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Max Russi assume papel decisivo nas alianças; Elson Ramos desponta como cotado para vice

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Os dois principais grupos que disputam o Palácio Paiaguás aguardam a decisão do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), sobre com qual projeto caminhará nas eleições. Tratado como fiel da balança pelas articulações de Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL), o deputado negocia espaço na composição da chapa majoritária e poderá ter influência decisiva na escolha do candidato a vice-governador da chapa com a qual decidir caminhar. O empresário Elson Ramos pode ser uma das indicações.

Com a convenção do seu partido marcada para esta terça-feira (4), Max tem mantido conversas com integrantes dos dois grupos antes de definir o posicionamento. O deputado ainda não anunciou publicamente qual projeto deverá apoiar e, atualmente, mantém a pré-candidatura à reeleição como deputado estadual.

Nas articulações conduzidas pelo PL, que no domingo (2) anunciou aliança com o MDB, o espaço para acomodar o grupo de Max segue aberto mesmo após dirigentes da legenda informarem que a chapa havia sido fechada com o empresário Marcelo Maluf (Novo) como candidato a vice de Wellington.’

Nesse cenário, o presidente da Assembleia teria como contrapartida espaço para indicar o novo candidato a vice-governador. Uma das

possibilidades

discutidas é o próprio Max assumir a condição de vice na chapa de Wellington. Essa alternativa, porém, é considerada a mais difícil, diante do projeto de reeleição do deputado e da posição de destaque que ele ocupa no Legislativo.

A possibilidade apontada como mais provável é a indicação de Elson Ramos para ocupar a vaga. O nome seria apresentado pelo grupo político ligado a Max como condição para a adesão a qualquer um dos projetos.

No grupo de Pivetta, a negociação é considerada mais complexa. Isso porque o ex-governador Mauro Mendes (União), um dos líderes do grupo, defende a escolha do deputado federal Fábio Garcia (União) para a vice.

Fábio, por sua vez, mantém, até o momento, o projeto de disputar a reeleição. Mesmo assim, o nome do parlamentar é tratado internamente como uma das principais

opções

para compor a chapa liderada por Pivetta.

A decisão também poderá provocar mudanças nas candidaturas proporcionais. Caso Max aceite disputar a vice-governadoria, deixaria de concorrer à reeleição para a Assembleia. Se apenas indicar um aliado, poderá permanecer na disputa por novo mandato e, ao mesmo tempo, integrar uma das chapas majoritárias.

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Mauro defende participação de Max Russi nas negociações da aliança pela reeleição de Pivetta

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O ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, defendeu que o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), participe diretamente das negociações para a formação da aliança em torno da candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A manifestação ocorre após Max afirmar que ainda não encontrou espaço para dialogar com o grupo governista sobre uma possível composição. Com a decisão do União Brasil de rejeitar a candidatura de Jayme Campos ao Governo e apoiar Pivetta, a expectativa é que novas conversas sejam abertas com o Podemos.

“É uma liderança, está sendo ouvida, será ouvida e tem que estar à mesa para discutir a condução do Estado de Mato Grosso. Foi nosso parceiro durante sete anos e três meses, e tenho certeza de que quer continuar sendo parceiro de Mato Grosso e do bom governo que precisamos para manter o Estado no caminho certo”, afirmou Mauro.

O Podemos ganhou importância nas articulações para a disputa pelo Palácio Paiaguás por projetar a eleição de uma das maiores bancadas de deputados estaduais e federais. Com esse peso político, Max tenta negociar a indicação do candidato a vice-governador. O PL, que lançou Wellington Fagundes ao Governo, também oferece a vaga de vice em busca do apoio do partido.

“O deputado Max é uma grande liderança no Estado de Mato Grosso. É presidente da Assembleia Legislativa e também preside o Podemos, que possui uma excelente chapa de deputados estaduais e deve formar uma das maiores bancadas nesta eleição”, concluiu.

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