Cuiabá

Prefeito recebe comitiva da CBF e reforça apoio ao futebol feminino

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, recebeu na manhã desta quarta-feira (8), data em que a capital celebra seu aniversário de 307 anos, uma comitiva da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação Matogrossense de Futebol (FMF). A visita institucional reforçou a realização da FIFA Series feminina na cidade e consolidou o diálogo para futuras parcerias no desenvolvimento do esporte.

Participaram da agenda a coordenadora de Seleções Femininas da CBF, Cristiane Gambaré, o presidente da Federação Matogrossense de Futebol, Diogo Pécora, e o diretor de marketing e comercial da FMF, Renan Vitório. Também estiveram presentes a primeira-dama e vereadora Samantha Íris e a secretária municipal de Comunicação, Ana Karla Costa.

Durante o encontro, o prefeito destacou o momento do futebol local, citando a presença do Cuiabá na Série B do Campeonato Brasileiro masculino e do Mixto na elite do futebol feminino, além do apoio institucional ao esporte como ferramenta de transformação social. Ele também ressaltou iniciativas como o projeto Siminino e as ações da Secretaria Municipal de Esportes voltadas à base.

Abilio reforçou que a Prefeitura mantém as portas abertas para novas parcerias e defendeu atenção especial a regiões como Passaredo e Pedra 90, áreas com potencial para revelar novos talentos.

“Cuiabá está de portas abertas para parcerias que fortaleçam o esporte e criem oportunidades, principalmente nas regiões onde há mais necessidade e também muito talento”, afirmou o prefeito.

A coordenadora da CBF, Cristiane Gambaré, agradeceu a recepção e ressaltou a importância do apoio institucional. “Muito obrigado pela recepção. Deixar as portas abertas para ações futuras é muito importante, principalmente para reforçar que mulheres ocupem mais espaços dentro e fora de campo”, afirmou.

Gambaré também destacou o simbolismo da escolha de Cuiabá como uma das sedes da FIFA Series. “Acredito muito em fomentar, criar novos hábitos e ampliar fronteiras, e Cuiabá é um grande cenário para isso. Essa escolha é sobre intenção, compromisso e legado. A cidade se mostrou disposta a construir essa conexão de forma genuína”, disse.

Ela acrescentou que a iniciativa fortalece o processo de expansão do futebol feminino no país. “O futebol feminino brasileiro vive um momento estratégico de consolidação e expansão. Quando a cidade abraça o projeto, a transformação vai além dos 90 minutos. Fica o legado para os clubes locais, para as categorias de base, para as escolas e, principalmente, para as próximas gerações”, completou.

Cuiabá será uma das sedes da primeira edição da FIFA Series voltada ao futebol feminino no Brasil, com jogos na Arena Pantanal, reunindo as seleções do Brasil, Canadá, Zâmbia e Coreia do Sul. As partidas serão realizadas nos dias 11, 14 e 18 de abril, com dois jogos por dia, às 15h e às 21h30 (horário local).

No dia 11 de abril, Canadá enfrenta a Zâmbia às 15h, e o Brasil joga contra a Coreia do Sul às 21h30. Já no dia 14, Canadá e Coreia do Sul se enfrentam às 15h, enquanto o Brasil encara a Zâmbia às 21h30. Encerrando a competição, no dia 18, Coreia do Sul joga contra a Zâmbia às 15h, e o Brasil enfrenta o Canadá às 21h30.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

José Riva chama Mauro de “falso moralista” e defende denúncia de Janaina sobre caso da Oi

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O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, elevou o tom contra o ex-governador Mauro Mendes (União) em meio à disputa eleitoral de 2026. Em declaração divulgada pela Gazeta Digital, Riva classificou Mauro como “falso moralista” ao comentar a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.

A investigação apura possíveis irregularidades em um acordo judicial e administrativo que envolveu aproximadamente R$ 308 milhões. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve entre as medidas cumpridas a apreensão do passaporte de Mauro Mendes.

Riva saiu em defesa da denúncia apresentada por sua filha, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que atualmente disputa uma vaga ao Senado e tem Mauro como um de seus principais adversários na corrida eleitoral. Segundo o ex-deputado, a denúncia não foi vazia e teria elementos suficientes para justificar a abertura da investigação.

“Quando o STF determina essa operação, é lógico que eles viram fundamento. Não é porque a Janaina fez uma denúncia vazia. Ela existe: são R$ 308 milhões que, comprovadamente, parte foi desviada”, afirmou.

Ao atacar Mauro, Riva também fez referência ao discurso de cobrança moral adotado pelo ex-governador contra adversários políticos. Para ele, antes de apontar erros de outras pessoas, Mauro deveria observar também a própria trajetória e as acusações que agora estão sob investigação.

“Antes de você falar dos outros, você tem que olhar para si. É muito fácil chegar aqui e atacar todo mundo, mas a gente tem que olhar também para nossas práticas”, disparou.

O ex-presidente da Assembleia ainda recorreu ao conhecido ditado “faça o que eu falo, mas não o que eu faço” para reforçar a crítica e afirmou que qualquer pessoa que cometer irregularidades deve responder perante a Justiça, independentemente de posição política.

“A gente erra, a gente paga. Eu paguei, ele vai pagar, e todo mundo que errar está sujeito a pagar perante a Justiça. Não é o Mauro, é o Mauro, é o Lula, é todo mundo que errar”, declarou.

Riva também mencionou os ataques que, segundo ele, sua família sofreu ao longo dos anos e citou nominalmente sua esposa, Janete Riva, afirmando que ela teria sido alvo de críticas de Mauro.

A manifestação ocorre em um momento de forte acirramento entre Mauro Mendes e Janaina Riva. A deputada é uma das principais adversárias do ex-governador na disputa pelo Senado, e o caso envolvendo a Oi se tornou mais um ponto de confronto entre os dois grupos políticos.

Mauro, por sua vez, nega ter obtido qualquer vantagem indevida no acordo e classifica as acusações como uma “armação política” e uma tentativa de desgastá-lo eleitoralmente. Segundo a versão do ex-governador, o entendimento com a Oi teria encerrado um litígio considerado vantajoso para os cofres públicos.

A Operação Heritage investiga justamente se o acordo foi utilizado para mascarar repasses e eventual lavagem de dinheiro público. As apurações apontam que cerca de R$ 308,1 milhões foram movimentados por meio de fundos de investimento e empresas interpostas. Até o momento, as suspeitas são objeto de investigação e não representam condenação dos envolvidos.

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