Sinop
Prefeitura de Sinop reforça protocolo de saúde após confirmação de casos de meningite bacteriana
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, iniciou uma nova fase do protocolo médico após a confirmação de dois casos de meningite bacteriana no município. Pessoas que tiveram contato direto com as pacientes positivadas são monitoradas e acompanhadas por uma equipe especializada na Unidade Básica de Saúde (UBS) José Ramos Pereira, no bairro Jardim Maria Vindilina I. Os atendimentos são realizados por uma equipe composta por médica infectologista, médicos clínicos gerais, enfermeiros e técnicos de enfermagem.
As pacientes procuraram atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ainda na sexta-feira (17), apresentando sintomas compatíveis com meningite. Assim que os exames clínicos confirmaram a suspeita da doença, foi aberto um protocolo para atendimento especializado. O fluxo de acolhimento de pacientes com sintomas compatíveis foi alterado para garantir agilidade no tratamento e evitar a disseminação da doença entre os demais pacientes. Ambas foram transferidas para leitos no Hospital Regional de Sinop duas horas após o acolhimento na UPA 24 Horas.
O secretário de Saúde, Érico Stevan, comunicou oficialmente à imprensa e à população, nesta terça-feira (21), que os casos foram confirmados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Cuiabá, após análise do líquido cefalorraquidiano. “O resultado do exame chegou para nós ontem à noite, por volta das 19h. A confirmação foi da criança de 5 anos, que morreu no sábado (18) em decorrência da doença, e da tia dela, que segue acompanhada pela equipe de saúde do Hospital Regional de Sinop (HRS)”, afirmou.
Após a confirmação, uma nova fase do protocolo de contenção da disseminação da doença foi colocada em prática. Ao longo desta terça-feira, uma equipe especializada realizou rastreamento e consultas preventivas com familiares e alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Tempo de Infância, que tiveram contato direto com a aluna diagnosticada. A medida visa conter a propagação da doença no município, embora o risco de transmissão seja considerado baixo.
“Na verdade, iniciamos o protocolo na sexta-feira (17), a partir da entrada das pacientes na UPA. Naquele momento, já alteramos a sistemática de atendimento com base no protocolo da vigilância epidemiológica, ainda dentro da unidade. Após a suspeita clínica, mudamos imediatamente o fluxo de atendimento. Hoje (21), a UBS foi direcionada para atender a turma da aluna que faleceu, além dos familiares e demais pessoas com contato direto com a criança”, explicou Stevan.
Em relação ao segundo caso, a paciente possui vínculo com a comunidade de uma unidade escolar estadual. Assim que recebeu a confirmação, a Secretaria Municipal de Saúde comunicou o Diretório Regional de Educação (DRE) para adoção das medidas protocolares. “Assim que recebemos a confirmação, ontem, por volta das 19h, notificamos a escola estadual e vamos seguir o mesmo protocolo com a comunidade escolar da unidade”, acrescentou.
Um terceiro caso suspeito chegou a ser notificado pela Secretaria de Saúde, mas foi descartado após exames clínicos. O paciente estava sendo acompanhado pelo Hospital Regional de Nova Mutum. “Recebemos a confirmação da equipe médica, que comunicou o escritório regional e a nossa vigilância, descartando totalmente, por exame clínico, a meningite. Portanto, temos dois casos confirmados pelo Lacen de meningite bacteriana em Sinop”, esclareceu.
As medidas adotadas pelo município incluem busca ativa de pessoas que tiveram contato direto e prolongado com as pacientes, higienização da unidade escolar onde a criança estudava, suspensão das aulas na primeira semana após a confirmação, como medida preventiva, e acompanhamento epidemiológico dos casos suspeitos.
Sinop
Vigilância Epidemiológica descarta risco de surto e mantém monitoramento de casos de meningite em Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde — setor de Vigilância Epidemiológica —, informa que os casos de meningite bacteriana registrados no município estão sob monitoramento contínuo e não há risco de surto. As ações de contenção foram adotadas ainda nas primeiras horas após a notificação dos casos suspeitos e seguem sendo eficazes.
O município realiza busca ativa de pessoas que tiveram contato direto com as pacientes positivadas, além de adotar medidas sanitárias para combater a bactéria causadora da doença, como a higienização da unidade escolar onde estudava a paciente que evoluiu a óbito e a suspensão temporária das aulas como forma de prevenção.
Ao longo desta terça-feira (21), uma equipe composta por médica infectologista, médicos clínicos gerais, enfermeiros e técnicos de enfermagem realizou atendimentos a familiares e alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Tempo de Infância, localizada no Residencial Daury Riva, que tiveram contato direto com uma das pacientes. Nenhum novo caso suspeito foi identificado.
O diretor de Vigilância em Saúde, Jorge Beviláqua, destaca que todas as medidas adotadas têm caráter preventivo e visam interromper qualquer possibilidade de transmissão. “Desde a notificação, na sexta-feira à noite (17), nossa equipe foi mobilizada imediatamente. Estabelecemos contato com as famílias, com a direção da escola e implantamos o protocolo de contenção. Até o momento, permanecem apenas os dois casos já confirmados, o que demonstra a efetividade das ações e reforça que não há cenário de surto”, afirmou.
Beviláqua esclarece que os atendimentos realizados na Unidade Básica de Saúde (UBS) José Ramos Pereira são direcionados exclusivamente às famílias e pessoas que tiveram contato direto com as pacientes, tanto da unidade escolar municipal quanto da estadual envolvida.
“Não há motivo para pânico. Trata-se de uma infecção com tratamento eficaz, que, após o início da medicação, reduz significativamente a cadeia de transmissão. O microrganismo não sobrevive fora do corpo humano por longos períodos — no máximo cerca de duas horas. Além disso, é importante destacar que não houve contaminação no ambiente escolar, sendo um contexto de transmissão familiar. O contágio ocorre por contato direto com gotículas de saliva”, explicou.
O diretor reforça que, mesmo com os casos confirmados, o trabalho de investigação epidemiológica continuará. “A conclusão do caso é de responsabilidade da vigilância em saúde. Mesmo após a confirmação laboratorial, seguimos investigando o histórico dos pacientes, contatos próximos e possíveis locais de exposição. Isso não significa que há contaminação em bairros ou escolas. Assim como outras doenças respiratórias, a transmissão pode ocorrer em diferentes ambientes. Nosso papel é rastrear e encerrar corretamente o caso, com envio das informações aos órgãos estaduais e ao Ministério da Saúde”, concluiu.
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