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Jornalistas indígenas lançam manual para qualificar a imprensa

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Primeiro Manual de Jornalismo Indígena do Brasil chega com a proposta de transformar a forma como os povos originários são retratados

No Viva Maria desta segunda-feira (10), Mara Régia conversa com o jornalista Luan Tremembé, coordenador da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), sobre o lançamento de Poranga Marandúa – Manual de Jornalismo Indígena.

Escrito de forma coletiva por jornalistas indígenas e estudantes de Jornalismo de diferentes povos e biomas brasileiros, o manual reúne orientações para uma abordagem mais ética, qualificada e livre de estereótipos sobre os povos originários.

Luan destaca a importância de garantir que os próprios povos indígenas tenham voz na construção das narrativas sobre suas histórias, culturas e lutas.

O nome Poranga Marandúa, que significa “Boas Notícias” em nheengatu, também homenageia Andreza Baré, apontada como a primeira indígena formada em Jornalismo no Brasil.

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Fonte: EBC Cultura

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Canadense Anne Carson vence Nobel de Literatura

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A Academia Sueca anunciou, nesta quinta-feira (8), o nome da vencedora do Prêmio Nobel de Literatura 2026. O prêmio foi para a escritora canadense Anne Carson, pela “obra ousada e inventiva”, em diálogo com a tradição e que “criou novas formas para a literatura”.

A obra mais popular de Anne Carson, considerada sua obra-prima, se chama Autobiografia do Vermelho: Um romance em versos, uma reinvenção de um mito grego, uma história de amor na América do Norte, misturando poesia, narrativa e ensaio.

Carson é a segunda escritora canadense que leva o Nobel de Literatura. Ela nasceu em Toronto, em 1950, e também é tradutora do grego e deu aula em diversas universidades.

De acordo com o presidente do Comitê do Nobel, a escritora desafia convenções e regras, e é um expoente da literatura mundial desde a década de 1990.

Em 2010, por exemplo, no livro Nox, ela concebeu uma obra tanto plástica quanto literária: um epitáfio para o falecido irmão, e que foi impresso em uma única longa folha, dobrada em estilo sanfona, na forma de uma caixa, com fotografias, cartas, desenhos, anotações, em meio aos textos.

Entre as publicações mais recentes, a escritora canadense explora cadernos independentes que podem ser lidos em qualquer ordem, e explora a mistura de texto escrito, com teatro e performance.

Como tradutora, Anne Carson recriou a obra de diversos poetas e dramaturgos gregos antigos. Como ensaísta, ela aproxima escritores modernos e clássicos.

A cerimônia de entrega da medalha e do prêmio de cerca de R$ 6 milhões será no dia 10 de dezembro, em Estocolmo, na Suécia.

 


Fonte: EBC Cultura

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