Sinop
Festival Sinop Criativa reúne famílias e fortalece artesanato local na Praça da Bíblia
Sinop
A Praça da Bíblia recebeu, neste sábado (21) e domingo (22), o 1º Sinop Criativa – Festival de Artesanato, evento que reuniu famílias, artesãos e a comunidade em geral. A iniciativa foi promovida pela Casa do Artesão, com apoio da Prefeitura de Sinop, em comemoração ao Dia do Artesão, celebrado em 19 de março.
Durante os dois dias, crianças e adultos participaram de mais de 20 oficinas gratuitas, com atividades voltadas ao aprendizado de técnicas artesanais e ao incentivo à criatividade. A proposta do festival buscou valorizar o artesanato local, ampliar o acesso da população à cultura e fortalecer a participação da comunidade.
A presidente da Casa do Artesão, Salete Carrer, destacou o sucesso da primeira edição no formato de festival. “Já é o quarto ano que a Casa do Artesão celebra o Dia do Artesão com oficinas. Dessa vez, nós fizemos em um novo formato, com o primeiro Festival de Artesanato Sinop Criativa. Foi um sucesso total, com muitas crianças e muitos adultos. As oficinas ficaram todas lotadas. O resultado foi excelente e já temos novas ações previstas. Não vamos esperar mais um ano, em julho já teremos novas oficinas”, disse.
A diretora de Turismo da Prefeitura de Sinop, Leidiane Viegas, destacou o impacto do artesanato para a economia e para o turismo. “O Sinop Criativa é um evento extremamente importante para o nosso artesanato local. O artesanato movimenta mais de 100 bilhões de reais por ano no Brasil e representa cerca de 3% do PIB nacional. O artesanato tem uma relação muito forte com as famílias, cria memórias afetivas e aproxima as pessoas. Para o turismo, ele é essencial, porque fortalece a experiência do visitante. Quem visita Sinop leva um pouco da nossa cultura por meio das peças produzidas aqui”, explicou.
A diretora de Cultura da Prefeitura de Sinop, Cleusa Ost, ressaltou a importância da interação entre artesãos e comunidade. “Ações como essa são muito importantes porque criam um vínculo entre o artesão e a comunidade. As pessoas participam, produzem suas próprias peças e passam a valorizar ainda mais o trabalho artesanal”, afirmou.
Entre as oficinas ofertadas estiveram confecção de dezena de terço, pulseiras, decoração em MDF, brincos, pirografia, pipas, pintura em cabaças, trabalhos com fibra de bananeira, chaveiros, biscuit, cachepô, biojoias e outras atividades voltadas ao público infantil e adulto.
A artesã Tamires Mendes destacou a importância do evento como oportunidade de aprendizado e valorização do trabalho manual. “Eu acho muito interessante um festival como esse, porque é uma forma de descobrir novos modelos de artesanato e aprender a valorizar a mão de obra do artesão. Eu fiz uma plaquinha de MDF e achei bem legal, bem interessante. Eu sou artesã e trabalho com biscuit, então hoje pude aprender algo novo. É como se eu estivesse em casa, me senti bem à vontade e pude aprender novas técnicas”, descreveu.
A fisioterapeuta Jariane Oliveira ressaltou a experiência positiva ao participar das oficinas. “Eu acabei de participar da oficina de biscuit e gostei muito. Fiz algumas peças aqui, como ímãs, e agora estou aguardando para participar das próximas oficinas que estão disponíveis. Estou achando o evento muito bacana. É uma oportunidade para praticar novas habilidades manuais. Também é um momento de se conectar com as pessoas, com a natureza e aprender coisas novas”, disse.
Já a arquiteta Tamira Camargo enfatizou sobre a experiência vivenciada em família durante o evento. “Nós viemos nesta tarde, na feira de artesanato, para fazer uma pipa com a minha sobrinha e meu irmão, para podermos brincar em casa. Foi uma experiência muito divertida. Minha sobrinha tem apenas dois anos, mas conseguimos desenvolver atividades motoras com ela. Vai ser uma lembrança que ela vai levar para a vida”, afirmou.
Segundo a presidente da Casa do Artesão, novas atividades para a população devem ser anunciadas em breve. A Casa do Artesão está localizada na Praça da Bíblia, na Avenida das Figueiras, nº 151, no Setor Industrial e segue aberta para visitação todos os dias da semana.
Sinop
52 anos de história: Sinop celebra uma trajetória de coragem, planejamento e desenvolvimento
Quem olha hoje para as avenidas largas, os bairros em expansão, os prédios, o comércio, os serviços e a infraestrutura urbana de Sinop talvez tenha dificuldade para imaginar como era a cidade nos primeiros anos. Mas, para quem viveu aquele período, cada rua aberta e cada área ocupada carregam uma história de trabalho e perseverança.
