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MinC fará mapeamento de salas públicas de exibição cinematográfica

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O Ministério da Cultura lançou uma chamada pública para o mapeamento nacional de espaços públicos de exibição cinematográfica. O levantamento é realizado em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa.

Gestores de espaços em universidades, institutos federais e museus podem cadastrar seus espaços. Administradores de locais culturais que receberam suporte da Lei Paulo Gustavo também podem participar.

O objetivo da chamada é dar o primeiro passo para a criação da Rede de Salas Públicas de Cinema, que busca ampliar e democratizar o acesso à produção audiovisual do Brasil.

Com o mapeamento, serão coletadas informações sobre infraestrutura, modelo de gestão e programação desses espaços de exibição.

O Ministério, por meio das informações coletadas, vai poder desenvolver ações eficientes para a adaptação e modernização das salas.

O cadastro deve ser feito até 19 de setembro por meio de um formulário disponível no endereço mapa.cultura.gov.br.

*Com supervisão de Rafael Gasparotto


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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