientação diante das mudanças provocadas pela doença.

“Mostramos que a família está ali para ser família, e que a pessoa vem antes da doença”, afirmou Mariana.

*ALÍVIO DOS SINTOMAS*
Controlar sintomas como dor, falta de ar, fadiga, insônia, náuseas e vômitos é uma das prioridades dos cuidados paliativos. A abordagem também considera questões emocionais, como ansiedade e angústia, dificuldades sociais e financeiras e o sofrimento espiritual.

Para aliviar a dor, medicamentos como a morfina e outros opioides podem ser utilizados conforme avaliação e prescrição médica. Mariana destaca, porém, que ainda existe preconceito em relação a esses medicamentos.

“Existe um preconceito grande de associar morfina ao fim da vida, mas a morfina bem utilizada salva o paciente, devolve o sono, o sorriso e a autonomia”, ressaltou.

Mariana reforça que os cuidados paliativos não têm como objetivo abreviar a vida, mas oferecer conforto, dignidade e qualidade de vida a quem enfrenta uma doença grave.

“Se você está enfrentando uma doença grave ou tem alguém na família, não tenha medo dos cuidados paliativos. Queremos proporcionar mais tempo de qualidade ao lado de quem você ama. Não é para abreviar a vida, mas para oferecer a melhor vida possível. Procure uma equipe o quanto antes”, concluiu.

Assista completo pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=PzcMnJB76n0

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OAB-MT faz entrega de brinquedos e promove confraternização com crianças

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Foto da Notícia: OAB-MT faz entrega de brinquedos e promove confraternização com crianças

imgA Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), por meio da sua Comissão da Infância e Juventude, fez a entrega de brinquedos e promoveu confraternizações com mais de 400 crianças da comunidade Barreiro Branco e das Casas Lares de Cuiabá. As ações, que aconteceram no domingo, dia 18 de outubro, fazem parte do terceiro eixo do projeto Infância Protegida, em alusão ao Dia das Crianças.

 

Com o lema “Um brinquedo, uma história, um recomeço”, a campanha mobilizou advogados, advogadas, parceiros e doadores. 

 

“O balanço é muito positivo. A mobilização de todos tornou possível levar, além dos brinquedos, momentos de alegria, carinho e convivência. O lema da campanha traduz esse propósito: cada brinquedo representa um gesto de cuidado, uma oportunidade de criar boas lembranças e de valorizar a infância”, avaliou a presidente da Comissão da Infância e Juventude, Cíntia Nágila.

 

imgDurante o domingo, no período da manhã, a comitiva da advocacia esteve na comunidade Barreiro Branco, onde, além da entrega dos brinquedos arrecadados, foi promovido lanche, brincadeiras e entretenimento para as crianças, com a participação de membros da comissão, voluntários e parceiros.

 

À tarde, a ação foi destinada às crianças e aos adolescentes acolhidos nas Casas Lares. As entregas foram realizadas em três unidades, para contemplar inclusive os bebês.

 

O projeto Infância Protegida é uma iniciativa da OAB-MT, por meio da Comissão de Infância e Juventude, com apoio da Comissão de Ações Comunitárias, da Escola Superior da Advocacia (ESA-MT), da Caixa de Assistência dos Advogados (CAA/MT) e do Rotary Club de Cuiabá Bandeirantes, além de todos que contribuíram com doações e trabalho voluntário.

 

“A união foi fundamental para a realização das ações”, destacou Cíntia Nágila.

 

A presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, que cumpriu agenda no interior do estado e não pode participar das entregas, parabenizou as Comissões e todos os envolvidos. “É mais uma ação da OAB Mato Grosso que visa prestar um serviço social que beneficia a comunidade. Não existe recompensa maior do que o sorriso de uma criança”.

 

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Judite Rosa

Assessoria de Imprensa OAB-MT

Celular/WhatsApp: 65-99610.7865

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