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Com liderança do ranking mundial de salto triplo, Mato Grosso termina 1º bloco no Top 10 dos Jogos da Juventude

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Mato Grosso encerra o primeiro bloco dos Jogos da Juventude no Top 10 da competição nacional organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), com quatro medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze. A primeira onda de disputas, que ocorreu de 10 a 14 de setembro, em Brasília (DF), trouxe ainda a liderança do ranking mundial sub-18 no salto triplo, conquistada pelo atleta Davi Lima.

De acordo com o superintendente de Eventos Esportivos da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), Marcelo Cruz, o esporte mato-grossense tem conseguido deixar uma ótima impressão no cenário nacional.

“Até o momento conseguimos ficar em 9º lugar no quadro de medalhas. É uma marca fantástica dentro da maior competição para jovens do Brasil. E ainda não acabou, nosso Estado continua presente nos próximos blocos com centenas de outros atletas”, celebra Marcelo, que também chefia a delegação mato-grossense nos Jogos da Juventude.

Duas medalhas de ouro vieram do ciclismo. O estudante de Marcelândia, Jackson Ferreira, foi campeão na prova de potência máxima. Além disso, ao lado de Camila Daeuble, de Tangará da Serra, trouxe mais um ouro na dupla mista da mesma prova.

Já o atletismo conquistou as outras cinco medalhas. Só no salto triplo foram dois ouros, um de Davi Lima, de Cuiabá, e outro com Beatriz Eustaqui, de Sorriso. Mais duas medalhas de prata vieram na prova de lançamento de disco, com Hentonny Manica, de Peixoto de Azevedo, e Giovana Réia, de Rondonópolis. O jovem Lucas Martins, de Araputanga, garantiu ainda uma medalha de bronze, no salto em altura.

Além das medalhas, o atletismo mato-grossense se destacou no primeiro bloco da competição com a marca histórica de Davi Lima, na final do salto triplo masculino. Aos 17 anos, o estudante saltou 15,79 metros, conquistou o ouro, e garantiu o recorde dos Jogos e ainda o primeiro lugar do ranking mundial da categoria sub-18 no salto triplo.

Mato Grosso nos Jogos da Juventude

Nesse primeiro bloco de competições, 64 estudantes de diferentes municípios mato-grossenses competiram nas modalidades de atletismo, ciclismo, ginástica artística, natação, tiro com arco e tênis de mesa.

Desta segunda-feira (15.9) até sexta (19.9), outros 64 atletas do Estado disputam nas modalidades de triathlon, wrestling, basquetebol, futsal e vôlei de praia.

E de 20 a 25 de setembro, o terceiro e último bloco contará com mais 94 atletas de Mato Grosso, nas modalidades de badminton, ginástica rítmica, judô, taekwondo, handebol e voleibol.

No total, o Governo de Mato Grosso leva a Brasília 225 estudantes, que foram classificados durante os Jogos Estudantis Mato-Grossenses realizados pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

As viagens são divididas em três blocos, de acordo com as modalidades, e são conduzidas pela equipe da Secel, que também chefia a delegação mato-grossense.

Maior competição para jovens no Brasil, os Jogos da Juventude são reconhecidos como uma das principais portas de entrada para novos talentos no esporte olímpico brasileiro. Nesta edição, o evento reúne, em Brasília (DF), 4.700 atletas de todo o país, com idade entre de 15 e 17 anos, em 20 modalidades esportivas.

Fonte: Governo MT – MT

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Entrevista com Jhenifer Heinrich, secretária de comunicação da Prefeitura de Sinop

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Nossa entrevistada da semana é Jhenifer Heinrich, jornalista e especialista em comunicação estratégica, que ocupa o cargo de diretora executiva, ou secretária de Comunicação da Prefeitura de Sinop. Com uma carreira que se estende por mais de 14 anos, ela tem se destacado na comunicação pública, política e corporativa, liderando iniciativas de branding e gestão da comunicação. À frente da ASSECOM de Sinop, Jhenifer busca modernizar a comunicação institucional, promovendo uma interação mais próxima e significativa entre a gestão e a população.

A comunicação da Prefeitura já está presente em canais oficiais, mas ainda é vista como excessivamente institucional. Quais são suas principais estratégias para torná-la mais acessível e conectada à realidade da população?