É o caso de Joaquim Corrêa, morador que chegou a Sinop ainda jovem, aos 17 anos, e participou diretamente do processo de abertura de áreas que posteriormente dariam lugar a importantes regiões da cidade. Na década de 1970, quando a estrutura urbana ainda começava a tomar forma, ele e o cunhado trabalharam na derrubada da mata que hoje abriga o bairro Jardim das Violetas.
“Eu peguei Sinop nessa situação”, recorda Joaquim, ao relembrar o trabalho realizado na região onde hoje estão o Tiro de Guerra, a Avenida das Itaúbas e a Avenida das Palmeiras. O relato revela uma Sinop muito diferente da atual, mas também evidencia o esforço de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos para construir suas famílias e ajudar a abrir espaço para o crescimento do município.
Uma cidade construída por quem acreditou
A expansão de Sinop também contou com estratégias para atrair novos moradores e garantir condições mínimas para que eles pudessem permanecer na cidade. Joaquim lembra que, naquele período, a própria colonizadora incentivava a construção de moradias.
A iniciativa ajudava a enfrentar uma das principais dificuldades dos primeiros anos: oferecer moradia para quem chegava em busca de novas oportunidades.
“Com muito sofrimento, mas é glorioso hoje ver o crescimento de Sinop”, afirma Joaquim, que construiu sua vida no município. Foi em Sinop que se casou, criou a família e acompanhou, ao longo de décadas, as profundas mudanças pelas quais a cidade passou.
Entre essas transformações, ele destaca também a capacidade de adaptação da economia local. Quando a atividade madeireira começou a perder força, muitos chegaram a acreditar que Sinop não teria futuro. O município, entretanto, encontrou novos caminhos e avançou para a agropecuária e, posteriormente, para a agricultura, fortalecendo uma economia que continuaria impulsionando o desenvolvimento regional.
Para Joaquim, a história de Sinop é justamente a história de uma cidade que soube superar os períodos difíceis e seguir em frente. “Eu não tenho o que falar mal de Sinop, não. A gente só conta uma realidade do passado para uma glória do presente”, resume.
De uma cidade planejada a uma cidade que continua desenvolvendo
A Sinop que Joaquim ajudou a construir ganhou novas dimensões ao longo das décadas, mas preservou uma característica importante desde sua origem: o planejamento.
O secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves, explica que o crescimento atual é resultado de um processo contínuo de organização urbana, que precisa acompanhar a expansão do município e antecipar as necessidades das próximas gerações.
“Sinop nasceu planejada, mas foi a organização ao longo dos anos que consolidou esse desenvolvimento. O Plano Diretor estabelece diretrizes para o crescimento urbano, orientando novos loteamentos, a mobilidade e a expansão da cidade. Hoje temos avenidas largas, planejamento viário, novos semáforos, crescimento vertical e investimentos que preparam Sinop para as próximas décadas”, destacou.
Esse planejamento pode ser percebido na própria transformação da paisagem urbana. O traçado das avenidas, a expansão dos bairros, a implantação de novos equipamentos e as intervenções voltadas à mobilidade mostram uma cidade que cresce sem deixar de pensar em como esse crescimento impactará a vida da população.
Entre os projetos estruturantes está a duplicação da Avenida André Maggi e sua futura ligação com a BR-163. Para Klayton, a obra representa uma visão de longo prazo para a mobilidade e para a integração entre diferentes regiões do município. “A Avenida André Maggi passa a desempenhar um papel estratégico ao permitir uma conexão com a BR-163, formando um importante eixo de circulação. Além disso, novas ligações viárias aproximam bairros, reduzem distâncias e valorizam regiões inteiras da cidade. São intervenções pensadas para melhorar a vida das pessoas e preparar Sinop para continuar crescendo”, explicou.
Uma história que continua sendo escrita
Aos 52 anos, Sinop reúne diferentes gerações de moradores: aqueles que chegaram quando ainda era preciso abrir caminhos em meio à mata; os que vieram durante a consolidação da economia; e uma nova população que encontra hoje uma cidade estruturada, dinâmica e em constante transformação.
É essa conexão entre passado, presente e futuro que marca o aniversário do município. A história contada por Joaquim representa a memória de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos. O planejamento destacado por Klayton aponta para uma cidade que continua se preparando para os próximos capítulos.
Mais do que celebrar o que Sinop já alcançou, os 52 anos reforçam a força de uma cidade que nasceu com planejamento, cresceu com o trabalho de sua população e segue construindo seu futuro com novas oportunidades, infraestrutura e desenvolvimento.
Sinop celebra seus 52 anos olhando para trás com orgulho e para frente com confiança — reconhecendo quem ajudou a abrir os primeiros caminhos e mantendo o compromisso de continuar abrindo novos caminhos para as próximas gerações.
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