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“Não é bom interferir”, diz Max Russi ao responder Abilio sobre eleição da Câmara

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), rebateu nesta quarta-feira (22) as declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre a disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal.

Na semana passada, Abilio questionou o vereador Ilde Taques, candidato à presidência da Câmara e aliado político de Max, ao defender a reeleição da atual presidente Paula Calil. Durante a fala, o prefeito chegou a indagar se Ilde seria contrário a uma eventual reeleição de Max Russi no comando da Assembleia.

Ao comentar o assunto, Max minimizou qualquer desconforto com o prefeito, destacou a boa relação institucional com Abilio e defendeu que a eleição da Câmara seja resolvida exclusivamente pelos vereadores, sem interferências externas.

“Tenho encontrado o Abilio para pautas de Cuiabá. Sempre fui procurado por ele, como por qualquer prefeito de Mato Grosso. Sou municipalista e a Assembleia será parceira”, afirmou.

No entanto, fez ressalvas sobre a participação de agentes externos na disputa interna do Legislativo municipal. “A presidência da Câmara tem que ser decidida pelos vereadores. A participação de deputado ou do prefeito nessa discussão interna não é boa”, pontuou.

Sobre as menções de Abilio a uma possível candidatura sua à reeleição da presidência da Assembleia, Max afastou qualquer articulação neste momento e disse estar focado na renovação do mandato como deputado estadual.

“Nunca falei que seria candidato. Sou candidato à eleição de outubro. Depois disso vou conversar com os companheiros sobre qualquer projeto. Hoje não penso em presidência, secretaria, nada. Quero terminar bem meu mandato e continuar contribuindo com Mato Grosso”, declarou.

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Cuiabá

Paula Calil cobra debate técnico sobre a LDO e se posiciona sobre denúncias na Procuradoria da Mulher

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Presidente da Câmara de Cuiabá defende transparência na tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias e afirma que Legislativo aguarda comunicação oficial para adotar medidas em episódio ocorrido em escola municipal

 

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, **Paula Calil (PL)**, voltou ao centro do debate político ao se manifestar sobre dois temas que mobilizam o Legislativo da capital: a rejeição da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício seguinte e o episódio envolvendo servidoras da Procuradoria Especial da Mulher, relacionado a um fato ocorrido em uma escola da rede municipal.

 

Em ambas as situações, a parlamentar adotou um discurso pautado na defesa das prerrogativas institucionais da Câmara, ressaltando a necessidade de respeito aos procedimentos legais, à transparência administrativa e à responsabilidade no trato de assuntos de interesse público.

 

Após a rejeição da proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias em plenário, Paula Calil rebateu críticas dirigidas ao Legislativo e afirmou que parte das manifestações públicas busca transformar uma discussão técnica em disputa política.

 

Segundo ela, todo o processo de tramitação da matéria observou rigorosamente as normas regimentais, garantindo espaço para apresentação de emendas, análise pelas comissões permanentes e realização de audiências públicas antes da votação.

 

A presidente destacou que a LDO representa um dos instrumentos mais relevantes do planejamento financeiro municipal, por estabelecer as metas e prioridades da administração pública para o exercício seguinte e orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).

 

“Não podemos permitir que a desinformação se transforme em informação. A LDO é um dos instrumentos mais importantes para a população e não pode ser transformada em objetivo de politicagem”, afirmou.

 

Especialistas em gestão pública consideram a LDO uma peça fundamental do sistema orçamentário brasileiro por funcionar como elo entre o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

 

É por meio dela que são definidos limites para despesas, prioridades governamentais, metas fiscais e critérios para a aplicação dos recursos públicos, influenciando diretamente investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

 

Nesse contexto, Paula Calil defendeu que a análise da proposta seja conduzida com responsabilidade técnica e não sob influência do ambiente político.

 

Durante seu pronunciamento, a presidente fez um apelo aos vereadores para que aprofundem o estudo do projeto e das emendas apresentadas antes da nova votação.

 

“Cada vereador tem sua prerrogativa de voto, mas estamos tratando de um processo extremamente importante para o planejamento da nossa cidade.”

 

Com a rejeição da proposta encaminhada pelo Executivo, o calendário legislativo sofreu impacto imediato.

 

Pelas regras vigentes, o recesso parlamentar somente poderá ocorrer após a apreciação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Até que isso aconteça, as sessões ordinárias continuam sendo realizadas normalmente.

 

Agora, caberá ao Executivo Municipal encaminhar um novo texto para análise da Câmara.

 

A presidente ressaltou que a continuidade das sessões demonstra o compromisso institucional do Legislativo com a conclusão do processo orçamentário.

 

Paralelamente ao debate sobre a LDO, Paula Calil divulgou nota oficial esclarecendo a atuação da Presidência da Câmara diante de um episódio envolvendo servidoras da Procuradoria Especial da Mulher.

 

Segundo a manifestação oficial, a presidente tomou conhecimento da situação após receber relatos referentes a um fato ocorrido na Escola Municipal Agostinho Simplício de Figueiredo, localizada no bairro Poção.

 

Conforme a nota, a primeira providência foi informar a vereadora Maria Avalone (PSDB) sobre o caso. Em seguida, Paula recebeu as servidoras na Presidência da Câmara, acompanhada pelo vereador Wilson Kero Kero (PMB), ocasião em que ouviu os relatos e foi informada da existência de boletim de ocorrência relacionado aos fatos.

 

Considerando que o episódio teria ocorrido em uma unidade da rede municipal de ensino, a presidente comunicou posteriormente o prefeito Abilio Brunini (PL), solicitando o acompanhamento da situação pelo Poder Executivo.

 

Apesar das medidas iniciais, Paula Calil ressaltou que, até o momento, a Presidência da Câmara não recebeu comunicação oficial nem documentação formal que permita abertura de procedimentos administrativos no âmbito do Legislativo.

 

Segundo a nota, eventual apuração administrativa dependerá da formalização das informações, garantindo o cumprimento do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

 

A manifestação enfatiza que qualquer medida institucional será adotada somente dentro das competências legais da Câmara Municipal.

 

Ao tratar dos dois episódios, Paula Calil procurou reforçar uma mesma linha de atuação: a preservação das competências institucionais da Câmara e o respeito aos procedimentos legais.

 

No caso da LDO, a presidente defende que o debate permaneça no campo técnico, considerando o impacto do orçamento sobre as políticas públicas municipais.

 

Já em relação ao episódio envolvendo servidoras da Procuradoria Especial da Mulher, a posição adotada foi a de acompanhar os desdobramentos, colaborar com os órgãos competentes e aguardar a formalização dos fatos antes da adoção de providências administrativas.

 

Ao final da nota, a Câmara Municipal reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade institucional e a apuração dos fatos dentro dos limites estabelecidos pela legislação, preservando tanto o interesse público quanto as garantias legais aplicáveis aos envolvidos.

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