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Mato Grosso puxa alta na estimativa de produção agrícola e consolida liderança nacional

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Mato Grosso segue consolidado como o maior produtor de grãos do país, com participação de 31,5% na safra nacional, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referente ao mês de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao mês anterior, o estado apresentou um acréscimo de 3,6 milhões de toneladas nas estimativas de produção, o maior crescimento absoluto entre todos os estados.

A estimativa nacional para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 332,6 milhões de toneladas, 13,6% maior que a registrada em 2024. Nesse contexto, o desempenho de Mato Grosso tem papel estratégico para sustentar o crescimento do setor agrícola brasileiro.

A produção de algodão em caroço no estado deve alcançar 6,6 milhões de toneladas, o que representa 71,2% da produção nacional. O volume estimado cresceu 2,1% em relação ao mês anterior e 4,1% frente ao que foi colhido em 2024.

Apesar das chuvas irregulares no início da safra, o uso de máquinas mais modernas permitiu a recuperação do cronograma de plantio, especialmente na soja, o que manteve a janela ideal para a segunda safra do algodão. Os bons volumes de precipitação registrados nos primeiros meses de 2025 também contribuíram para elevar o potencial produtivo das lavouras.

A secretária Adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Linacis Silva Vogel Lisboa, observa que o setor movimenta diferentes cadeias produtivas no estado.

“Hoje mais de 50% do PIB de Mato Grosso decorre da atividade do agronegócio. Quando eu falo agronegócio, não é somente agricultura e pecuária. É todo o conjunto de atividades que compõem a cadeia produtiva, juntamente com serviços agregados. Então, ele é hoje um dos pilares do crescimento de Mato Grosso, colocando o Estado em evidência em termos de desenvolvimento econômico”, afirmou.

Outro destaque é a produção de milho. Na primeira safra, a estimativa subiu 12,7% em relação ao mês anterior. Já na segunda safra, a principal do estado, a previsão é de 49 milhões de toneladas, crescimento de 4% frente ao levantamento anterior e de 3,1% em relação ao que foi colhido em 2024.

Mato Grosso responde por 46,7% da produção nacional de milho de segunda safra. O prolongamento do período chuvoso tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, mesmo em regiões onde o plantio foi iniciado com atraso.

A soja também apresentou avanço expressivo. A estimativa de produção no estado aumentou 3% em comparação ao mês anterior, o que representa um acréscimo de 1,5 milhão de toneladas. O resultado de Mato Grosso contribui diretamente para o recorde nacional da oleaginosa em 2025, com previsão de 165,2 milhões de toneladas colhidas, alta de 13,9% em relação a 2024.

No caso do arroz, apesar de a região Centro-Oeste responder por apenas 6,7% da produção nacional, o crescimento percentual foi o maior entre as regiões do país, com destaque para Mato Grosso, que teve alta de 44,6% na estimativa de produção. O avanço nacional foi de 15,9% em relação ao ano passado.

Linacis também destaca que o bom desempenho do setor produtivo tem impactos diretos no desenvolvimento de Mato Grosso.

“Mato Grosso consegue fazer investimentos em ordem de 20% da receita líquida do Estado. É extraordinário. Além disso, a agroindustrialização do nosso estado também está em crescimento. Hoje, da soja produzida no nosso estado, 30% já é industrializada aqui. Do milho produzido em nosso estado, 30% já é industrializado em Mato Grosso”, completou.

Fonte: Governo MT – MT

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Governo de MT prorroga diferimento do ICMS para fertilizantes e mantém benefício até dezembro de 2026

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O Governo de Mato Grosso publicou decreto que prorroga o diferimento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) nas operações internas com fertilizantes, adubos e insumos utilizados na produção agropecuária, mantendo o tratamento tributário até 31 de dezembro de 2026.

A nova regulamentação incorpora autorizações previstas em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e ajusta a legislação estadual às mudanças recentes no tratamento tributário aplicado ao setor. Entre os principais pontos, o decreto dispensa a exigência de estorno proporcional do crédito do ICMS nas operações de importação de fertilizantes e insumos, desde que as saídas subsequentes estejam alcançadas pela redução da base de cálculo prevista na legislação.

Para ter direito à dispensa do estorno, o contribuinte deverá comprovar o efetivo recolhimento do ICMS incidente sobre a importação para Mato Grosso. Além disso, as mercadorias importadas deverão ser destinadas ao uso em processo industrial ou produtivo de estabelecimento localizado no Estado ou à comercialização exclusiva em operações internas.

O decreto também estabelece limites e critérios para a manutenção do crédito do imposto. O valor do crédito de ICMS fica limitado a 4% sobre o valor das entradas dos fertilizantes e insumos, sendo vedada a restituição ou compensação de valores já recolhidos. A dispensa não se aplica ao crédito decorrente do serviço de transporte das mercadorias, hipótese em que o estorno permanece obrigatório.

A medida preserva o equilíbrio fiscal e garante previsibilidade ao setor produtivo, ao mesmo tempo em que mantém uma alternativa tributária compatível com a carga definida nacionalmente para fertilizantes.

De acordo com o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, o ajuste na legislação assegura segurança jurídica aos contribuintes e mantém a competitividade do agronegócio mato-grossense.

“Estamos adequando a legislação estadual às regras nacionais, garantindo clareza, segurança jurídica e controle fiscal. O diferimento do ICMS para fertilizantes é um instrumento importante para reduzir custos de produção, mas sempre com critérios bem definidos e acompanhamento para preservar o equilíbrio das contas públicas”, destacou.

Fonte: Governo MT – MT

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