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Programa Alfabetiza reúne gestores escolares em formação para fortalecer a aprendizagem em Várzea Grande

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Diretores escolares e coordenadores pedagógicos das redes municipal e estadual de ensino participam, nesta sexta-feira (21), de mais uma etapa da formação do Programa Alfabetiza, realizada no Centro Cultural da Orla Alameda, em Várzea Grande. A atividade reúne gestores das escolas municipais que atendem estudantes até o 5º ano e, na rede estadual, profissionais das unidades que também trabalham com essa etapa de ensino.

A formação é voltada ao fortalecimento da gestão pedagógica e ao acompanhamento dos indicadores de alfabetização. De acordo com a coordenadora municipal do Programa Alfabetiza, Joana Ângela da Silva, o processo formativo possui carga horária de 64 horas, sendo 32 horas presenciais e outras 32 horas realizadas por meio de plataforma digital.

“É uma formação para gestores, com uma carga horária de 64 horas, sendo 32 horas presenciais e 32 horas na plataforma. Nós começamos esse trabalho em abril e estamos dando continuidade agora, no módulo dois, trabalhando com os diretores pela manhã e, à tarde, com os coordenadores pedagógicos das mesmas unidades escolares”, explicou Joana.

Durante o encontro, os profissionais analisam resultados de avaliações externas e indicadores relacionados ao processo de alfabetização. Entre os dados trabalhados estão a avaliação somativa de 2025, a avaliação diagnóstica realizada neste ano, os resultados de fluência leitora e os simulados preparatórios para o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

A formação também prepara os gestores para as próximas avaliações. “A gente trabalha com os indicadores da alfabetização e todas as avaliações externas que eles já fizeram. Agora também estamos preparando para a nossa avaliação somativa, que será realizada em outubro e novembro”, destacou a coordenadora.

Além da análise dos resultados, a programação aborda temas diretamente ligados ao cotidiano das escolas, como o Projeto Político-Pedagógico (PPP), metodologias de avaliação e planejamento estratégico. Os participantes também desenvolvem uma oficina para a elaboração de planos de ação pedagógicos a partir dos conteúdos discutidos durante a formação.

Segundo Joana, o Programa Alfabetiza trabalha com quatro módulos, desenvolvidos de forma contínua ao longo do ano. “A gente trabalha praticamente um encontro por mês, com temas diferentes. São quatro módulos e cada módulo tem encontros. Já trabalhamos o módulo um e agora estamos no primeiro encontro do módulo dois. Ainda teremos outros encontros e mais dois módulos pela frente”, explicou.

Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda de Figueiredo, investir na formação dos gestores significa fortalecer toda a rede de ensino, já que diretores e coordenadores têm papel fundamental na organização das estratégias pedagógicas.

“A formação continuada é uma ferramenta essencial para que nossas equipes estejam preparadas para acompanhar os resultados, identificar os desafios e transformar os dados das avaliações em ações concretas dentro das escolas. Quando fortalecemos os gestores, fortalecemos também o trabalho dos professores e, principalmente, garantimos melhores condições para que nossos alunos avancem na aprendizagem e na alfabetização”, afirmou.

A programação do Programa Alfabetiza tem participação obrigatória dos gestores escolares e segue ao longo do ano, com novos encontros e conteúdos previstos para os módulos seguintes. A proposta é garantir o acompanhamento permanente do processo de alfabetização e apoiar as unidades escolares na construção de estratégias capazes de melhorar o desempenho dos estudantes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Linguagem simples fortalece meios de comunicação da ALMT e aproxima cidadãos do Parlamento

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Traduzir termos técnicos, facilitar o acesso aos serviços públicos e garantir que a população compreenda seus direitos são alguns dos objetivos da linguagem simples. O tema foi discutido nesta quinta-feira (8), durante o 2º Circuito de Palestras de Linguagem Simples, promovido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Escola de Governo, em Cuiabá. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participou da programação com a apresentação de uma experiência da TV Assembleia voltada à compreensão dos assuntos do Parlamento.

Os jornalistas Priscila Almeida e Álvaro Molina apresentaram o projeto Como é que é?, desenvolvido para explicar expressões e conceitos do Legislativo em vídeos curtos, com linguagem acessível e adequada ao público das redes sociais. A iniciativa surgiu da necessidade de aproximar os temas parlamentares da população, especialmente daqueles que não estão familiarizados com os termos utilizados no dia a dia da Assembleia.

Priscila Almeida explicou que o desafio é abordar assuntos complexos de maneira mais direta, sem perder o sentido da informação. “A linguagem simples é, em teoria, a base do jornalismo. É pegar tudo o que está acontecendo no mundo e conseguir fazer com que as pessoas compreendam”, afirmou.

Segundo Álvaro Molina, o formato também favorece a interação com o público. A equipe percebeu o interesse dos cidadãos por meio de comentários, perguntas e pedidos de informações complementares sobre os conteúdos da Assembleia. Para o jornalista, uma comunicação acessível estimula a participação e deixa as pessoas mais à vontade para buscar informações.

Comunicação que facilita o acesso aos direitos – A educadora e comunicadora Heloísa Fischer, referência nacional na área e fundadora da Comunica Simples, conduziu a palestra magna do evento. Ela destacou que a linguagem simples coloca o cidadão no centro da comunicação e contribui para que informações e serviços públicos sejam compreendidos por quem precisa utilizá-los.

Segundo ela, com a digitalização dos serviços, essa necessidade se torna ainda mais evidente. Muitas vezes, o cidadão precisa acessar sozinho um sistema ou interpretar uma orientação para dar andamento a uma solicitação. Se as informações não forem claras, o acesso ao serviço pode se tornar mais difícil. “Não adianta só digitalizar o material. A linguagem precisa estar adequada para que a pessoa consiga entender rapidamente o que tem que fazer”, explicou Heloísa.

A especialista também elogiou o trabalho desenvolvido em Mato Grosso, destacando o espaço que a linguagem simples vem conquistando na administração pública estadual. Para ela, a mudança vai além da escrita: envolve uma transformação cultural que considera as necessidades da população e a responsabilidade do poder público de se comunicar com clareza.

Mais clareza, menos burocracia – A coordenadora do Escritório Central de Processos de Negócios da Seplag, Regina Godoy, ressaltou que a linguagem simples contribui tanto para melhorar o atendimento ao cidadão quanto para tornar os processos internos mais eficientes. O uso excessivo de termos técnicos e expressões burocráticas pode dificultar a compreensão de documentos, atrasar procedimentos e exigir que o usuário procure ajuda para interpretar informações que deveriam estar acessíveis.

Regina destacou que a comunicação clara ajuda as pessoas a identificar seus direitos, entender os requisitos para acessar serviços e evitar deslocamentos desnecessários aos órgãos públicos.

A programação da tarde também reuniu experiências de outros órgãos e instituições, com apresentações sobre a aplicação prática da linguagem simples no Judiciário e na administração pública. A participação da TV Assembleia reforçou a importância de iniciativas que tornam a informação pública mais compreensível e aproximam as instituições da sociedade.

Mais do que simplificar palavras, a proposta é garantir que a informação cumpra sua finalidade: ser compreendida e ajudar o cidadão a exercer seus direitos, acessar serviços e participar da vida pública.

Fonte: ALMT – MT

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