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Homem mata irmão a tiros em Paranaíta e polícia apura relato de desavença política

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Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi morto a tiros pelo irmão, Laercio Antônio da Silva, de 60 anos, na manhã desse domingo (1), em um bar na comunidade Santa Marta, no assentamento São Pedro, em Paranaíta (a 838 km de Cuiabá). O assassino está foragido.

O assassino passou a insultar o irmão, que permaneceu em silêncio e se levantou para ir embora. Nesse momento, o homem sacou um revólver que carregava na cintura e atirou contra Gilmar.

Conforme o boletim da Polícia Militar, a vítima foi atingida por três disparos: um na mão esquerda e dois na região do tórax. Gilmar morreu no local.

Uma testemunha relatou que os irmãos não se falavam por divergências políticas. No registro da PM, o proprietário do bar afirmou que o assassino era alinhado à esquerda e a vítima, à direita. A motivação do homicídio é investigada pela Polícia Civil.

 

Após os disparos, o suspeito saiu do bar com a arma na mão e fugiu em uma Fiat Titano preta. A caminhonete foi encontrada abandonada pela PM no bairro Renascer, em Alta Floresta. Segundo informações recebidas pelos militares, ele deixou o veículo e seguiu a pé.

Os policiais também fizeram buscas na residência do suspeito, mas não encontraram ninguém.

A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local do crime para os procedimentos de perícia e remoção do corpo Laurindo

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Mato Grosso

Pivetta prevê bloqueadores de celulares nos presídios até o Natal para frear crimes de facções

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O governador Otaviano Pivetta afirmou que o sistema de bloqueio de sinais de celulares nas unidades prisionais de Mato Grosso deverá ser instalado até o fim deste ano. A previsão foi confirmada durante conversa com o secretário de Estado de Justiça, Walter, que informou que o pregão foi realizado nesta semana e que o procedimento ainda está na fase de recursos das empresas participantes.

Segundo as informações apresentadas ao governador, o prazo recursal termina na próxima segunda-feira. Após a conclusão dos trâmites administrativos, a expectativa é de que os equipamentos estejam instalados até o Natal.

“Tem que bloquear mesmo”, afirmou Pivetta, ao defender a medida como parte das ações de enfrentamento à criminalidade organizada.

De acordo com o secretário, a empresa Ponsec venceu o pregão e possui experiência na instalação de sistemas semelhantes em unidades prisionais de São Paulo e Minas Gerais. O governo informou que equipes de inteligência já verificaram experiências nesses estados e receberam relatórios sobre o funcionamento da tecnologia.

O modelo de contratação prevê acompanhamento dos resultados e pagamento condicionado à comprovação da eficácia dos equipamentos. Conforme explicado durante a conversa, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) deverá participar da fiscalização, ao lado das equipes responsáveis pelo acompanhamento do contrato.

A proposta busca impedir que pessoas presas utilizem telefones celulares para manter contato com o exterior e, potencialmente, coordenar atividades criminosas. O bloqueio dos sinais é apontado como uma ferramenta para dificultar a comunicação de integrantes de facções e reduzir a possibilidade de articulação de crimes a partir das unidades prisionais.

A instalação, contudo, ainda depende da conclusão das etapas administrativas e contratuais. A previsão de funcionamento até o fim do ano, portanto, está condicionada ao cumprimento desse cronograma e à implementação dos sistemas nas unidades contempladas.

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