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Inscrições para processo seletivo de bombeiros temporários começam nesta segunda-feira (15)

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Começa nesta segunda-feira (15.9) o período de inscrições para o processo seletivo simplificado do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), que visa a formação de cadastro de reserva para os cargos de soldado BM de segunda classe temporário, nas especialidades de auxiliar e condutor.

Os aprovados vão atuar tanto nas unidades já em funcionamento quanto nas novas unidades que serão inauguradas no estado, ampliando a capacidade de resposta do CBMMT.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo site https://seletivo.seplag.mt.gov.br até o dia 26 de setembro. Podem participar candidatos com idade entre 18 e 35 anos, que tenham ensino médio completo e Carteira Nacional de Habilitação válida, categoria B para auxiliar e categoria D para condutor.

A remuneração é de R$ 3.602,23, acrescida de auxílio-alimentação no valor de R$ 486,14. A jornada de trabalho poderá ser realizada em escala para serviços operacionais e/ou em expediente diário para atividades administrativas.

Conforme o tenente-coronel BM Rafael Corrêa dos Reis, presidente da comissão organizadora do processo seletivo, este novo edital inclui municípios que não participaram do processo seletivo anterior, por não terem unidades inauguradas na época, além de cidades onde todos os aprovados já foram convocados e não há mais nomes na lista de espera.

“Como não há aprovados aguardando convocação e, diante da crescente necessidade operacional da corporação nessas regiões, realizamos este novo processo seletivo. Além da especialidade de auxiliar, o edital contempla também a seleção para condutor, visando fortalecer ainda mais nosso efetivo”, explicou.

Os candidatos à especialidade de auxiliar poderão escolher, no momento da inscrição, o polo onde desejam atuar. A opção inclui municípios com unidades já instaladas, como Poconé, Água Boa, Comodoro, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Campo Novo do Parecis, além de cidades que receberão novas unidades, como Sapezal, Juara, Canarana, Mirassol D’Oeste, Querência, Tapurah, Aripuanã e Paranatinga.

Para a especialidade de condutor, que é novidade neste processo seletivo, os interessados também poderão optar entre municípios com unidades já estabelecidas e cidades onde as novas unidades ainda serão implantadas. A lista de municípios está descrita no edital.

Fases do seletivo

O processo seletivo está dividido em diferentes etapas, conforme a especialidade. Para o especialista condutor, o processo contará com quatro fases: Avaliação de Títulos e Experiência Profissional, Prova Escrita, Teste de Aptidão Física (TAF) e Investigação Social e Documental. Já para auxiliar serão três etapas: Prova Escrita, Teste de Aptidão Física (TAF) e Investigação Social e Documental.

A prova escrita para condutor abordará os seguintes conteúdos: Legislação de Trânsito, Direção Defensiva, Noções de Primeiros Socorros, Mecânica Básica, Condução de Viatura em Situações Especiais, além de Ética, Disciplina e Postura Profissional. Serão 33 questões, com pontuação máxima de 50 pontos.

Para a especialidade de auxiliar, o conteúdo da prova incluirá Matemática, Língua Portuguesa, Noções de Primeiros Socorros, além de Geografia e História de Mato Grosso. A prova será composta por 34 questões, também com pontuação máxima de 50 pontos.

O candidato que não atingir a pontuação mínima de 40% do somatório de pontos da prova objetiva será eliminado do processo seletivo.

A aplicação da prova escrita está prevista para o dia 12 de outubro, enquanto o Teste de Aptidão Física (TAF) será realizado entre 3 e 9 de novembro. Todas as etapas do processo seletivo serão divulgadas no Diário Oficial do Estado e no site https://seletivo.seplag.mt.gov.br.

Consulte o edital completo aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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Entrevista com Jhenifer Heinrich, secretária de comunicação da Prefeitura de Sinop

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Nossa entrevistada da semana é Jhenifer Heinrich, jornalista e especialista em comunicação estratégica, que ocupa o cargo de diretora executiva, ou secretária de Comunicação da Prefeitura de Sinop. Com uma carreira que se estende por mais de 14 anos, ela tem se destacado na comunicação pública, política e corporativa, liderando iniciativas de branding e gestão da comunicação. À frente da ASSECOM de Sinop, Jhenifer busca modernizar a comunicação institucional, promovendo uma interação mais próxima e significativa entre a gestão e a população.

A comunicação da Prefeitura já está presente em canais oficiais, mas ainda é vista como excessivamente institucional. Quais são suas principais estratégias para torná-la mais acessível e conectada à realidade da população?

