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Lista semifinal do Prêmio Literário Oceanos tem dois baianos

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A literatura em língua portuguesa celebra vozes que atravessam fronteiras e experiências. Duas dessas vozes da Bahia chegaram à lista dos 50 semifinalistas do prêmio Oceanos 2025, uma das principais premiações do gênero, que reconhece autores de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Brasil.

O escritor baiano Breno Fernandes concorre na categoria prosa com “Josefina Minha Neguinha”, pela editora Caramurê; e Nega Faia disputa em poesia com “Faia – do ódio ao amor”, da editora Malê. Ambos celebraram a oportunidade de figurar ao lado de nomes como Água Lusa, Chico Buarque e Elisa Lucinda, reconhecendo a importância do prêmio para o cenário literário em língua portuguesa.

“É inacreditável, né, a gente estar na mesma lista que essas figuras assim, especialmente Chico Buarque que eu tenho uma admiração como escritor. E para mim um outro motivo que me deixa muito tocado é o fato de que esse livro ficou na gaveta por 10 anos. Ele foi rejeitado por inúmeras inúmeras editoras e eu cheguei a achar que era um projeto que nunca ia virar livro, primeiro, e depois nunca ia alcançar a visibilidade. Aí, de repente, ele ganhou o João Ubaldo Ribeiro, pelo qual foi publicado e agora a semifinalista do Oceanos, é de fazer a gente pensar que a gente tá sempre errado sobre nós mesmos”.

“É isso, eu também tô super feliz porque ele é um livro que também demorou de ser publicado. É um livro que eu referencio muito as mulheres, as minhas ancestrais, foi a certeza que a minha escrita, enquanto a escrita de uma mulher preta, de uma mulher periférica, ela é relevante. A gente estar dentro essa lista veio também para legitimar, de uma certa forma, esse lugar assim”.

O prêmio Oceanos 2025 recebeu mais de 3 mil inscrições de autores de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Brasil, abrangendo 12 estados nacionais. Nesta semifinal foram selecionadas 25 obras em prosa e 25 em poesia. Os cinco finalistas de cada gênero serão anunciados até o final de outubro.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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