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Bolsonaristas de Mato Grosso apoiam candidatura de Rogério Marinho a presidente do Senado

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enadores eleitos e em mandato por Mato Grosso apoiam a candidatura do Rogério Marinho (PL-RN) para presidente do Senado, a partir de 2027. Wellington Fagundes, José Medeiros e o suplente eleito Odílio Balbinotti participaram ontem (4) da reunião do Partido Liberal (PL) de lançamento de candidatura de Marinho. 

Eles defendem a escolha de Marinho para presidente da Mesa Diretora como parte sequencial da estratégia que iniciou com as campanhas eleitorais e sucesso na montagem da maior bancada bolsonarista no Senado. 

José Medeiros afirmou em suas redes sociais que a eleição de Marinho “passa obrigatoriamente pelo resgate da democracia, por um parlamento que faça cumprir a Constituição e que não assista passivamente ela [a democracia] ser destruída”. 

Ele faz referência aos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por atos considerados por parte dos congressistas como inconstitucionais. Medeiros mesmo é autor de alguns pedidos, principalmente do ministro Alexandre de Moraes. 

Porém, o mais recente, na semana seguinte ao segundo turno da eleição presidencial, foi contra o ministro Cristiano Zanin, que autorizou a extensão do horário de votação, sem, segundo o parlamentar, justificar o motivo da ordem. 

A articulação para a eleição da Mesa Diretora do Senado inicia com três candidaturas. Além de Rogério Marinho, o atual presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) tenta permanecer no cargo, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, quer ser a primeira mulher eleita ao cargo. 

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MT quer entrar no mercado de carbono com criação de estatal de R$ 2 milhões

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O Governo de Mato Grosso pretende criar uma empresa estatal para administrar e comercializar créditos de carbono e outros ativos ambientais. A proposta, apresentada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), prevê investimento inicial de R$ 2 milhões e abre espaço para a participação de investidores privados, inclusive estrangeiros.

A iniciativa está prevista no Projeto de Lei nº 1.156/2026, que propõe a criação da Companhia Mato-grossense de Ativos Ambientais S.A. (CMAA), vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O texto começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em 7 de outubro e encerrou o prazo de pauta nesta quarta-feira (4). A proposta ainda precisa passar pela análise das comissões e votação em plenário.

A nova companhia terá autorização para desenvolver, administrar, comprar e comercializar ativos ambientais. Entre as atribuições previstas estão a negociação de créditos de carbono, a captação de investimentos nacionais e internacionais e a participação em projetos de preservação ambiental, recuperação de áreas degradadas e redução das emissões de gases de efeito estufa.

O projeto estabelece capital social inicial de R$ 2 milhões e autoriza a abertura de crédito especial de até o mesmo valor para viabilizar a implantação da empresa. Apesar da possibilidade de participação privada, o Estado deverá manter permanentemente a maioria das ações com direito a voto, preservando o controle da companhia.

A estrutura também poderá constituir subsidiárias e participar de outras empresas ou fundos privados, desde que as operações estejam relacionadas às políticas ambientais e climáticas de Mato Grosso. Os funcionários serão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A proposta prevê ainda mecanismos de proteção aos direitos de comunidades indígenas, quilombolas, agricultores familiares e populações tradicionais eventualmente envolvidas nos projetos ambientais.

Na justificativa apresentada à Assembleia, Pivetta argumenta que a estatal poderá ampliar a presença de Mato Grosso no mercado de carbono, atrair investimentos e transformar ações de conservação ambiental em fontes de receita.

A criação da companhia, porém, também levanta questionamentos sobre despesas administrativas, contratação de pessoal, fiscalização e retorno financeiro aos cofres públicos. Embora o capital inicial esteja definido, os custos permanentes de funcionamento e as projeções de receitas ainda precisam ser considerados.

A criação da empresa depende de aprovação legislativa e sanção. Caso o projeto seja aprovado, o Executivo terá prazo de até 180 dias para regulamentar o funcionamento da companhia.

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