Cultura
Festival CineAlter 2026 apresenta produções com foco na juventude
Cultura
Começa nesta sexta-feira (12) e vai até domingo (14) o Festival de Cinema Latino-Americano de Alter do Chão, que acontece em Santarém (PA) e na aldeia Borari, em Alter do Chão, distrito turístico do município.

O evento tem foco no tema Cinema das Juventudes: Novas Perspectivas, Urgências e Caminhos para o Audiovisual. O filme-documentário Refúgio, do premiado diretor Rafael Duarte, será exibido na abertura do festival no dia 12 de junho, às 18h30, em frente ao Centro Cultural João Fona, em Santarém. O filme conta a história de resistência e resiliência do maior quilombo oficialmente reconhecido no Brasil — Cachoeira Porteira, em Oriximiná — retratando a luta para preservar sua identidade.
O coordenador-geral do festival, Rafael Ribeiro, fala da expectativa para o evento.
“A expectativa para o festival, todos os anos em que nós realizamos, é sempre muito positiva, de uma receptividade ímpar por parte da aldeia Borari, em Alter do Chão, das comunidades ao entorno, de todo esse ecossistema criativo que movimenta a cultura, que movimenta a arte, que movimenta em especial o audiovisual aqui na região oeste do Pará. A gente tem muitos desafios, no que diz respeito à curadoria dos filmes, que a gente leva muito a sério essa seleção, essa análise, principalmente compreendendo que esse ano a gente traz uma temática específica.”
O CineAlter contará com quatro mostras: Mostra Amazonas, dedicada a longas-metragens latino-americanos; Mostra Tapajós, voltada a produções paraenses sobre vivências juvenis amazônicas; Mostra Arapiuns, destinada a obras experimentais e primeiros filmes de jovens realizadores; e o CineAlterzinho, com programação voltada ao público infantil e infanto-juvenil.
Os vencedores das oito categorias competitivas receberão o Troféu Muiraquitã, símbolo ancestral amazônico confeccionado por artistas da região, representando resistência, memória e conexão entre povos e territórios. Rafael Ribeiro destaca os investimentos realizados através de políticas públicas.
“Políticas públicas como a Lei Paulo Gustavo, por exemplo, foram muito importantes para o fomento ao audiovisual aqui na nossa região e em todo o país. Há muitas produções de qualidade, muitos filmes interessantes, muitas abordagens importantes para nossa identidade, importantes pra gente reconhecer quem é enquanto cidadãos amazônicos, enquanto cidadãos brasileiros e enquanto cidadãos latinos, né? Que a gente também traz essa abordagem e esse diálogo com os países vizinhos. Então é com muita alegria que a gente está nessa reta final de produção para a entrega do nosso querido e amado CineAlter.”
Cultura
Festival do Museu Nacional reúne ciência e cultura no Rio de Janeiro
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promove neste domingo (30) a 8ª edição do Festival Museu Nacional Vive, uma celebração que reúne ciência e cultura em um só espaço. O evento acontece na Quinta da Boa Vista, no entorno da sede do museu, na zona norte do Rio de Janeiro.

O festival celebra a reconstrução da instituição quase oito anos após o incêndio de grandes proporções que atingiu o local, mostrando que o museu continua produzindo conhecimento por meio de diversas pesquisas. Uma das atrações do evento é a Tenda Científica, que reúne 23 atividades em áreas como biodiversidade e arqueologia, como explica a vice-diretora da instituição, Juliana Sayão:
“A Tenda Científica é um espaço muito especial, porque permite que o público tenha contato direto com a ciência que é produzida no museu. Teremos atividades práticas e interativas com pesquisadores e estudantes apresentando diferentes áreas do conhecimento. Será possível visitar o inflável do INCT Paleovert, que traz as pesquisas mais modernas na paleontologia de vertebrados, conhecer vestimentas, barracas com os nossos pesquisadores que desenvolvem pesquisa na Antártica, além da incrível diversidade dos peixes, dos besouros e de outros insetos.”
Juliana Sayão destaca ainda que o público também vai poder acompanhar o andamento da reconstrução do museu:
“O festival é uma oportunidade de mostrar ao público que a reconstrução do museu está acontecendo e que ela envolve muito mais do que a recuperação de um edifício. Envolve pesquisa, conservação, cuidado com os acervos e muito trabalho de diferentes profissionais. Algumas das atividades permitem justamente que o visitante conheça um pouco desse processo e veja que o museu continua produzindo conhecimento enquanto se reconstrói.”
O festival conta ainda com apresentações de circo, música e exposições do artista plástico Vik Muniz. O evento acontece das 10h às 16h, com entrada franca.
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