Cultura
Bienal de Curitiba reúne mais de 300 artistas de 38 países
Cultura
Mais de 300 artistas de 38 países apresentam seus trabalhos na Bienal Internacional de Curitiba, que ocupa o Museu Oscar Niemeyer e diversos espaços culturais da cidade, como o Museu da Fotografia e o Museu Paranaense. O evento é considerado uma das principais plataformas de arte contemporânea da América Latina. Nesta edição, a bienal retorna para o formato presencial, após ter sido realizada de forma virtual desde 2019. Além dos espaços culturais de Curitiba, a bienal circula por mais de 30 cidades do estado, ampliando o contato da população com os trabalhos apresentados. Em cartaz desde 14 de junho, o evento tem recebido grande público em diferentes locais, como explica uma das curadoras, Tereza de Arruda.

“Havia um hiato desde 2019 de uma bienal presencial. E neste meio tempo muitas coisas evoluíram, se transformaram, mas há ainda uma sede muito grande também de uma vivência in loco física das exposições. Nós podemos confirmar que esta bienal está sendo muito bem visitada, há dias em que há 4.000 visitantes.”
Entre as obras expostas estão pinturas, instalações, performances, trabalhos com inteligência artificial, vídeo arte, fotografia, arte sonora e experiências em realidade aumentada. O tema desta edição é “Limiares”, que propõe reflexões sobre as transformações do mundo contemporâneo e os limites cada vez mais fluídos entre o humano e o tecnológico. A curadora dá mais detalhes.
“Limiares” em si refere-se a um território de passagem, a incertezas e possibilidades onde a arte pode atuar como uma mediadora entre saberes, linguagens e temporalidades. E acreditamos que estamos vivendo entre um momento de passagem que é este contraponto entre o humano e o tecnológico, o natural e o artificial. E por isso, dentro desta ideia de “Limiares”, que é o nosso tema da bienal, as obras exploram relações entre arte, ciência, tecnologia e também ecologia.
O principal núcleo do evento é o Museu Oscar Niemeyer, onde a bienal ocupa as salas expositivas e outros locais simbólicos da instituição, como “O Olho”, estrutura grandiosa externa ao espaço, apoiada em torres, que se conecta ao prédio. Tereza de Arruda fala sobre o que o visitante pode acompanhar no Olho.
Exatamente para este espaço nós convidamos uma artista que tem uma potência muito grande de ocupação espacial, que é Chiharu Shiota. E para a participação dela foi construída, com um chamado público, a colaboração com pessoas que podiam enviar para Chiharu Shiota uma carta. E nessa carta cada um se descrevesse mais ou menos como que a pessoa é, porque a Chiharu ela entende que essas conexões abstratas elas têm a representatividade de uma rede.
O evento acontece também em espaços públicos da capital paranaense, com exibição de obras de vídeo arte em TVs do sistema integrado de transporte e ações em realidade aumentada em terminais e estações. A bienal vai até o dia 15 de novembro, com ingressos a partir de R$ 18.
Cultura
Começa o Festival de Música de Penedo
Moradores e turistas que estiverem na cidade histórica de Penedo (AL), a partir desta quinta-feira (22), poderão curtir uma programação totalmente de graça de mais uma edição do Festival de Música de Penedo.

Esta 18ª edição do Femupe, terá até o próximo sábado, oficinas, atividades acadêmicas e vários shows, ocupando diversos espaços da cidade.
A abertura nesta quinta à noite, no Teatro Sete de Setembro, terá a apresentação do multiartista pernambucano Antônio Nóbrega. O pesquisador, dançarino e eterno “brincante” dos folguedos nordestinos, levará ao palco um recorte da cultura popular da região, resgatando maracatus, frevos, baiões e a rica literatura de cordel.
Na sexta-feira, o mesmo espaço terá a presença da “prata da casa”: o cantor, compositor, pesquisador da cultura popular afro-brasileira, Mestre Sapopemba. Nascido em Penedo, ele vai participar da abertura do Fórum Acadêmico do Festival. Já o convento franciscano e a histórica Igreja Santa Maria dos Anjos receberão recitais, concertos sinfônicos e oficinas de música durante os três dias da programação.
Ainda na sexta, o Centro de Convenções da cidade receberá a turnê que comemora os 80 anos do cantor e compositor João Bosco.
No mesmo dia, um dos destaques do Festival é a Noite Amazônica. O Largo de São Gonçalo, no Centro Histórico da cidade, será palco de manifestações culturais de Penedo, como o Boi Furacão, acompanhado da Batucada Unidos do Bairro, e do Boi Garantido, de Parintins. A noite promete ser marcada por muita energia e pelo vermelho de um dos bois mais tradicionais da Amazônia.
Outro destaque será o espaço que o Festival oferece para os compositores e músicos apresentarem seus novos trabalhos na Mostra de Música Autoral do Velho Chico. No instagram oficial do Festival é possível acessar os detalhes dia a dia.
Da Rádio Nacional em São Luís, Madson Euler.
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