Cuiabá
Cuiabá conta com semáforos operando com contador regressivo para pedestres
Cuiabá
O sistema de contador regressivo, conhecido como temporizador, instalado em semáforos com botoeira, é um importante aliado para a segurança de pedestres e motoristas durante a travessia. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública já implantou o dispositivo em pontos estratégicos da cidade, como no semáforo da Avenida Miguel Sutil, nas proximidades do Hospital Santa Rosa. A botoeira é um equipamento utilizado pelo pedestre para auxiliar na travessia segura: ao pressionar o botão, ele obtém o direito de atravessar.
A iniciativa tem como objetivo oferecer maior previsibilidade aos usuários, permitindo que pedestres saibam exatamente o tempo disponível para realizar a travessia e que condutores possam se preparar para a mudança de sinal, evitando colisões traseiras e freadas bruscas.
Com base nos resultados positivos obtidos, a Secretaria prevê a ampliação da tecnologia para outros dois pontos da cidade, fortalecendo as ações de mobilidade segura e contribuindo para a redução de riscos de acidentes.
O recurso já estava presente em alguns cruzamentos da cidade com radares. A novidade agora é a adequação feita para atender às travessias de pedestres. Antes, nos locais onde o semáforo funcionava por botoeira, o sinal só era acionado quando o pedestre pressionava o botão e não era possível prever o tempo exato de liberação, o que inviabilizava o uso do contador.
“Para solucionar essa questão, a equipe técnica promoveu uma adaptação em que o contador passa a funcionar apenas nos 15 segundos finais antes da liberação da travessia. Assim, quando o pedestre aciona a botoeira, o sinal para os veículos permanece verde por alguns instantes, enquanto o temporizador inicia a contagem regressiva nos últimos 15 segundos. Quando o tempo se encerra, o semáforo fecha para os carros e abre para os pedestres, garantindo mais previsibilidade e segurança”, explicou a secretária municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Francyanne Siqueira Chaves Lacerda.
Outros dois semáforos passarão a operar com o mesmo sistema: um na Av. Miguel Sutil, nas proximidades do Mercado Comper, e outro na Av. do CPA, próximo ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA-MT).
A iniciativa reforça o compromisso com a mobilidade urbana e a proteção de todos os usuários das vias.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico
A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.
A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.
A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.
A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.
Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.
A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.
Símbolo de resiliência
Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.
A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.
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