Cultura

Rio sedia maior congresso mundial de bandas sinfônicas

Publicado em

Cultura

Um dos maiores eventos mundiais dedicados a conjuntos de sopro e bandas sinfônicas chega de forma inédita à América Latina. É o Congresso Internacional da WASBE, a Associação Mundial de Bandas e Conjuntos Sinfônicos, que acontece entre os dias 20 e 26 de julho, no Rio de Janeiro.

Com passagens por 15 países da Europa, América do Norte e Ásia, o festival ocorre a cada dois anos, reunindo bandas, grupos, regentes, músicos e especialistas de música sinfônica. Realizado por meio de um esforço conjunto, incluindo o da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o evento chega à sua 21ª edição, trazendo cerca de 50 concertos nacionais e internacionais e mais de 200 oficinas musicais.

Entre outras atividades, a programação envolve palestras e workshops sobre a música na América Latina, exposições artísticas e competições internacionais — como, por exemplo, a sexta edição do Concurso de Composição Warren Benson, voltado às criações inovadoras para bandas sinfônicas, e a competição de regência, voltada especialmente a jovens músicos.

O vice-diretor e diretor artístico da Escola de Música da UFRJ, Marcelo Jardim, afirma que a ideia principal é o compartilhamento de conhecimentos sobre o panorama da música sinfônica mundial, além de levar a educação musical ao público.

“Essa ação toda tem o objetivo de trazer gente para cá, fazer com que as pessoas possam se falar, se conhecer e, além disso, lógico, colocar música, atividade pedagógica… Nós estamos com todos os dias, durante a conferência, com aulas para projetos sociais, para os alunos de projetos sociais, então está muito forte.”

Segundo o professor, foram mais de 800 inscritos nas oficinas promovidas pelo congresso. Marcelo Jardim também explica a importância do evento para a promoção de políticas públicas que incluam as bandas sinfônicas brasileiras em editais de cultura e criem outros próprios para a música sinfônica.

De acordo com ele, cerca de 6 mil bandas de metais e percussão estão em atividade no Brasil, com maior concentração no estado de Minas Gerais. No entanto, outras 4 mil seguem inativadas desde a pandemia de Covid-19 por, entre outras razões, falta de recursos e músicos.

“Acho que essa semana vai chamar muito a atenção dos gestores públicos para a importância da banda de música, até mesmo para que ela possa ter um vislumbre dos editais. Porque, atualmente, os editais não observam a banda de música, né? E a gente está aí com um movimento de banda muito forte. Ainda é o que alavanca o Brasil pelo interior. Então a gente está procurando não só a ideia de ampliação de público, mais a compreensão da banda de música como elemento de inclusão artístico-cultural.”

Para mais informações sobre o evento, acesse o site wasbe2026.com.

*Com informações da Agência Brasil, sob supervisão de Ana Lúcia Caldas


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Saiba como será o velório de Benedito Ruy Barbosa

Publicados

em

Os amantes da teledramaturgia brasileira acordaram nesta terça-feira com a notícia do falecimento de um de seus maiores novelistas. O autor Benedito Ruy Barbosa morreu aos 95 anos,  na capital paulista, por complicações de insuficiência renal. 

Segundo o Hospital do Coração, onde ele estava internado, há três anos, Benedito convivia com insuficiência renal crônica e por causa do diagnóstico passou por várias internações nos últimos anos.

O velório do novelista acontece ainda na tarde desta terça, a partir das 15h, e deve seguir até as 21h, no Funeral Home, no bairro Bela Vista, em São Paulo. Até às 16h, será aberto ao público, que poderá se despedir do autor. Em seguida o espaço ficará restrito a amigos e familiares; o corpo será cremado após o encerramento do velório.

Logo após o anúncio de seu falecimento, as redes sociais foram invadidas por demonstrações de afeto por parte da classe artística brasileira, personalidades da mídia, políticos e claro, milhões de brasileiros impactados de alguma maneira por sua obra.

O ator Eriberto Leão, que participou de três releituras de novelas do autor – Sinhá Moça, Cabocla e o protagonista da segunda versão de Paraíso, interpretando o “Filho do Diabo”, disse que “o povo se viu e poderá sempre se ver na sua integridade através de suas obras”.

Zezé Mota, que deu vida a personagem Bá, no remake de Sinhá Moça disse que o autor é um dos maiores gênios da dramaturgia brasileira.

Já  a atriz Cristiana Oliveira,que interpretou a  inesquecível Juma Marruá, na primeira versão da novela Pantanal disse que sempre terá gratidão pela oportunidade.

“Eu não tinha ideia do que que era fama, do que que era ser conhecida, entro completamente ingênua e sem nenhuma ansiedade nessa novela. E ele me fez, me deu o maior presente da teledramaturgia, que foi a Juma, que é inesquecível. Até hoje as pessoas falam e lembram com muita emoção. É uma gratidão tão imensa e tão eterna. Ele vai estar sempre no meu coração, ele vai estar sempre no meu agradecimento. A gente perde realmente uma lenda.”

Cristiana também destacou como Barbosa conseguia integrar com naturalidade em seu texto a verdade do ser humano e sem deixar de lado as características que fazem do formato novela  um sucesso.

“E o Benedito foi de uma sensibilidade através das personagens que ele escreveu, ele sempre foi no âmago do ser humano e do ser humano mais simples, do ser humano mais verdadeiro, mas sem perder as tramas de um folhetim. Então ele falava puramente sobre o amor, ele falava puramente sobre o bem e o mal, e ele contava a cultura, como contou a cultura pantaneira, então a realidade rural do Brasil, a pureza dos peões, e tudo isso muito bem costurado, muito bem elaborado.”

Para a colega de profissão de Benedito, a também novelista Glória Perez “um contador de histórias nunca se vai. Cada vez que alguém acessar as personagens, os universos que criou, ele estará lá, mais vivo que nunca”.

A página oficial da cantora Maria Bethânia, que participou da trilha sonora de várias novelas , como os clássicos “Tocando em Frente” e  “Pantanal”, da novela de mesmo nome, disse que o dramaturgo “foi um dos fundadores da teledramaturgia brasileira e o Brasil de Ruy Barbosa era o Brasil rural, com a sua poesia e estética bucólicas, a graça dos “causos” dos caipiras, mas também com as lutas do campo. Uma obra eterna.”

*Com produção de Beatriz Evaristo. 


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA