Mato Grosso

Medeiros se encontra com Eduardo Bolsonaro nos EUA e critica entraves do STF a obras de infraestrutura em MT

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O deputado federal José Medeiros (PL) se encontrou com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos e discutiu temas ligados à infraestrutura e ao agronegócio de Mato Grosso, além da relação do Brasil com os Estados Unidos.

Na conversa, Medeiros destacou que obras importantes para o escoamento da produção agrícola do estado continuam paradas. Ele citou a Ferrogrão e rodovias federais estratégicas para o agronegócio, como as BR-242, BR-158 e BR-080.

“Durante o governo do presidente Jair Bolsonaro começou um destravamento da infraestrutura do nosso estado. Mas agora voltou tudo de novo. Estamos com a Ferrogrão parada há quatro anos, por causa do senhor Alexandre de Moraes, além de rodovias importantes para o escoamento da produção”, afirmou Medeiros ao pedir um posicionamento de Eduardo Bolsonaro sobre o tema.

Eduardo destacou a importância do agronegócio brasileiro e disse que o setor produtivo costuma superar os desafios dentro das propriedades, mas enfrenta dificuldades fora da porteira. Ele também comentou a paralisação da Ferrogrão, afirmando que a obra foi interrompida após ação judicial apresentada pelo PSOL e decisão do STF. Alertou ainda sobre a importância das eleições deste ano.

“O que a gente sempre ouve do agro é que o problema nunca é da porteira para dentro. Com muito trabalho, o produtor dá conta do recado. O agro é um orgulho nacional, são os maiores produtores de grãos do mundo. A gente vê isso com tristeza, mas em se tratando de STF é preciso ter maioria no Senado para equilibrar essa relação institucional”, afirmou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante a conversa, Medeiros também mencionou críticas feitas por setores ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) que atribuíram a Eduardo Bolsonaro responsabilidade por tarifas comerciais impostas ao Brasil pelos Estados Unidos. Eduardo negou a acusação e afirmou que a decisão do presidente Donald Trump foi resultado de um conjunto de fatores, incluindo a regulação de plataformas digitais.

“Gostaria de ter metade do poder que dizem que eu tenho, como se eu controlasse a caneta do Trump. Isso aconteceu por uma série de fatores, como perseguição política e discussões envolvendo as chamadas big techs. Quando havia diálogo entre os governos, como no período do presidente Bolsonaro, a relação era diferente. O próprio Trump chegou a aplicar tarifas ao aço de vários países, mas o Brasil ficou de fora naquela ocasião”, concluiu.

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Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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