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Destruição rápida de depósito da Educação em Várzea Grande chama atenção de Sérgio Ricardo

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo vistoriou, na tarde de hoje (18) os barracões de depósito da Secretaria de Educação de Várzea Grande, que foram destruídos por incêndio na noite de quarta-feira (17).

No local ele destacou que causa estranheza o fato de que o espaço, que consiste em 10 barracões, ter sido rapidamente totalmente consumido pelas chamas.

 

À imprensa ele reforçou que o TCE tem investigado irregularidades quanto à aquisição e sumiço de livros didáticos e que essa investigação inclui o município de Várzea Grande.

Durante a vistoria ele mostrou pilhas de livros que ainda pegavam fogo no local e também outro ponto do barracão em que as chamas estavam sobre líquido de combustível qu eescorria no local.

 

As causas do incêndio ainda são investigadas. Vereadores têm levantado a suspeita de incêndio criminoso para queimar provas de irregularidades, que teriam sido constadas por eles em vistoria recente.

Sérgio Ricardo reforçou que o TCE vai acompanhar de perto as investigações da Polícia Civil e agir quanto à punição, caso o incêndio tenha ocorrido por negligência ou cauda criminosa.

Nos barracões de depósito da Educação havia, além de livros, a merenda escolar do município, materiais didáticos, equipamentos e seis caminhões alugados, que foram destruídos pelas chamas.

Queima de livros

Na quarta-feira pela manhã, o presidente do TCE havia revelado que o órgão está apurando uma denúncia de que livros escolares de Várzea Grande foram queimados no forno de uma cerâmica. A declaração foi feita durante uma live nas redes sociais.

Sérgio Ricardo informou que está realizando uma auditoria e buscando provas para confirmar a denúncia.

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Ex-diretor da Unimed Cuiabá continuará como réu em processo sobre irregularidades contábeis

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Justiça mantém ex-presidente da Unimed Cuiabá como réu em ação sobre supostas fraudes contábeis e rombo de R$ 400 milhões

O ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, continuará respondendo à ação penal que apura supostas fraudes contábeis e o envio de informações falsas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A decisão foi proferida pelo juiz federal Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, que rejeitou recursos apresentados por parte dos acusados e manteve o entendimento adotado em maio deste ano, quando negou os pedidos de absolvição antecipada.

De acordo com a denúncia, as irregularidades investigadas teriam causado um prejuízo estimado em R$ 400 milhões à cooperativa médica entre os anos de 2019 e 2023.

Além de Rubens, também são réus no processo Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, Jaqueline Proença Larréa Mees, Eroaldo de Oliveira, Tatiana Gracielle Bassan Leite e Ana Paula Parizotto. O grupo foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso.

Os recursos analisados pelo magistrado foram apresentados pelas defesas de Ana Paula, Eroaldo, Tatiana e Jaqueline. Os advogados alegaram supostas falhas na decisão anterior, questionando a validade de provas, perícias e aspectos relacionados à colaboração premiada firmada por uma das acusadas.

Ao examinar os pedidos, o juiz concluiu que não havia qualquer erro, omissão ou contradição na decisão contestada. Segundo ele, as defesas buscaram apenas rediscutir questões já apreciadas pelo juízo, demonstrando inconformismo com as conclusões anteriormente adotadas.

Jeferson Schneider também manteve o entendimento de que a colaboração premiada firmada por Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma não apresentou fatos novos capazes de justificar a reabertura do prazo para manifestação dos demais acusados.

Outro pedido rejeitado foi o de inclusão, nos autos, de um vídeo contendo declarações do procurador da República Pedro Melo Pouchain Ribeiro durante uma assembleia da Unimed Cuiabá. Para o magistrado, o material não possui relação direta com os fatos apurados na ação penal.

Durante a tramitação dos recursos, defesa e acusação trocaram acusações sobre possíveis irregularidades processuais. Ao final da decisão, o juiz autorizou tanto os advogados dos réus quanto o Ministério Público Federal a obter cópias integrais dos autos para adoção das medidas que considerarem cabíveis perante as instâncias competentes.

Com a rejeição dos recursos, a ação penal segue seu curso regular na Justiça Federal, mantendo todos os acusados no processo enquanto prossegue a apuração das supostas irregularidades.

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