Mato Grosso

Mauro Mendes aponta falha na montagem de chapa e projeta eleição de dois estaduais no UB

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O ex-governador de Mato Grosso, presidente estadual do União Brasil e candidato ao Senado, Mauro Mendes, analisou em entrevista a montagem da chapa proporcional do partido para a Assembleia Legislativa. O dirigente projetou que a legenda deve garantir duas cadeiras no Parlamento estadual nas eleições de outubro, reconhecendo que o resultado reflete os limites da composição formada para a disputa.

Ao detalhar a viabilidade eleitoral dos nomes que disputam o pleito pela sigla, Mendes apontou os deputados com maior densidade de votos como pilares para atingir o quociente necessário.

“Formou-se uma chapa ali que hoje tem condição de fazer dois deputados com certeza. O Dilmar tem um potencial grande, o Júlio tem potencial, o Sebastião Rezende tem potencial. Só os três chegam próximo já de duas vagas. Com os demais, nós garantimos duas vagas com certeza”, avaliou o presidente regional do partido.

O candidato ao Senado fez uma autocrítica pública sobre a articulação do grupo e admitiu que o processo de atração de novos quadros ficou aquém do esperado. “Nessa construção houve falha, sim. E a maior falha é dos maiores interessados, que são os próprios deputados estaduais. Nos outros partidos, eu vi os deputados estaduais trabalhando essa formação partidária”, apontou o líder.

Mauro Mendes atribuiu diretamente aos parlamentares de mandato a responsabilidade pela falta de fortalecimento da nominata proporcional da sigla. “O fator preponderante, na minha opinião, foi a falta de empenho dos próprios deputados estaduais em trazer quadros para dentro do partido para formar uma chapa mais densa”, finalizou o ex-governador.

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PL abre processo contra prefeitos que declararam apoio a Pivetta

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O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, anunciou a abertura de um procedimento interno contra os prefeitos Flávia Moretti, de Várzea Grande, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste. Os três gestores declararam apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado, contrariando a posição oficial da legenda, que lançou o senador Wellington Fagundes para a disputa.

Segundo Ananias, o caso já foi encaminhado ao departamento jurídico do partido, que prepara a portaria responsável por formalizar a abertura da apuração. Os prefeitos deverão ter assegurado o direito de defesa e, ao término do procedimento, o relator poderá sugerir a expulsão dos filiados.

“Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório e eu, se eu fosse relator de algum caso, como esse, eu relatava pela expulsão”, declarou o dirigente.

A medida ocorre em meio ao racha dentro do PL em relação à eleição para o Governo de Mato Grosso. Enquanto Wellington Fagundes foi escolhido pela legenda para disputar o Palácio Paiaguás, os três prefeitos decidiram apoiar Pivetta, que busca a reeleição pelo Republicanos.

Ananias afirmou que não considera um problema o fato de um integrante do partido discordar da orientação da sigla. A crítica, segundo ele, está relacionada à permanência dos prefeitos no PL enquanto manifestam apoio a um candidato de outra legenda.

“Eu não acho ruim a pessoa se posicionar, eu só acho ruim a pessoa não ter hombridade de chegar no partido e falar, olha, eu vou me afastar do partido, eu vou desfiliar do partido e vou apoiar outro candidato”, afirmou.

O presidente estadual do PL também acusou os gestores de terem utilizado a estrutura partidária para conquistar os respectivos mandatos e, por isso, defendeu que eles deveriam ter deixado a legenda antes de declarar apoio a um adversário político.

“Lógico, eu vejo isso dessa forma, porque quem usa o partido pode até discordar do rumo que o partido está dando, mas ele que usou toda a estrutura do partido, recebeu recurso público que é público, mas que é destinado por delegação aos partidos, ele deveria ter a hombridade de falar, poxa, eu tive essa estrutura, eu tive esse apoiamento e agora eu acho que eu vou retribuir. Mas cada um responde pelos seus atos”, disse.

Apesar de admitir a possibilidade de expulsão, Ananias ressaltou que essa não é a finalidade específica do procedimento instaurado contra os prefeitos. De acordo com ele, inicialmente será feita uma análise da conduta dos filiados e, somente depois, o relator apresentará suas conclusões.

A previsão do dirigente é de que o processo seja concluído em até 60 dias. Durante esse período, os prefeitos poderão apresentar suas defesas antes da decisão final sobre a situação de cada um dentro do partido.

“Abrir o procedimento, dá-lhe o amplo direito de defesa, que é normal aí, nesses 30, 40 dias, 60 dias, resolve”, afirmou Ananias.

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