Várzea Grande
Servidoras da Câmara de VG realizam ato em defesa da honra e cobram providências jurídicas contra sites difamatórios
Várzea Grande
Na manhã desta segunda-feira (09), servidoras da Câmara Municipal de Várzea Grande se reuniram em um ato pacífico no plenário da Casa de Leis para manifestar repúdio às publicações feitas por alguns sites locais que, de forma sensacionalista e irresponsável, generalizaram um fato isolado e atingiram injustamente a imagem de todas as funcionárias do Legislativo.
O movimento coletivo teve como objetivo solicitar ao presidente da Câmara, vereador Wanderley Cerqueira, e à Mesa Diretora a adoção de medidas cíveis e criminais contra os veículos responsáveis pelas matérias difamatórias.
Durante as falas, as servidoras destacaram que as reportagens, ao insinuarem que a Câmara seria um espaço de encontros amorosos, feriram a dignidade, a honra e a moral de mulheres que diariamente se dedicam ao serviço público.
A diretora-geral da Câmara, Lorineide Inhan, destacou a gravidade da situação:
“Alguns sites, pouquíssimos, apenas três, fizeram matérias maculando a imagem das servidoras. Somos avós, mães, mulheres, esposas, profissionais que dedicam suas vidas a esta Casa de Leis. Não aceitaremos que um fato isolado, sequer investigado, seja tratado como se fosse algo usual e corriqueiro dentro da Câmara. Isso é uma violência moral contra todas nós”, afirmou.
A servidora Josaide, com mais de 30 anos de atuação no Legislativo, também se manifestou:
“Nunca passamos por uma situação como essa. Nós sempre trabalhamos com dedicação e seriedade. Foi uma grande ofensa ver nosso ambiente de trabalho, que tanto lutamos para conquistar, sendo desrespeitado dessa forma. Pedimos que sejam tomadas as providências cabíveis contra esses sites.”
A vereadora Gisa Barros reforçou o apoio às servidoras:
“Propagam que esta Casa se parece com um hotel. Isso é uma mentira. Aqui trabalhamos diariamente com dedicação. Essa generalização ofende a todas, e nós repudiamos com veemência esse tipo de publicação. Manifesto aqui meu apoio às servidoras e meu repúdio a esse ataque.”
Servidora veterana, dona Joaninha, que soma 34 anos de trabalho na Câmara, também expressou indignação:
“Nunca vi uma falta de respeito como essa em todos esses anos. Somos mães, avós, bisavós, mulheres trabalhadoras. O que foi feito conosco foi uma grande ofensa e não pode ficar impune.”
O presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, elogiou a coragem das servidoras e reafirmou que a Mesa Diretora tomará as medidas cabíveis:
“Não vamos aceitar que a imagem da Câmara e de suas servidoras seja atacada dessa forma. Vamos cobrar judicialmente os responsáveis. Esta Casa é lugar de respeito, de trabalho sério e de dedicação à população.”
A manifestação também contou com a presença da vereadora Lucélia, que destacou a importância da união das servidoras:
“Somos profissionais, viemos a esta Casa para trabalhar e exigimos respeito. O que foi publicado é inaceitável. Parabenizo as servidoras pela união e força neste ato.”
O ato encerrou-se com a entrega oficial de uma carta ao presidente Wanderley Cerqueira, solicitando formalmente que a Mesa Diretora ingresse com ações cíveis e criminais contra os veículos que veicularam as matérias difamatórias.
Mato Grosso
Flávia Moretti denuncia possível espionagem no Paço Couto Magalhães
Um possível caso de escuta clandestina no gabinete da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), passou a ser apurado após a identificação de sinais eletromagnéticos considerados atípicos em pontos de energia do local.
A suspeita surgiu durante uma varredura técnica, realizada em 19 de março, e foi formalizada por meio de boletim de ocorrência registrado na Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.
Durante a inspeção no gabinete, um detector portátil de radiofrequência indicou atividade incomum em três tomadas instaladas no gabinete. Os pontos analisados, originalmente destinados ao sistema de campainha, estavam inoperantes e sem função identificada no momento da vistoria.
Ainda assim, apresentaram resposta ao equipamento, sugerindo a emissão de sinal eletromagnético compatível com possíveis transmissores ocultos. Até o momento, não há confirmação técnica sobre a natureza de eventual transmissão, seja de áudio, vídeo ou dados.
Diante dos indícios, dois dos pontos considerados suspeitos foram isolados, retirados e encaminhados para perícia técnica especializada. A análise deverá apontar a funcionalidade dos dispositivos, sua origem e eventual capacidade de captação de informações. O documento também recomenda a realização de uma varredura completa no ambiente por órgão oficial.
O caso foi classificado, preliminarmente, como “violação de lugar ou objeto”, conforme a Lei das Contravenções Penais. A confirmação da existência de eventual escuta clandestina dependerá do resultado da perícia.
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