 

 

A comunicação pública deve ir muito além da simples transmissão de informações; ela precisa ser assimilada e ter significado para quem a recebe. Minha abordagem está fundamentada em três pilares essenciais: uma linguagem acessível, o protagonismo das pessoas e a escuta ativa da população. Estamos empenhados em desburocratizar a comunicação, reduzindo a formalidade sem abrir mão da responsabilidade institucional. A ideia é utilizar uma comunicação clara e respeitosa, que reflita a linguagem cotidiana dos cidadãos. Também é fundamental destacar quem são os beneficiários das ações da gestão, mudando o foco da Prefeitura para os cidadãos e mostrando como suas vidas melhoraram através dos serviços oferecidos.

Quais ações práticas você planeja implementar para garantir que as informações da gestão alcancem todos os públicos, especialmente aqueles com menor acesso digital ou que vivem longe do centro urbano?

Para mim, comunicar efetivamente não significa inundar as pessoas com conteúdo, mas sim garantir que a informação chegue a quem realmente precisa. Estamos trabalhando para descentralizar a comunicação e aumentar a presença da informação nos bairros, utilizando escolas, unidades de saúde e lideranças comunitárias como canais de disseminação. Além disso, já começamos a emitir comunicados específicos para cada unidade de saúde e a utilizar carros de som para atingir a comunidade de forma mais direta.

Os canais tradicionais ainda são vitais. Rádio, carros de som e ações presenciais são fundamentais para atingir públicos que têm pouco acesso digital. Pretendemos continuar essas iniciativas, divulgando também nas redes sociais e no site institucional da Prefeitura. Adaptar a comunicação para diferentes públicos é crucial, pois cada grupo consome informações de maneira distinta.

 

Diante dos desafios da comunicação pública, como você pretende trabalhar o storytelling das ações da gestão para gerar mais engajamento e compreensão por parte da população?

Eu acredito profundamente no poder de contar histórias na comunicação. Não apenas por ser uma jornalista, mas porque reconheço o valor intrínseco de cada narrativa. É fundamental não só divulgar ações, mas também explicar o porquê e o impacto delas na vida da cidade. Busco sempre contextualizar as decisões da gestão, mostrando o que está sendo feito e os motivos que fundamentam cada ação, preparando o cidadão para as informações que virão.

É essencial conectar essas iniciativas a resultados concretos que beneficiem a população. Quando as pessoas percebem os efeitos práticos das ações, a comunicação se torna muito mais eficaz. Além disso, é vital manter uma continuidade na narrativa da gestão, fazendo com que as ações pareçam parte de um planejamento maior e coeso.

A inovação é uma demanda crescente na comunicação institucional. Que tipos de formatos e abordagens você pretende adotar para modernizar a comunicação da Prefeitura de Sinop, sem comprometer a credibilidade e a transparência?

Inovar não é apenas uma opção; é uma necessidade premente. A inovação deve ser parte do nosso cotidiano, atendendo às expectativas dos cidadãos. Estamos aumentando o uso de vídeos curtos, conteúdos explicativos e séries temáticas que aproximam a população do trabalho diário da Prefeitura. Existe uma percepção equivocada de que a gestão pública é lenta, mas quando conseguimos explicar os processos burocráticos, as pessoas entendem essa “demora” como uma responsabilidade da gestão.

Embora inovemos continuamente, é crucial manter uma identidade institucional coesa. Cada canal pode ter sua própria linguagem, mas todos devem transmitir a mesma credibilidade e transparência.

Mesmo sem uma estrutura de secretaria independente, como você pretende manter um alto nível de desempenho e consolidar a comunicação como um eixo estratégico dentro da gestão municipal?

Nunca vi a falta de uma secretaria independente como um obstáculo. O nosso maior ativo é a equipe, composta por profissionais talentosos e dedicados que acreditam no valor da comunicação pública. Um dos nossos maiores desafios tem sido mudar a percepção sobre o papel da comunicação na Prefeitura. Durante muito tempo, ela foi vista apenas como um setor de divulgação ou de gerenciamento de crises. Estamos demonstrando que a comunicação é fundamental para o planejamento e a construção de políticas públicas.

Hoje, participamos das discussões antes que aconteçam, ajudamos a comunicar políticas públicas e antecipamos possíveis ruídos, garantindo que as decisões cheguem à população de forma clara e transparente. Isso só é possível graças a uma equipe técnica altamente qualificada. Meu papel é organizar processos, fornecer direção e criar um ambiente onde cada profissional possa prosperar. Com gestão, alinhamento e propósito, a estrutura deixa de ser um obstáculo.

Qual é a sua visão final sobre a comunicação pública?

A comunicação pública não se resume a produzir conteúdo; trata-se de construir confiança entre a gestão e a população. É essa conexão que buscamos fortalecer todos os dias, pois acreditamos que uma comunicação eficaz é a base para uma governança transparente e participativa.

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