Mato Grosso
Gilberto Mello lança candidatura a deputado federal nesta quinta-feira em Chapada dos Guimarães
Mato Grosso
O vereador Gilberto Mello (PL) realiza nesta quinta-feira (20), às 19h, em Chapada dos Guimarães, o lançamento oficial de sua campanha a deputado federal nas eleições de 2026. O evento será realizado no Salão do Divino, no bairro São Sebastião, e deve reunir apoiadores, lideranças políticas e moradores do município.
Na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, Gilberto Mello adotará o número 2220. A legislação eleitoral permite que vereadores disputem outros cargos eletivos sem a necessidade de renunciar ao mandato para participar da eleição.
O lançamento ocorre após o presidente estadual do PL, Ananias Filho, destacar a candidatura de Gilberto como um dos nomes da legenda para a disputa proporcional. Segundo o dirigente, o vereador possui histórico de militância partidária e vem apresentando competitividade nas pesquisas.
A candidatura marca uma nova etapa na trajetória política de Gilberto Mello, que pretende ampliar sua atuação para o cenário federal e defender pautas relacionadas ao desenvolvimento de Chapada dos Guimarães e da Baixada Cuiabana.
Entre as principais bandeiras apresentadas pelo candidato está o fortalecimento do turismo como instrumento de desenvolvimento econômico. A proposta é fazer com que o crescimento do fluxo turístico também resulte em mais emprego, renda e oportunidades para a população local.
“Estar na Câmara Federal é essencial para transformar o potencial turístico de Chapada em mais geração de emprego, renda e oportunidades para a nossa população”, afirma Gilberto.
Trajetória política e cultural
Gilberto Mello possui uma trajetória ligada à política, à administração pública e à cultura de Chapada dos Guimarães. Além de já ter comandado a Prefeitura do município e ocupado o cargo de secretário municipal de Cultura, atualmente exerce mandato de vereador, após ter sido eleito como o mais votado na última eleição municipal.
Na área cultural, ganhou projeção como idealizador do formato atual do Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães. Sob o novo modelo, o evento passou a receber grandes atrações, ampliou o público e ganhou espaço no calendário cultural de Mato Grosso.
A realização do festival também contribuiu para movimentar setores ligados ao turismo, comércio e serviços, reforçando a posição de Chapada dos Guimarães como um dos principais destinos turísticos e culturais do Estado.
Com a candidatura à Câmara Federal, Gilberto pretende levar essa agenda para Brasília, buscando ampliar a articulação por investimentos e recursos voltados ao turismo, à cultura e ao desenvolvimento econômico de Chapada dos Guimarães e da região.
Mato Grosso
Sindicalista persegue presidente da Fessp
TRE-MT arquivou ação contra candidata após identificar erros processuais; autora é esposa de sindicalista envolvido em conflito com Carmen.
Uma disputa que envolve dirigentes sindicais de Mato Grosso acabou chegando à Justiça Eleitoral durante o período de registro de candidaturas. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) encerrou, nesta quinta-feira (20), uma ação que buscava retirar Carmen Machado (PV) da disputa pelo Senado.
Carmen é candidata a 2ª suplente na chapa encabeçada pelo ex-ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD).
O processo foi movido por Lisnayra Raquel de Moraes, esposa do sindicalista Antonio Wagner. Na ação, ela sustentava que Carmen não teria deixado a presidência da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (Fessp-MT) dentro do período estabelecido pela legislação eleitoral.
A tentativa, porém, não avançou. O juiz Raphael de Freitas Arantes entendeu que a autora não poderia apresentar aquele tipo de ação e que o procedimento escolhido também não era o adequado para questionar a candidatura.
De acordo com o magistrado, a legislação eleitoral estabelece um grupo específico de pessoas e instituições habilitadas a contestar formalmente um registro de candidatura. Entre elas estão candidatos, partidos, federações, coligações e o Ministério Público Eleitoral.
Como Lisnayra não se enquadrava nessas condições, o caminho disponível seria outro. Ela poderia apresentar uma Notícia de Inelegibilidade, que deveria ser analisada dentro do processo de registro da própria candidatura de Carmen.
O problema, segundo o relator, é que a contestação foi apresentada como uma ação independente.
A situação também não poderia ser corrigida por meio da chamada fungibilidade processual. O juiz considerou relevante o fato de a autora estar acompanhada por advogado e, por isso, afastou a possibilidade de converter o procedimento utilizado em outro instrumento processual.
Dessa forma, o processo foi encerrado sem que o TRE-MT analisasse se Carmen Machado realmente poderia ou não permanecer na disputa.
“Reconheço a ilegitimidade ativa ad causam da requerente e a inadequação da via eleita”, registrou Raphael de Freitas Arantes na decisão.
Com o fim do processo e após o trânsito em julgado, a ação deverá ser arquivada.
CONFLITO ANTERIOR
A disputa judicial possui um histórico que antecede o período eleitoral.
Antonio Wagner, marido da autora da ação, já havia entrado em conflito com Carmen Machado no ambiente sindical. Em março deste ano, ele foi afastado de uma federação sindical após acusações envolvendo assédio moral e discriminação de gênero contra Carmen.
O episódio também chegou à Polícia Civil.
Em fevereiro, a delegada Judá Maali Pinheiro Marcondes solicitou a prisão preventiva de Antonio Wagner, além de medidas de busca e apreensão, em investigação relacionada a denúncias de ameaça, violência psicológica e perseguição em contexto de violência de gênero.
Antonio Wagner é presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig-MT).
A investigação teve origem em uma denúncia apresentada por Carmen. Segundo o relato feito por ela às autoridades, os episódios teriam provocado problemas como insônia, crises de ansiedade e dificuldade de concentração.
Carmen também relatou que vinha sendo exposta e constrangida publicamente, além de receber ameaças indiretas. Parte dos episódios, segundo o relato, teria ocorrido em grupos de WhatsApp e outras redes sociais.
Apesar do histórico entre os envolvidos, o TRE-MT não entrou no mérito dessas acusações ao julgar a ação eleitoral. A decisão desta quinta-feira tratou exclusivamente das condições processuais para apresentação da contestação contra o registro da candidatura.
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