Cuiabá
HMC implanta agendamento imediato de consultas pós-operatórias para pacientes da ortopedia
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), divulgou nesta terça-feira (26) uma nova medida para garantir mais comodidade e continuidade no atendimento aos pacientes da ortopedia atendidos no Hospital Municipal de Cuiabá, Dr. Leony Palma de Carvalho.
Agora, os pacientes ortopédicos que recebem alta hospitalar após procedimentos cirúrgicos já deixam a unidade com a consulta pós-operatória previamente agendada no ambulatório do hospital. A iniciativa busca facilitar o acompanhamento médico, reduzir faltas e assegurar a continuidade correta do tratamento.
Além de proporcionar mais praticidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), a medida também contribui para a organização do fluxo de atendimento e para a recuperação adequada dos pacientes.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a ação fortalece o atendimento da rede pública municipal.
“Nosso compromisso é garantir um atendimento mais eficiente, acolhedor para a população. Quando o paciente já sai do hospital com o retorno agendado, nós damos mais segurança e continuidade ao tratamento, principalmente no pós-operatório, que é uma etapa extremamente importante”, afirmou.
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, ressaltou que a medida também melhora o acesso da população aos serviços especializados.
“Estamos trabalhando para tornar os processos mais ágeis e facilitar a vida do paciente. Esse acompanhamento pós-operatório organizado garante mais qualidade na assistência e evita que o usuário tenha dificuldades para conseguir o retorno médico”, pontuou.
Para garantir um atendimento mais eficiente durante a consulta, a equipe médica orienta que o paciente leve exames anteriores, as medicações em uso e anote previamente dúvidas ou sintomas que deseja relatar ao profissional de saúde.
Além da mudança no fluxo de atendimento, o ambulatório do HMC também passou a disponibilizar um canal direto via WhatsApp para agendamento das consultas de retorno. O atendimento pode ser realizado pelo número (65) 3318-6920.
O material de divulgação da unidade também conta com um QR Code que direciona o usuário diretamente para a conversa com o ambulatório, ampliando o acesso da população aos serviços ofertados pela rede municipal de saúde.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Candidatos trocam acusações, ironias e até citam “fundão milionário” em debate ao Governo
O debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (1º) pela TV Vila Real, foi marcado por troca de acusações, ironias e confrontos diretos entre os seis postulantes ao Palácio Paiaguás. Com liberdade para escolher os adversários e os temas das perguntas, os candidatos aproveitaram o espaço para elevar o tom da disputa.
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD) estiveram entre os principais alvos, mas os candidatos de partidos menores também buscaram espaço no confronto.
Um dos embates envolveu o candidato Rafaell Millas (Missão) e Wellington. Millas questionou o senador sobre as operações Sanguessuga, Ararath e Atlântida. Wellington respondeu reafirmando sua inocência e partiu para o ataque, chamando Millas de “candidato de aluguel” e insinuando que ele teria simpatia pela candidatura de Pivetta. O representante do Missão reagiu com ironia e voltou a chamar o senador de “melancia”, apelido que adversários passaram a usar contra Wellington.
Sargento Laudicério (Agir) também elevou o tom ao confrontar Pivetta sobre violência contra a mulher. O candidato resgatou um caso de agressão envolvendo o governador e questionou quais medidas o Estado adotaria para impedir que mulheres vítimas de violência retornassem aos agressores por dependência financeira.
Pivetta respondeu citando a ampliação das delegacias especializadas de proteção à mulher durante sua gestão, mas Laudicério considerou a resposta insuficiente e insistiu em uma posição mais incisiva do governador.
Natasha também direcionou uma pergunta a Pivetta e o questionou sobre a possibilidade de criar uma espécie de Lei da Ficha Limpa para impedir que pessoas com histórico de agressão contra mulheres possam ocupar cargos públicos. O governador concordou com a proposta e afirmou que o Estado pode avançar nas políticas de proteção às mulheres.
A disputa pelo chamado fundão eleitoral também entrou no debate. Maurício Coelho (Mobiliza) questionou Laudicério sobre a concentração de recursos nas campanhas dos principais candidatos, citando Natasha, Pivetta e Wellington. Sem grandes recursos partidários, o candidato do Agir aproveitou para pedir doações e afirmou que faz uma campanha “voto a voto” nas ruas.
Maurício também confrontou Natasha sobre sua proposta de cashback na cesta básica. A candidata rebateu, acusando o adversário de fazer perguntas mal-intencionadas e lembrando que partidos maiores possuem mais recursos justamente por causa da estrutura das legendas. No contra-ataque, Natasha ainda afirmou que Maurício deveria dar explicações sobre questionamentos envolvendo seu nome.
Outro momento de tensão ocorreu quando Wellington voltou a defender sua trajetória política e aproveitou para atacar a gestão estadual. Ao falar sobre educação, o senador afirmou que ajudou a melhorar os índices do Estado e citou supostas irregularidades, como denúncias de superfaturamento na compra de livros. Pivetta reagiu defendendo os avanços conquistados pela atual administração.
Natasha, por sua vez, buscou apresentar propostas ligadas à industrialização e à redução da desigualdade. A candidata defendeu agregar valor à produção de Mato Grosso e citou setores como algodão, ouro e couro, além de chamar atenção para a população em situação de vulnerabilidade social.
O bloco ainda teve espaço para ataques envolvendo supostos casos de corrupção e antigos episódios da vida política dos candidatos. Pivetta e Wellington protagonizaram novos confrontos e mantiveram o tom mais agressivo do debate, enquanto os demais concorrentes tentaram aproveitar a exposição para se apresentar como alternativas aos dois principais nomes da disputa.
Com seis candidatos frente a frente, o segundo bloco deixou claro que, além das propostas de governo, a campanha eleitoral deve ser marcada também pelo resgate de episódios do passado, acusações pessoais e uma disputa intensa por espaço entre os concorrentes.
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