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CNJ se reúne com Comitê Estadual de Saúde no TJMT e defende diálogo em decisões na área da saúde

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A programação do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde – Itinerante (FONAJUS Itinerante) em Mato Grosso teve sequência nesta quinta-feira (19) com uma reunião institucional entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso, realizada na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

O encontro reuniu representantes do sistema de justiça, gestores públicos e profissionais da área da saúde para discutir a atuação local diante das demandas relacionadas à judicialização, além de promover a troca de experiências entre o CNJ e os integrantes do colegiado.

Uma mulher de cabelos castanhos lisos, óculos de armação clara e brincos longos, veste blazer bege e concede entrevista segurando microfone da TV JUS.Durante a reunião, a conselheira do CNJ e supervisora do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, Daiane Nogueira de Lira, destacou que o trabalho desenvolvido pelo FONAJUS tem como base o diálogo entre instituições e o fortalecimento das instâncias locais. “O trabalho do FONAJUS é baseado no diálogo institucional e interinstitucional. Parte do FONAJUS Itinerante é legitimar a atuação dos comitês estaduais, que são responsáveis por trazer para o nível local as políticas discutidas nacionalmente. É nos estados que a saúde se realiza, onde as pessoas têm acesso ao atendimento, e é nesse contexto que o trabalho dos comitês se torna fundamental”, afirmou.

A conselheira ressaltou ainda que a visita do CNJ aos estados tem como objetivo ouvir os atores locais, compreender as especificidades regionais e compartilhar experiências entre diferentes unidades da federação. “Nosso papel é ouvir, dialogar e conhecer a realidade local, tanto para compreender desafios quanto para identificar boas práticas que possam ser levadas a outros estados. A saúde é, por natureza, interinstitucional, e exige a participação de diferentes atores para a construção de soluções”, completou.

A juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Luciana da Veiga Oliveira, também destacou a importância dos comitês como espaços de construção conjunta e aprimoramento dos fluxos de trabalho. “Os comitês são espaços importantes para ajustar fluxos, identificar falhas e promover um diálogo horizontal entre as instituições. Mesmo dentro de uma estrutura hierarquizada como o Judiciário, esse ambiente de troca permite avanços significativos, especialmente quando se mantém como foco o atendimento ao usuário do sistema de saúde”, pontuou.

Atuação conjunta e enfrentamento à judicialização

A reunião também foi marcada pela participação de representantes de diferentes instituições, que destacaram a importância do diálogo interinstitucional para o enfrentamento da judicialização da saúde em Mato Grosso.

O promotor de Justiça da 7ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva da Saúde de Cuiabá, Milton Mattos, ressaltou o caráter multidisciplinar do encontro e a relevância do espaço para apresentação de demandas comuns. “Foi uma reunião multidisciplinar com representantes da magistratura estadual e federal, Ministério Público, procuradorias dos municípios da Baixada Cuiabana e da OAB, levando à conselheira do CNJ todas as preocupações dessas categorias em relação à judicialização da saúde. Todos esses atores têm um propósito comum, que é atender o cidadão e evitar que as pessoas tenham complicações de saúde e até venham a óbito”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa fortalece a construção de soluções conjuntas e evidencia o compromisso das instituições com a melhoria do atendimento à população. “É um tema importantíssimo e, com certeza, o Tribunal de Justiça e o CNJ estão de parabéns pela realização desse evento”, completou.

O juiz e coordenador do Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário de Mato Grosso (NatJus), Gerardo Humberto Alves da Silva Junior, destacou que o encontro também foi uma oportunidade para apresentar ao CNJ as ações desenvolvidas no estado. “Mostramos todas as ações, tanto do Comitê de Saúde quanto do NatJus, para a saúde pública local, como o Manual de Atenção à Saúde Pública, o fluxo de cumprimento, o Manual de Atuação no Plantão Judicial e as normativas internas que definem o fluxo para emissão de notas técnicas, especialmente em relação a medicamentos”, explicou.

Ele também enfatizou o caráter aberto do diálogo durante a reunião. “Todos os membros do comitê tiveram a oportunidade de expor suas opiniões, trazer suas inquietações e preocupações, tanto em relação à saúde pública, quanto à suplementar”, disse.

Sobre o cenário de judicialização de demandas de saúde, o magistrado destacou que o comitê atua de forma preventiva e orientativa. “O que temos feito é analisar os casos que geram judicialização e adotar medidas orientativas aos juízes sobre como enfrentar essas demandas”, pontuou, acrescentando que também estão em andamento iniciativas voltadas à estruturação do núcleo técnico para a saúde suplementar.

O Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso atua no acompanhamento das demandas judiciais relacionadas à saúde, além de promover o diálogo entre instituições e oferecer suporte técnico aos magistrados. O colegiado integra o Fórum Nacional da Saúde e contribui para a qualificação das decisões judiciais por meio de informações baseadas em evidências.

Autor: Vitória Maria Sena/Roberta Penha

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Flávia Moretti culpa presidente da Câmara por travar projetos e agravar crise em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), responsabilizou o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), pelo agravamento da crise financeira enfrentada pelo município. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (16), a gestora afirmou que a falta de aprovação de projetos enviados pelo Executivo tem impedido o acesso a recursos e prejudicado o equilíbrio das contas públicas.

As declarações ocorreram após a publicação dos decretos que declararam situação de calamidade financeira no município e no Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Segundo Flávia, a administração assumiu uma dívida bilionária relacionada a precatórios, mas a situação teria sido agravada por decisões tomadas pelo Legislativo. A prefeita afirmou que buscou apoio do presidente da Câmara no início do mandato, mas passou a enfrentar resistência.

“Desde que assumi, pedi apoio ao presidente Wanderley Cerqueira, mas ele decidiu engessar e atrapalhar a prefeitura e a cidade toda”, declarou.

Entre as críticas feitas pela prefeita está a redução da margem de remanejamento do orçamento municipal, que teria passado de 30% para 5%. Segundo ela, a alteração limitou a capacidade da gestão de redistribuir recursos entre as secretarias e afetou áreas consideradas prioritárias.

“Essa medida comprometeu a utilização de verbas destinadas a áreas prioritárias e dificultou o funcionamento da máquina pública”, afirmou.

Outro ponto destacado por Flávia foi a tramitação de projetos de lei encaminhados pela Prefeitura à Câmara. De acordo com a prefeita, mais de 25 propostas consideradas essenciais estão paradas há meses no Legislativo.

“Hoje, temos mais de 25 projetos de leis cruciais parados na Câmara Municipal há meses. Projetos que liberam recursos para a saúde, educação e custeio da cidade. Todos precisam ser votados, mas esses projetos de leis não são sequer pautados pelo presidente”, disse.

A prefeita afirmou ainda que a postura do presidente da Câmara teria motivação política e estaria fazendo com que a população atribuísse ao Executivo problemas relacionados à falta de investimentos e dificuldades na prestação de serviços públicos.

“Essa atitude faz com que a população pense que é a prefeitura que não está fazendo o seu dever”, declarou.

Apesar das críticas ao Legislativo, Flávia Moretti afirmou que a administração municipal seguirá adotando medidas para manter os serviços essenciais e garantir o pagamento dos servidores, enquanto busca reorganizar as finanças de Várzea Grande.

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