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Max Russi discutirá com Avallone ampliação do orçamento à saúde: “não foi suficiente”

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O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou que pretende discutir com o presidente da Comissão Orçamentária, deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), a ampliação dos recursos destinados à saúde na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027.

Segundo Russi, os ajustes feitos no último ano para 2026 foram insuficientes para atender as demandas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Ele relatou dificuldades financeiras enfrentadas pela Pasta nos últimos meses e defendeu que a LOA acompanhe aumento das despesas, especialmente, diante da inauguração de novos hospitais.

“Não tem como nós gastarmos em saúde o ano que vem menos do que nós gastamos esse ano. A tendência é gastar muito mais, porque novos hospitais serão inaugurados, há uma demanda constante, crescente, e a população está aumentando”, falou Max à imprensa nesta quarta-feira (28).

O presidente explicou que a discussão não poderá mais ocorrer na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), já aprovada em segunda votação e encaminhada para redação final. A possibilidade de alterações, agora, está na elaboração e votação da LOA.

Russi afirmou que pretende se reunir com os integrantes da comissão de orçamento e representantes do governo estadual para negociar o aumento dos valores destinados à saúde.

“Eu vou trabalhar junto com os deputados da Comissão de Orçamento, principalmente com Avallone e com os demais deputados, para que a gente possa novamente sentar na mesa do governo, fazer essa discussão e ampliar, melhorar esse valor”, disse o presidente.

A proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de Mato Grosso para o exercício de 2027 estima um orçamento total de R$ 46,1 bilhões, o que representa um aumento de 13,07% em relação ao orçamento previsto para 2026 (R$ 40,79 bilhões). Além da Saúde, Max também articula a garantia de fatia do orçamento para a construção de casas populares com o fim do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

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Pivetta prevê bloqueadores de celulares nos presídios até o Natal para frear crimes de facções

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O governador Otaviano Pivetta afirmou que o sistema de bloqueio de sinais de celulares nas unidades prisionais de Mato Grosso deverá ser instalado até o fim deste ano. A previsão foi confirmada durante conversa com o secretário de Estado de Justiça, Walter, que informou que o pregão foi realizado nesta semana e que o procedimento ainda está na fase de recursos das empresas participantes.

Segundo as informações apresentadas ao governador, o prazo recursal termina na próxima segunda-feira. Após a conclusão dos trâmites administrativos, a expectativa é de que os equipamentos estejam instalados até o Natal.

“Tem que bloquear mesmo”, afirmou Pivetta, ao defender a medida como parte das ações de enfrentamento à criminalidade organizada.

De acordo com o secretário, a empresa Ponsec venceu o pregão e possui experiência na instalação de sistemas semelhantes em unidades prisionais de São Paulo e Minas Gerais. O governo informou que equipes de inteligência já verificaram experiências nesses estados e receberam relatórios sobre o funcionamento da tecnologia.

O modelo de contratação prevê acompanhamento dos resultados e pagamento condicionado à comprovação da eficácia dos equipamentos. Conforme explicado durante a conversa, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) deverá participar da fiscalização, ao lado das equipes responsáveis pelo acompanhamento do contrato.

A proposta busca impedir que pessoas presas utilizem telefones celulares para manter contato com o exterior e, potencialmente, coordenar atividades criminosas. O bloqueio dos sinais é apontado como uma ferramenta para dificultar a comunicação de integrantes de facções e reduzir a possibilidade de articulação de crimes a partir das unidades prisionais.

A instalação, contudo, ainda depende da conclusão das etapas administrativas e contratuais. A previsão de funcionamento até o fim do ano, portanto, está condicionada ao cumprimento desse cronograma e à implementação dos sistemas nas unidades contempladas.

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