Mato Grosso
Justiça segura eleição da Mesa Diretora após ação de vereadores e quer explicações do presidente
Mato Grosso
Justiça decidiu não analisar de imediato o pedido para obrigar a Câmara Municipal de Várzea Grande a realizar uma nova eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Antes de decidir sobre a medida de urgência, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública, determinou que o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira, seja ouvido no processo.
A ação foi apresentada pelos vereadores Lucas Ribeiro Ductievicz, Bruno Lins Rios, Adilson Luiz Mayer de Arruda, Calistro Lemes do Nascimento e Charles Fabiano Araújo Quadro. Eles recorreram à Justiça após Cerqueira rejeitar um pedido administrativo para convocação de uma sessão extraordinária destinada à escolha da nova composição da Mesa.
Os parlamentares pretendiam obter uma decisão que obrigasse o presidente a convocar a eleição no prazo de 24 horas, sob pena de multa. Como alternativa, pediram que a responsabilidade pela condução do processo eleitoral fosse transferida ao 1º vice-presidente da Câmara.
Ao analisar o caso, Carlos Roberto Barros de Campos considerou necessário ouvir os envolvidos antes de decidir sobre a liminar. O magistrado ponderou que a intervenção do Judiciário em questões relacionadas à organização interna do Poder Legislativo deve ser excepcional, em respeito à independência entre os Poderes.
Outro ponto considerado pelo juiz foi o fato de a próxima Mesa Diretora assumir o comando da Câmara somente em 1º de janeiro de 2027. Na avaliação inicial do magistrado, essa circunstância reduz o risco de um prejuízo imediato à administração ou ao futuro mandato.
A disputa em torno do comando do Legislativo começou depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a eleição antecipada realizada pela Câmara em 14 de maio deste ano. O entendimento foi de que a escolha havia ocorrido antes do período admitido pela jurisprudência da Corte, que estabelece como marco temporal outubro do ano anterior ao início do mandato.
Com a chegada de outubro, os cinco vereadores apresentaram o Processo Administrativo nº 67603/2026 e solicitaram uma nova votação. O requerimento contou ainda com um abaixo-assinado apoiado por 15 parlamentares.
Wanderley Cerqueira, porém, rejeitou a solicitação em 1º de outubro. Entre os argumentos apresentados, apontou a existência de um Agravo Regimental ainda pendente de julgamento presencial no STF e a suspensão da tramitação de processos locais relacionados à controvérsia.
Foi após essa negativa que os vereadores ingressaram na Justiça.
Agora, Cerqueira deverá ser notificado pessoalmente e terá prazo de 10 dias para apresentar informações. A representação jurídica do município e da Câmara também será comunicada para que possa se manifestar no processo.
Depois dessa etapa, o caso será encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que terá outros 10 dias para emitir parecer. Somente então os autos voltarão ao juiz, que decidirá se concede ou não a liminar para determinar a realização da nova eleição da Mesa Diretora.
Mato Grosso
Max ‘fecha’ com 18 deputados e mira 130 prefeitos para ampliar votação de Flávio Bolsonaro em MT
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que Mato Grosso pode ampliar em até 10 pontos percentuais a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (7), durante ato suprapartidário que reuniu deputados estaduais, lideranças políticas e candidatos eleitos em apoio à candidatura do senador.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 65,15% dos votos válidos em Mato Grosso, e Lula (PT) ficou em segundo lugar, com 29,18%.
Para Max, uma das estratégias é ampliar o comparecimento às urnas. No primeiro turno, cerca de 600 mil eleitores de Mato Grosso se abstiveram de votar.
Por isso, o deputado defendeu uma mobilização direta nos municípios, com diálogo com eleitores e busca por votos de candidatos que não chegaram à segunda etapa. “Se Mato Grosso subir 10% de voto, vai dar quase 200 mil votos. Isso pode ser uma diferença em uma eleição disputada como essa”, afirmou Max.
Ainda segundo Max Russi, 18 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso já manifestaram apoio ao candidato do PL.
A articulação surgiu a partir de uma proposta do deputado Gilberto Cattani (PL) e ganhou adesão de parlamentares de diferentes siglas. A mobilização também foi formalizada por meio de uma carta de apoio apresentada durante o encontro.
Durante o encontro, os participantes também mencionaram a expectativa de adesão de mais de 130 prefeitos de Mato Grosso à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Participaram do ato os deputados estaduais eleitos e reeleitos Max Russi (Podemos), Gilberto Cattani (PL), Chico Guarnieri (PSDB), Fabinho Tardin (Podemos), Léo Bortolin (MDB), Alessandra Ferreira (Podemos), Valmir Moretto (Republicanos), Sebastião Rezende (União Brasil), Nininho (Republicanos), Beto Dois a Um (Podemos), Dr. João (MDB), Thiago Silva (MDB), Ulysses Moraes (Podemos) e Samantha do Abílio (PL).
Também participaram Elson Ramos (Podemos), eleito suplente de senador na chapa de Mauro Mendes; Coronel Roveri (PL), eleito deputado federal; e Ilde Taques (Podemos), vereador e presidente eleito da Câmara Municipal de Cuiabá. E Fernando Gorgen (Podemos), Fred Murta (Podemos) e Eduardo Sanches (União), que disputaram as eleições de 2026.
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