Mato Grosso

Nomes pesados do PRD reduzem espaço para novatos na chapa estadual

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Mato Grosso

 

Nos bastidores, a montagem da chapa do PRD para a disputa à Assembleia Legislativa já ganha contornos bem definidos — e pouco animadores para quem chega agora. O partido trabalha, hoje, com nomes de peso, todos mirando a reeleição ou com trajetória eleitoral consolidada.

Entre os nomes que circulam com força estão Paulo Araújo, Gilberto Figueiredo, Dilmar dal Bosco, Juca do Guaraná e Allan Kardec — todos com boas votações, bases estruturadas e presença recorrente em disputas estaduais. É uma composição que não costuma errar o cálculo e tampouco abrir mão de espaço para experimentações.

Nesse ambiente, a eventual candidatura de Neles (do Operário) enfrenta um cenário naturalmente hostil. A dificuldade não está na projeção regional, mas na lógica interna da chapa: quando o partido se fecha em nomes já consolidados, sobra pouco ou nenhum espaço para novidades.

A avaliação entre dirigentes e analistas é de que o PRD aposta na segurança. Deputados que já conhecem o jogo, que entregam votos e que têm musculatura política tendem a concentrar a atenção e os recursos da legenda.

Com isso, a disputa real passa a acontecer dentro do próprio partido, onde quem já parte com recall eleitoral e base fidelizada larga na frente. Novos nomes acabam desempenhando um papel mais estratégico de preenchimento da chapa do que de efetiva competição.

O tabuleiro ainda pode mudar até as convenções. Mas, no desenho atual, a leitura dos bastidores é clara: a porta está estreita — e os cadeados já têm dono.

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Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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