 

 

A comunicação pública deve ir muito além da simples transmissão de informações; ela precisa ser assimilada e ter significado para quem a recebe. Minha abordagem está fundamentada em três pilares essenciais: uma linguagem acessível, o protagonismo das pessoas e a escuta ativa da população. Estamos empenhados em desburocratizar a comunicação, reduzindo a formalidade sem abrir mão da responsabilidade institucional. A ideia é utilizar uma comunicação clara e respeitosa, que reflita a linguagem cotidiana dos cidadãos. Também é fundamental destacar quem são os beneficiários das ações da gestão, mudando o foco da Prefeitura para os cidadãos e mostrando como suas vidas melhoraram através dos serviços oferecidos.

Quais ações práticas você planeja implementar para garantir que as informações da gestão alcancem todos os públicos, especialmente aqueles com menor acesso digital ou que vivem longe do centro urbano?

Para mim, comunicar efetivamente não significa inundar as pessoas com conteúdo, mas sim garantir que a informação chegue a quem realmente precisa. Estamos trabalhando para descentralizar a comunicação e aumentar a presença da informação nos bairros, utilizando escolas, unidades de saúde e lideranças comunitárias como canais de disseminação. Além disso, já começamos a emitir comunicados específicos para cada unidade de saúde e a utilizar carros de som para atingir a comunidade de forma mais direta.

Os canais tradicionais ainda são vitais. Rádio, carros de som e ações presenciais são fundamentais para atingir públicos que têm pouco acesso digital. Pretendemos continuar essas iniciativas, divulgando também nas redes sociais e no site institucional da Prefeitura. Adaptar a comunicação para diferentes públicos é crucial, pois cada grupo consome informações de maneira distinta.

 

Diante dos desafios da comunicação pública, como você pretende trabalhar o storytelling das ações da gestão para gerar mais engajamento e compreensão por parte da população?

Eu acredito profundamente no poder de contar histórias na comunicação. Não apenas por ser uma jornalista, mas porque reconheço o valor intrínseco de cada narrativa. É fundamental não só divulgar ações, mas também explicar o porquê e o impacto delas na vida da cidade. Busco sempre contextualizar as decisões da gestão, mostrando o que está sendo feito e os motivos que fundamentam cada ação, preparando o cidadão para as informações que virão.

É essencial conectar essas iniciativas a resultados concretos que beneficiem a população. Quando as pessoas percebem os efeitos práticos das ações, a comunicação se torna muito mais eficaz. Além disso, é vital manter uma continuidade na narrativa da gestão, fazendo com que as ações pareçam parte de um planejamento maior e coeso.

A inovação é uma demanda crescente na comunicação institucional. Que tipos de formatos e abordagens você pretende adotar para modernizar a comunicação da Prefeitura de Sinop, sem comprometer a credibilidade e a transparência?

Inovar não é apenas uma opção; é uma necessidade premente. A inovação deve ser parte do nosso cotidiano, atendendo às expectativas dos cidadãos. Estamos aumentando o uso de vídeos curtos, conteúdos explicativos e séries temáticas que aproximam a população do trabalho diário da Prefeitura. Existe uma percepção equivocada de que a gestão pública é lenta, mas quando conseguimos explicar os processos burocráticos, as pessoas entendem essa “demora” como uma responsabilidade da gestão.

Embora inovemos continuamente, é crucial manter uma identidade institucional coesa. Cada canal pode ter sua própria linguagem, mas todos devem transmitir a mesma credibilidade e transparência.

Mesmo sem uma estrutura de secretaria independente, como você pretende manter um alto nível de desempenho e consolidar a comunicação como um eixo estratégico dentro da gestão municipal?

Nunca vi a falta de uma secretaria independente como um obstáculo. O nosso maior ativo é a equipe, composta por profissionais talentosos e dedicados que acreditam no valor da comunicação pública. Um dos nossos maiores desafios tem sido mudar a percepção sobre o papel da comunicação na Prefeitura. Durante muito tempo, ela foi vista apenas como um setor de divulgação ou de gerenciamento de crises. Estamos demonstrando que a comunicação é fundamental para o planejamento e a construção de políticas públicas.

Hoje, participamos das discussões antes que aconteçam, ajudamos a comunicar políticas públicas e antecipamos possíveis ruídos, garantindo que as decisões cheguem à população de forma clara e transparente. Isso só é possível graças a uma equipe técnica altamente qualificada. Meu papel é organizar processos, fornecer direção e criar um ambiente onde cada profissional possa prosperar. Com gestão, alinhamento e propósito, a estrutura deixa de ser um obstáculo.

Qual é a sua visão final sobre a comunicação pública?

A comunicação pública não se resume a produzir conteúdo; trata-se de construir confiança entre a gestão e a população. É essa conexão que buscamos fortalecer todos os dias, pois acreditamos que uma comunicação eficaz é a base para uma governança transparente e participativa.

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