Mato Grosso
Novo se alia ao PL para montar chapa federal em Mato Grosso
Mato Grosso
Diante da dificuldade de encontrar novos quadros para o pleito eleitoral de 2026, o diretório estadual do Partido Novo se aliou ao Partido Liberal (PL) para montagem da chapa de deputado federal da sigla.
Segundo informações de bastidores, Ananias Filho, tem auxiliado o líder do Novo, Rafael Iacovacci, a alcançar a meta estipulada pela nacional de eleger pelo menos um nome à Câmara Federal.
A proximidade entre os dois grupos não é exatamente discreta. Algumas lideranças do Novo, têm criticado a gestão de Iacovacci devido à proximidade com o partido bolsonarista. Rafael e o secretário de Obras de Cuiabá, Reginaldo Teixeira, são apontados como os principais articuladores dessa aproximação.
O movimento provocou a saída de alguns nomes. Inclusive, essa aliança seria um dos motivos de a vice-prefeita de Cuiabá, Vãnia Rosa, ter deixado a sigla e migrado para o MDB, presidido por Janaina Riva.
A ideia principal é de que os candidatos que não conseguirem viabilizar seus nomes na chapa do PL serão candidatos pelo Novo. Já a chapa de deputado estadual seria tocada pelo deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), que visa a reeleição.
A cereja do bolo pode ser a possível candidatura do empresário Marcelo Maluf ao governo de Mato Grosso pelo Novo. Maluf construiu sua trajetória política no PSDB, partido tradicionalmente associado à social-democracia.
“O partido que nasceu pregando independência e rejeição à negociação de cargos agora vive uma fase bem diferente. De novo, por aqui, parece ter sobrado apenas o nome”, disse uma fonte ouvida pela reportagem.
Cuiabá
Governador declara facções criminosas como organizações terroristas
O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.
Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.
“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.
Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.
O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.
O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.
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