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PGE diz que irá colaborar com investigação da PF sobre acordo com empresa de telefonia

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A Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT) afirmou, nesta quinta-feira (6), que irá colaborar com as investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Heritage. O órgão foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos durante a ação que apura suspeitas de irregularidades em um acordo firmado entre o Estado e uma empresa de telefonia.

Em nota, a PGE informou que confia no trabalho da Polícia Federal e garantiu que fornecerá todas as informações e adotará as providências necessárias sempre que for solicitada pelos investigadores.

A Procuradoria também declarou que acompanha a investigação com tranquilidade e acredita que o andamento da apuração permitirá o completo esclarecimento dos fatos.

A Operação Heritage investiga supostos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, uso indevido de informação privilegiada e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional relacionados ao acordo que envolveu a restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, a Polícia Federal cumpre 25 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

Além das buscas, a decisão prevê o bloqueio e a indisponibilidade de bens até o limite de aproximadamente R$ 316 milhões, além da adoção de outras medidas cautelares.

Entre os alvos da operação estão a própria Procuradoria-Geral do Estado, o ex-governador Mauro Mendes, um escritório de advocacia e o desembargador Ricardo Almeida.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que a estrutura financeira utilizada no acordo possa ter servido para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos. As investigações seguem em andamento para apurar a participação dos envolvidos e esclarecer a extensão do suposto esquema.

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“Eles me obrigaram a adiar esse sonho”, diz Rosana Martinelli após MDB desistir de chapa para federal

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A ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli (MDB) afirmou estar “magoada” com a decisão do partido de não lançar candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, a emedebista disse que a mudança de estratégia da legenda adiou seu projeto de disputar uma vaga de deputada federal.

Rosana havia deixado o PL para ingressar no MDB justamente com a expectativa de concorrer à Câmara. Segundo ela, ao aceitar o convite para integrar a legenda, recebeu a garantia de que o partido teria uma chapa competitiva para a disputa proporcional.

“Estou triste, sim, estou magoada, mas a minha fé em Deus continua inabalável. Eles me obrigaram a adiar esse sonho, mas não destruíram o nosso projeto”, declarou.

A ex-prefeita afirmou que entrou no MDB acreditando na construção de uma candidatura competitiva e que participou do projeto com a expectativa de disputar as eleições para deputada federal.

“Eu vim para o MDB acreditando em um projeto forte. A garantia que tínhamos era de uma chapa completa de deputados federais. Entrei de cabeça, com verdade, com vontade de trabalhar e com o coração cheio de expectativa”, afirmou.

Mudança de estratégia

De acordo com Rosana, parte dos pré-candidatos que inicialmente integrariam a chapa para deputado federal desistiu da disputa. O MDB, segundo ela, não conseguiu substituir os nomes dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral e decidiu concentrar esforços nas candidaturas ao Senado e à Assembleia Legislativa.

“O MDB não conseguiu substituir em tempo hábil esses nomes e acabou priorizando o Senado e a chapa de deputados estaduais. Com o coração muito apertado, preciso dizer que o MDB não terá chapa de federal”, lamentou.

A decisão foi formalizada na ata retificadora da convenção estadual do MDB, divulgada na noite de quarta-feira (5), encerrando a possibilidade de a legenda disputar vagas na Câmara dos Deputados.

Rosana participou da convenção estadual realizada na terça-feira (4), em Cuiabá, e chegou a constar na lista de presença do evento. No entanto, seu nome não foi homologado entre os candidatos do partido.

Apesar da frustração, a ex-prefeita afirmou que pretende continuar atuando na política e garantiu que a mudança não representa o fim de seu projeto eleitoral.

“Quero dizer algo bem claro para vocês: eu não desisti. Quem não fez a chapa, quem não a sustentou, foi o partido. Seguimos firmes, de cabeça erguida, com fé e confiança”, concluiu.

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