Cultura
Via Sacra do Morro da Capelinha mostra a força e a fé da comunidade
Cultura
Uma das maiores encenações da Paixão e Morte de Cristo do Brasil completa neste ano 53 edições. É a tradicional Via Sacra do Morro da Capelinha, que vai ocorrer nesta sexta-feira, 3, a partir das 16h, logo após a Celebração da Cruz, que inicia às 15h.

Mas a programação do evento começa já nesta quinta-feira, com uma encenação da Santa Ceia, depois da Missa marcada para as 20h.
A Via Sacra do Morro da Capelinha é realizada em Planaltina, no Distrito Federal, e reúne milhares de fiéis e turistas todos os anos.
Somente na edição do ano passado, foram registradas mais de 100 mil pessoas presentes no espetáculo, além de 1,4 mil voluntários, que incluem atores, figurantes e a equipe de produção.
O diretor geral do grupo da Via Sacra do Morro da Capelinha, Preto Rezende, explica que o evento foi criado pelo Padre Aleixo Susin, após o pároco sonhar com jovens encenando a Paixão de Cristo.
“Ele tinha o hábito de ir ao Morro da Capelinha e, em oração, costumava contemplar a paisagem e ele disse que viu, como em sonho, jovens encenando e representando a Paixão de Cristo, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo lá nesse Morro da Capelinha. E ele trouxe isso pra dentro da Paróquia e trouxe grupos para poder participar”.
Preto Rezende ainda afirma que foi a força da comunidade de Planaltina que tornou esse evento tão tradicional não só no Distrito Federal, mas em todo o Brasil.
“O que levou essa celebração a se tornar tão tradicional foi a força dessa comunidade de Planaltina. Dessas pessoas, desses 1,4 mil membros, todos voluntários, fazendo esse trabalho de evangelização através da arte”.
No início de março, um Projeto de Lei que reconhece a Via Sacra do Morro da Capelinha como manifestação da cultura nacional foi aprovado pela Comissão de Educação e Cultura do Senado. O texto agora deverá ser apreciado pela Câmara dos Deputados.
*Com supervisão de Bianca Paiva
Cultura
Bienal de Curitiba reúne mais de 300 artistas de 38 países
Mais de 300 artistas de 38 países apresentam seus trabalhos na Bienal Internacional de Curitiba, que ocupa o Museu Oscar Niemeyer e diversos espaços culturais da cidade, como o Museu da Fotografia e o Museu Paranaense. O evento é considerado uma das principais plataformas de arte contemporânea da América Latina. Nesta edição, a bienal retorna para o formato presencial, após ter sido realizada de forma virtual desde 2019. Além dos espaços culturais de Curitiba, a bienal circula por mais de 30 cidades do estado, ampliando o contato da população com os trabalhos apresentados. Em cartaz desde 14 de junho, o evento tem recebido grande público em diferentes locais, como explica uma das curadoras, Tereza de Arruda.

“Havia um hiato desde 2019 de uma bienal presencial. E neste meio tempo muitas coisas evoluíram, se transformaram, mas há ainda uma sede muito grande também de uma vivência in loco física das exposições. Nós podemos confirmar que esta bienal está sendo muito bem visitada, há dias em que há 4.000 visitantes.”
Entre as obras expostas estão pinturas, instalações, performances, trabalhos com inteligência artificial, vídeo arte, fotografia, arte sonora e experiências em realidade aumentada. O tema desta edição é “Limiares”, que propõe reflexões sobre as transformações do mundo contemporâneo e os limites cada vez mais fluídos entre o humano e o tecnológico. A curadora dá mais detalhes.
“Limiares” em si refere-se a um território de passagem, a incertezas e possibilidades onde a arte pode atuar como uma mediadora entre saberes, linguagens e temporalidades. E acreditamos que estamos vivendo entre um momento de passagem que é este contraponto entre o humano e o tecnológico, o natural e o artificial. E por isso, dentro desta ideia de “Limiares”, que é o nosso tema da bienal, as obras exploram relações entre arte, ciência, tecnologia e também ecologia.
O principal núcleo do evento é o Museu Oscar Niemeyer, onde a bienal ocupa as salas expositivas e outros locais simbólicos da instituição, como “O Olho”, estrutura grandiosa externa ao espaço, apoiada em torres, que se conecta ao prédio. Tereza de Arruda fala sobre o que o visitante pode acompanhar no Olho.
Exatamente para este espaço nós convidamos uma artista que tem uma potência muito grande de ocupação espacial, que é Chiharu Shiota. E para a participação dela foi construída, com um chamado público, a colaboração com pessoas que podiam enviar para Chiharu Shiota uma carta. E nessa carta cada um se descrevesse mais ou menos como que a pessoa é, porque a Chiharu ela entende que essas conexões abstratas elas têm a representatividade de uma rede.
O evento acontece também em espaços públicos da capital paranaense, com exibição de obras de vídeo arte em TVs do sistema integrado de transporte e ações em realidade aumentada em terminais e estações. A bienal vai até o dia 15 de novembro, com ingressos a partir de R$ 18.
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