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Ilê Aiyê celebra mulheres negras na Semana da Mãe Preta

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A trajetória de lutas e conquistas do bloco afro Ilê Aiyê se entrelaça diretamente com o protagonismo de mulheres negras que, por meio da educação, da cultura e da fé, pavimentaram caminhos para as gerações de baianos. Mantendo viva uma tradição realizada desde 1979, durante o mês de setembro, o Ilê Aiyê promove mais uma Semana da Mãe Preta. Para uma das curadoras, Valéria Lima, a Semana da Mãe Preta é mais do que um evento: é um ato de reafirmação de identidade e da herança deixada por sua avó.

 “A Semana da Mãe Preta é um evento que celebra, de fato, as mulheres negras, né? Que faz parte do calendário do Ilê há muitos anos, há mais de 40 anos, e que celebra as mulheres negras, né? E aí a data exata, né, é sempre no mês de setembro, porque tá relacionado, por incrível que pareça, à Lei do Ventre Livre.”

Com acesso gratuito, a edição traz como tema “Mulheres Negras: Memória, Resistência e Ancestralidade”. A programação vai reunir debates, vivências e oficinas que destacam o papel das mulheres como guardiãs do patrimônio imaterial e líderes do desenvolvimento social do território. O encontro ganha um contorno afetivo e de continuidade familiar com a curadoria assinada por Valéria Lima e Val Bem-Vindo, netas de Mãe Hilda Jitolu, matriarca espiritual e uma das figuras mais emblemáticas da história do Ilê Aiyê e da afirmação negra na Bahia.


Fonte: EBC Cultura

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No Rio, cinema africano é tema da mostra Espelhos d’África

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O cinema africano, que vem ganhando destaque mundial, é o tema da mostra Espelhos d’África, em cartaz a partir desta terça-feira (3) na Caixa Cultural Rio de Janeiro. O evento reúne produções cinematográficas do continente e atividades paralelas, como debates e oficinas, que aproximam o público de realizadores e pesquisadores.

Pela primeira vez na capital fluminense, a iniciativa busca ampliar o acesso do público brasileiro ao cinema feito na África, apresentando diferentes perspectivas sobre o continente. Entre os temas abordados estão memória, relações familiares e transformações sociais.

Entre os debates que fazem parte da programação estão: Cinema africano contemporâneo, narrativas e representações; Memória, tradição e identidade no cinema africano; e Corpo, dança e memória. Outra atração do evento são oficinas voltadas para o público infantil, como Imagens que Contam: Histórias Africanas em Cena; e Cinema e Natureza em Cabo Verde: Histórias que saem da Tela.

Todas as sessões têm entrada franca, com distribuição de ingressos na bilheteria 30 minutos antes de cada exibição. A mostra vai até o dia 15 de novembro.


Fonte: EBC Cultura

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