Sinop
Prefeitura e Sicoob Norte MT realizam plantio de 2 mil mudas de árvores em Sinop
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, firmou parceria com o Sicoob Norte MT para o plantio de 2 mil mudas de árvores no canteiro central da Avenida Bruno Martini, entre o bairro Aquarela das Artes e a Via Nino Gianotti (que dá acesso ao Aeroporto Municipal de Sinop).
A espécie escolhida para o plantio foi o Mogno Africano, em alusão à história da antiga Avenida dos Mognos (que hoje recebe o nome de Avenida Governador Júlio Campos). Conforme explicou o secretário de Meio Ambiente, Klayton Gonçalves, além da homenagem ao contexto histórico da fundação de Sinop, o Mogno Africano foi selecionado por não atrair fauna (pássaros) que pudesse interferir na operação do aeroporto.
“O Sicoob Norte MT nos procurou, eles que já são parceiros de outros projetos de arborização na cidade. E, nessa ação ambiental, coincidiu com o desejo do nosso prefeito Roberto Dorner de arborizar essa avenida – que antigamente, lá na sua origem no centro de Sinop, levava o nome de ‘Avenida dos Mognos’ – com 2 mil Mognos Africanos. Essa é uma ação que, com certeza, vai ficar para nossos filhos, nossos netos”, explicou Klayton.
O secretário ainda acrescentou que o plantio foi realizado de forma estratégica, dentro do canteiro central. “De acordo com os planos de mobilidade que o município pode desenvolver futuramente, seja uma ciclovia ou outra proposta neste canteiro central, será cercada por árvores grandes, que vão embelezar, trazer qualidade de vida e um meio ambiente mais sustentável para o nosso município”, pontuou.
Paulinho Abreu, vice-prefeito de Sinop, acompanhou o plantio e comemorou a parceria. “Além da primeira avenida ter se chamado ‘Avenida dos Mognos’, essa é uma madeira bem tradicional na região. A Prefeitura, em parceria com entidades sérias e comprometidas como o Sicoob, vem fazendo esse trabalho em avenidas nobres da nossa cidade, para fazer sombra, trazer qualidade de vida e confirmar o compromisso ambiental com árvores que serão orgulho para os cidadãos sinopenses”, destacou.
Norival Curado, presidente do Sicoob Norte MT, reforçou que esta não é a primeira vez que a instituição contribui para a arborização de Sinop. “Somos parceiros da sociedade. Há quatro anos iniciamos essa parceria com a Prefeitura. Já temos duas grandes avenidas arborizadas e essa aqui é a principal entrada de Sinop, saindo do aeroporto. Hoje estamos aqui, fazendo essa entrega com nossos parceiros, colaboradores e com a Prefeitura. Estamos fazendo o dever de estar junto com a sociedade, pois não é só cobrar ou indicar falhas, estamos dispostos a estar juntos e fazer a nossa parte”, destacou Curado.
Conforme explicou o diretor comercial do Sicoob Norte MT, Márcio Nascimento, a instituição se destaca por se preocupar com ações sociais e ambientais. “Além de ser uma instituição financeira, com todos os produtos e serviços que uma instituição tradicional possui, o Sicoob Norte MT também tem uma preocupação ambiental e social. Dentro da nossa sede temos um departamento voltado à sustentabilidade, com ações de conscientização em escolas e investimentos no social e na sustentabilidade. Então temos esse diferencial em relação a outras instituições tradicionais, valorizando esses aspectos e entregando ações concretas para a sociedade”, informou.
A partir do plantio, concluído na última sexta-feira (13), cabe à equipe da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos o cultivo, os cuidados e o desenvolvimento das árvores.
Plantio de Ipês
Além das 2 mil mudas de Mognos Africanos, a Prefeitura de Sinop realizou o plantio de 32 ipês na rotatória da Avenida Bruno Martini com a Via Nino Gianotti, como ação complementar de arborização e embelezamento da chegada a Sinop (para quem chega pelo aeroporto ou pela MT-222).
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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