Cuiabá
Servidores da Saúde de Cuiabá participam de capacitação sobre esporotricose na UFMT
Cuiabá
A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá promoveu, nos dias 11 e 12 de setembro, uma capacitação voltada para os profissionais da rede municipal sobre esporotricose, uma doença que tem registrado aumento de casos em humanos e animais no município. O evento acontece no auditório da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e reúne servidores da atenção primária, secundária, especializada, terciária e da vigilância em saúde.
A atividade é realizada pela Vigilância Epidemiológica de Cuiabá, em parceria com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), o Hospital Universitário Júlio Müller e a própria UFMT. O objetivo é fortalecer a rede municipal no diagnóstico, manejo e encaminhamento de casos, estabelecendo fluxos de atendimento tanto para pessoas quanto para animais.
De acordo com Weslen Santana Padilha, coordenador do CIEVS, a iniciativa surgiu diante do aumento expressivo de notificações.
“Essa capacitação está sendo realizada justamente para orientar e padronizar a rede. Tivemos nosso primeiro caso humano em 2023, importado de outro estado, e desde então a situação evoluiu. Em 2024, houve confirmações apenas em animais, e agora, em 2025, já registramos quatro casos confirmados em humanos residentes e cerca de 50 notificações em animais, com 18 confirmados até setembro. Nosso objetivo é mitigar a doença e evitar que ela se torne uma emergência em saúde pública”, explicou.
Além da atualização técnica, os servidores estão sendo orientados sobre o fluxo de encaminhamento de pacientes e animais suspeitos ou confirmados.
A coordenadora da Vigilância em Zoonoses, Alessandra Carvalho, destacou a importância da capacitação para o enfrentamento da doença no município.
“O conhecimento é fundamental para que os profissionais da rede consigam identificar e dar o devido encaminhamento aos casos. Quando a população se deparar com animais, especialmente gatos, com suspeita de esporotricose, pode acionar o Centro de Controle de Zoonoses. Uma equipe será encaminhada para avaliação e, a partir disso, serão tomadas todas as providências necessárias. Esse acionamento pode ser feito pelo telefone (65) 3318-6059, ou até mesmo de forma presencial”, orientou.
Situação em Cuiabá
Atualmente, o município contabiliza 17 casos notificados de esporotricose humana, sendo 11 em mulheres. Até setembro de 2025, houve 1 óbito confirmado em decorrência da doença.
Em relação aos animais, já são 50 notificações no município, com 18 casos confirmados e outros em investigação.
Com a capacitação, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá reforça o compromisso em preparar os profissionais para lidar com o aumento dos casos e garantir uma resposta ágil e organizada diante da realidade epidemiológica atual.
#PraCegoVer
A imagem mostra um auditório onde acontece uma capacitação. Algumas pessoas estão sentadas em cadeiras azuis, enquanto um servidor realiza a palestra e todos observam.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
José Riva chama Mauro de “falso moralista” e defende denúncia de Janaina sobre caso da Oi
O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, elevou o tom contra o ex-governador Mauro Mendes (União) em meio à disputa eleitoral de 2026. Em declaração divulgada pela Gazeta Digital, Riva classificou Mauro como “falso moralista” ao comentar a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.
A investigação apura possíveis irregularidades em um acordo judicial e administrativo que envolveu aproximadamente R$ 308 milhões. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve entre as medidas cumpridas a apreensão do passaporte de Mauro Mendes.
Riva saiu em defesa da denúncia apresentada por sua filha, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que atualmente disputa uma vaga ao Senado e tem Mauro como um de seus principais adversários na corrida eleitoral. Segundo o ex-deputado, a denúncia não foi vazia e teria elementos suficientes para justificar a abertura da investigação.
“Quando o STF determina essa operação, é lógico que eles viram fundamento. Não é porque a Janaina fez uma denúncia vazia. Ela existe: são R$ 308 milhões que, comprovadamente, parte foi desviada”, afirmou.
Ao atacar Mauro, Riva também fez referência ao discurso de cobrança moral adotado pelo ex-governador contra adversários políticos. Para ele, antes de apontar erros de outras pessoas, Mauro deveria observar também a própria trajetória e as acusações que agora estão sob investigação.
“Antes de você falar dos outros, você tem que olhar para si. É muito fácil chegar aqui e atacar todo mundo, mas a gente tem que olhar também para nossas práticas”, disparou.
O ex-presidente da Assembleia ainda recorreu ao conhecido ditado “faça o que eu falo, mas não o que eu faço” para reforçar a crítica e afirmou que qualquer pessoa que cometer irregularidades deve responder perante a Justiça, independentemente de posição política.
“A gente erra, a gente paga. Eu paguei, ele vai pagar, e todo mundo que errar está sujeito a pagar perante a Justiça. Não é o Mauro, é o Mauro, é o Lula, é todo mundo que errar”, declarou.
Riva também mencionou os ataques que, segundo ele, sua família sofreu ao longo dos anos e citou nominalmente sua esposa, Janete Riva, afirmando que ela teria sido alvo de críticas de Mauro.
A manifestação ocorre em um momento de forte acirramento entre Mauro Mendes e Janaina Riva. A deputada é uma das principais adversárias do ex-governador na disputa pelo Senado, e o caso envolvendo a Oi se tornou mais um ponto de confronto entre os dois grupos políticos.
Mauro, por sua vez, nega ter obtido qualquer vantagem indevida no acordo e classifica as acusações como uma “armação política” e uma tentativa de desgastá-lo eleitoralmente. Segundo a versão do ex-governador, o entendimento com a Oi teria encerrado um litígio considerado vantajoso para os cofres públicos.
A Operação Heritage investiga justamente se o acordo foi utilizado para mascarar repasses e eventual lavagem de dinheiro público. As apurações apontam que cerca de R$ 308,1 milhões foram movimentados por meio de fundos de investimento e empresas interpostas. Até o momento, as suspeitas são objeto de investigação e não representam condenação dos envolvidos.
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