Cuiabá
Janaina critica Abilio por antecipar debate eleitoral: “briga por poder”; veja vídeo
Cuiabá
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) criticou o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), por antecipar o debate eleitoral. Janaina disse que não vai brigar por poder e ressaltou que a discussão de alianças devem ser feitas em 2026. A deputada sinalizou estar aberta a “dobradinha” ao Senado com o PL, no entanto, Abilio rechaçou a aproximação do partido com o MDB, comparando os filiados à sigla a “novos Fávaros”.
“O debate eleitoral tem que ficar para o ano eleitoral e o período eleitoral, o qual é determinado pela nossa legislação eleitoral brasileira”, disse Janaina Riva nesta segunda-feira (8)
Janaina provocou Abilio, pontuando que os “políticos estão desacreditados” pelos eleitores devido a troca de farpas em público ao invés de investir na solução de problemas. A deputada ainda aproveitou a visibilidade para falar sobre a dificuldade que parte das gestantes têm de garantir a cesariana pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Janaina citou requerimento do presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (PSB), à Comissão de Saúde, para investigar os atendimentos às gestantes nos hospitais públicos de MT.
“Nós não devemos brigar por poder, nós devemos brigar por propostas. Nós não devemos brigar para estarmos ocupando cargos públicos, mas sim para fazermos alguma coisa enquanto nós ocupamos esses cargos. Essa é a minha opinião sobre o tema. Esse assunto tem que sair das quatro paredes hospitalares e eles têm que vir a público. Porque nós, mulheres, merecemos tratamento digno”, falou.
Após a saída da base do governador Mauro Mendes (União Brasil), a deputada age com cautela, calculando as palavras para não ser cancelada na extrema-direita. Para Janaina, está em jogo a estabilidade política e a familiar, uma vez que seu sogro, o senador Wellington Fagundes (PL) é pré-candidato ao governo e, à exemplo de outras eleições, ela pode decidir por apoiá-lo.
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Cuiabá
Moretti diz que foi difícil contrariar o PL, mas afirma: “Não dava para caminhar com Wellington”
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que a decisão de contrariar a orientação do próprio partido e apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo de Mato Grosso não foi simples. Após a confirmação da vitória do governador nas urnas, ela voltou a explicar os motivos que a levaram a escolher um caminho diferente do candidato de sua legenda, Wellington Fagundes.
Moretti acompanhou a comemoração da vitória de Pivetta na noite deste domingo (4), na Praça do Choppão, em Cuiabá. A prefeita disse estar “muito feliz” com o resultado e destacou também a relação de amizade que mantém com o governador reeleito.
Durante a declaração, a prefeita reconheceu que havia uma expectativa de que seguisse a candidatura de Wellington por ambos serem filiados ao PL. No entanto, afirmou que, diante do cenário político, decidiu apoiar Pivetta.
“Foi difícil decidir esse apoio, porque a gente tinha o PL, o candidato do partido, mas não dava para caminhar com ele”, declarou Moretti.
A posição adotada pela prefeita provocou desgaste em sua relação com setores da direção estadual do PL durante a campanha. Em setembro, Moretti chegou a admitir a possibilidade de deixar a legenda e afirmou ter recebido convites de outros partidos, entre eles o Republicanos, de Pivetta.
A mudança de posicionamento também ocorreu depois de meses de tensão política entre Moretti e integrantes do PL. Antes do período eleitoral, a prefeita havia afirmado que acompanharia a orientação partidária e manifestado apoio a Wellington, mas posteriormente passou a atuar publicamente pela candidatura de Pivetta.
A aposta de Moretti terminou com a reeleição de Pivetta. O governador conquistou 848.298 votos, 61,14% dos votos válidos, e garantiu mais quatro anos no comando do Estado ainda no primeiro turno.
Wellington Fagundes terminou em segundo lugar, com 430.442 votos, equivalentes a 23,19%, diferença de 154.832 votos para Pivetta.
O resultado também marcou uma derrota eleitoral para o candidato do PL, que havia apostado na disputa pelo Palácio Paiaguás enquanto mantinha o mandato de senador até 2031.
Para Moretti, a vitória de Pivetta representa também a confirmação da escolha política feita durante a campanha, mesmo diante do conflito com a direção do partido ao qual ainda pertence.
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