Mato Grosso
MT Dados: Wellington lidera com 27%, Pivetta tem 20% e Jayme com 14%, cenário aponta possível 2º turno
Mato Grosso
Diário de Cuiabá/ Marcos Lemos
A nova pesquisa MT Dados divulgada nesta quinta-feira (21) pelo Diário de Cuiabá movimentou os bastidores políticos ao indicar um cenário ainda indefinido para a disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026 e, pela primeira vez desde a redemocratização, com chances concretas de segundo turno.
O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 17 de maio, em 45 municípios mato-grossenses, com 1.500 entrevistas presenciais. As cidades pesquisadas representam cerca de 77% do eleitorado estadual. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
No principal cenário estimulado de primeiro turno, o senador Wellington Fagundes aparece na liderança com 27% das intenções de voto. Em seguida está o governador Otaviano Pivetta, com 20%, enquanto o senador Jayme Campos soma 14%. A médica Natasha Slhessarenko aparece com 7%.
Apesar da liderança de Wellington, a margem de erro coloca o senador tecnicamente empatado com Pivetta. O mesmo ocorre entre Pivetta e Jayme Campos, indicando um cenário ainda aberto e sujeito a mudanças nos próximos meses.
Outro dado considerado decisivo é o elevado número de indecisos. Nesse cenário, 25% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou se declararam indecisos. Outros 7% afirmaram intenção de votar branco ou nulo.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor, Wellington Fagundes aparece com 10%, enquanto Pivetta e Jayme Campos registram 7% cada. Natasha soma 3%.
O maior destaque da espontânea, no entanto, é o índice de indefinição: 61% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder. Outros 10% afirmaram intenção de votar branco ou nulo.
Para analistas políticos, os números mostram que a disputa ainda está em fase inicial e que os próximos meses serão decisivos para consolidar ou alterar o cenário eleitoral.
Nos bastidores, lideranças já avaliam que o período de desistências e composições partidárias pode estar chegando ao fim. “A fase de recuar e compor já passou”, afirmou um ex-parlamentar ouvido pelo Diário.
A pesquisa também mediu o potencial de voto dos possíveis candidatos. Wellington Fagundes tem 21% de certeza de voto e 23% de eleitores que afirmam que poderiam votar nele. Outros 13% disseram que não votariam no senador “de jeito nenhum”.
Mesmo liderando, Wellington ainda enfrenta desafios. O senador possui 17% de entrevistados que afirmam não conhecê-lo e 27% que disseram não saber avaliar sua candidatura.
O levantamento foi realizado antes da repercussão nacional das denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Ainda não há avaliação sobre eventual impacto do episódio nas candidaturas ligadas ao bolsonarismo em Mato Grosso.
Otaviano Pivetta aparece com 11% de certeza de voto e 20% de eleitores que afirmam que poderiam apoiá-lo. Por outro lado, 10% disseram que não votariam nele de forma alguma.
O dado que mais chama atenção no caso de Pivetta é o desconhecimento. Mesmo ocupando o comando do Estado e tendo ampla exposição institucional, 27% disseram não conhecê-lo, enquanto 32% afirmaram não saber avaliar sua candidatura.
Jayme Campos registra 8% de certeza de voto e 16% de eleitores que afirmam que poderiam votar nele. O senador também enfrenta divisões internas no União Brasil, partido que debate entre candidatura própria ou alinhamento ao grupo político do ex-governador Mauro Mendes e de Pivetta.
Já Natasha Slhessarenko, estreante em disputas eleitorais, possui 3% de certeza de voto e 9% de potencial eleitoral. O índice de desconhecimento ainda é elevado: 41% afirmaram não conhecê-la.
A pesquisa também simulou seis cenários de segundo turno. Em todos eles, Wellington Fagundes aparece em posição favorável, impulsionado principalmente pelo eleitorado identificado com o bolsonarismo em Mato Grosso.
Apesar disso, especialistas avaliam que o cenário permanece amplamente indefinido, especialmente diante do alto número de indecisos e das articulações políticas que devem se intensificar até o período eleitoral.
Mato Grosso
Otaviano Pivetta anuncia estudo para redução de despesas e enxugamento da máquina
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou, na tarde desta quarta-feira (21), um estudo para redução de despesas e enxugamento da máquina.
O chefe do executivo estadual afirmou que uma equipe de dez servidores de carreira trabalha na elaboração das medidas, que deverão ser apresentadas até o fim da próxima semana.
Entre os integrantes do grupo está a vice-governadora eleita Gisela Simona (União Brasil), que participa diretamente das discussões sobre a reestruturação administrativa. Gisela atualmente está lotada como assessora especial da Csa Civil.
Segundo o governador, o plano contemplará redução de gastos, contenção de despesas, modernização dos sistemas e simplificação dos processos de transferência de recursos aos municípios . A intenção é diminuir o peso do Estado sobre o contribuinte e tornar a gestão mais eficiente.
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