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Max sai em defesa do ‘tesouraço’ de Otaviano Pivetta: “precisa ser feito”

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O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos), demonstrou ser favorável à reforma administrativa anunciada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para reduzir as despesas do Executivo, dando fôlego ao orçamento para manter o ritmo de investimentos em Mato Grosso. Russi, no entanto, ponderou, afirmando aprovar pequenos ajustes. Ele também sugeriu que o que os valores do que for possível cortar sejam repassados à saúde, educação e infraestrutura, áreas consideradas prioritárias por Max Russi.

“Tem que fazer os ajustes, as economias e otimizar. E transformar isso em melhor investimento, maiores investimentos na saúde, na educação, na população, na construção de escolas, estradas e hospitais”, opinou o presidente da AL.

Para Russi, a revisão de gastos é necessária quando fica comprovado que as despesas não representam benefícios à população. Ele citou como exemplos a redução dos custos com energia elétrica, água, limpeza e outros serviços administrativos.

“Acho que todo governo e toda administração têm que ser responsáveis nisso”, afirmou.

 

Pivetta levanta com a comissão de transição o que poderá ser reduzido, não descartando até mesmo o desligamento de servidores comissionados. As medidas, segundo o governador, têm como objetivo diminuir a burocracia e tornar a máquina pública mais eficiente.

Max Russi pontuou que a proposta de Pivetta ainda precisa ser discutida entre os deputados e ressaltou que não defende a redução indiscriminada.

“Eu, particularmente, não defendo a política do Estado mínimo. Sou da política do Estado necessário, aquele que atenda ao cidadão, que entregue serviço de qualidade, que chegue lá na ponta e o cidadão, que é quem paga os nossos impostos e paga o nosso salário, seja realmente atendido pelas políticas públicas defendidas pela Assembleia e pelo governo do Estado”, concluiu o presidente da AL.

 

Além do desligamento de servidores, chamado pelo governador de “desconvite”, Pivetta considera a venda da Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela BR-163 para recuperar os recursos públicos. O governo de Mato Grosso assumiu o controle da concessionária em maio de 2023, por meio da MT Participações e Projetos (MTPar), em uma operação que buscou destravar as obras de duplicação da BR-163, que enfrentavam atrasos havia anos.

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Mato Grosso

Pivetta prevê bloqueadores de celulares nos presídios até o Natal para frear crimes de facções

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O governador Otaviano Pivetta afirmou que o sistema de bloqueio de sinais de celulares nas unidades prisionais de Mato Grosso deverá ser instalado até o fim deste ano. A previsão foi confirmada durante conversa com o secretário de Estado de Justiça, Walter, que informou que o pregão foi realizado nesta semana e que o procedimento ainda está na fase de recursos das empresas participantes.

Segundo as informações apresentadas ao governador, o prazo recursal termina na próxima segunda-feira. Após a conclusão dos trâmites administrativos, a expectativa é de que os equipamentos estejam instalados até o Natal.

“Tem que bloquear mesmo”, afirmou Pivetta, ao defender a medida como parte das ações de enfrentamento à criminalidade organizada.

De acordo com o secretário, a empresa Ponsec venceu o pregão e possui experiência na instalação de sistemas semelhantes em unidades prisionais de São Paulo e Minas Gerais. O governo informou que equipes de inteligência já verificaram experiências nesses estados e receberam relatórios sobre o funcionamento da tecnologia.

O modelo de contratação prevê acompanhamento dos resultados e pagamento condicionado à comprovação da eficácia dos equipamentos. Conforme explicado durante a conversa, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) deverá participar da fiscalização, ao lado das equipes responsáveis pelo acompanhamento do contrato.

A proposta busca impedir que pessoas presas utilizem telefones celulares para manter contato com o exterior e, potencialmente, coordenar atividades criminosas. O bloqueio dos sinais é apontado como uma ferramenta para dificultar a comunicação de integrantes de facções e reduzir a possibilidade de articulação de crimes a partir das unidades prisionais.

A instalação, contudo, ainda depende da conclusão das etapas administrativas e contratuais. A previsão de funcionamento até o fim do ano, portanto, está condicionada ao cumprimento desse cronograma e à implementação dos sistemas nas unidades contempladas.

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