Mato Grosso
Pivetta vence no primeiro turno e ganha nas urnas mandato próprio para governar Mato Grosso até 2030
Mato Grosso
Otaviano Pivetta (Republicanos) foi eleito neste domingo (4) governador de Mato Grosso no primeiro turno e seguirá no comando do Palácio Paiaguás até 2030. Com 100% das urnas apuradas, ele recebeu 1.128.099 votos, o equivalente a 60,77% dos votos válidos. Wellington Fagundes (PL) terminou em segundo lugar, com 23,19%, e Natasha Slhessarenko (PSD) ficou na terceira posição, com 15,17%.
A vitória dá a Pivetta um mandato conquistado diretamente nas urnas apenas sete meses depois de ele assumir definitivamente o Governo do Estado. Até março deste ano, ele ocupava a vice-governadoria. Com a renúncia de Mauro Mendes para disputar o Senado, Pivetta assumiu o Executivo e passou a conduzir a administração estadual. Agora, deixa de ser apenas o sucessor constitucional para se tornar governador legitimado por uma votação própria.
A vice-governadora eleita é Gisela Simona (União Brasil). A chapa de Pivetta reuniu Republicanos, União Brasil, PP, PSDB, Cidadania e Podemos, composição que deu ao governador uma ampla estrutura política durante a campanha.
O resultado também consolida a continuidade de um projeto político iniciado em 2019, quando Mauro Mendes assumiu o governo e Pivetta passou a ocupar a vice-governadoria. A dupla foi reeleita em 2022 e permaneceu no comando até março de 2026, quando Mendes deixou o cargo. A partir de 2027, no entanto, a responsabilidade administrativa passará a ter outra dimensão: Pivetta terá um mandato integralmente associado ao seu próprio nome e às suas escolhas de governo.
DO INTERIOR AO PAIAGUÁS
Natural de Caiçara, no Rio Grande do Sul, Pivetta construiu a maior parte de sua trajetória política em Lucas do Rio Verde. Produtor agropecuário, foi prefeito do município por três mandatos e também exerceu mandato de deputado estadual. Em 2018, tornou-se vice-governador de Mato Grosso e foi reeleito para o cargo em 2022.
Essa trajetória ajuda a explicar o perfil administrativo apresentado por Pivetta ao longo da campanha, fortemente associado a gestão, infraestrutura e continuidade dos investimentos estaduais. A campanha procurou apresentar sua candidatura como uma extensão do ciclo iniciado por Mauro Mendes, mas a eleição muda o peso dessa relação.
Até agora, Pivetta podia dividir politicamente os resultados da gestão com o ex-governador. A partir do novo mandato, passará a responder de forma direta pelas decisões, prioridades, avanços e eventuais problemas da administração estadual.
SAÚDE SERÁ UM DOS TESTES DO NOVO MANDATO
A saúde pública deve estar entre os setores que mais cobrarão resultados concretos do próximo governo. Mato Grosso ampliou sua estrutura hospitalar nos últimos anos, mas a expansão física precisa ser acompanhada de profissionais, custeio, equipamentos e capacidade de atendimento.
O desafio não termina quando um hospital é inaugurado. É necessário garantir funcionamento permanente, médicos, equipes multidisciplinares, medicamentos, exames, cirurgias e regulação capaz de reduzir as filas existentes no Sistema Único de Saúde.
É nessa segunda etapa que a administração de Pivetta poderá ser mais cobrada. Grandes obras produzem visibilidade política, mas é a qualidade do atendimento diário que define, para o cidadão, se o investimento efetivamente melhorou o serviço.
FUNCIONALISMO TAMBÉM COBRARÁ RESPOSTAS
Outro tema que deverá permanecer na agenda é a relação com os servidores públicos estaduais. Discussões sobre remuneração, recomposição salarial, carreira, concursos e condições de trabalho atravessaram diferentes momentos dos últimos governos e continuarão pressionando o Executivo.
Pivetta terá de equilibrar essas reivindicações com a manutenção da responsabilidade fiscal, justamente uma das marcas atribuídas ao grupo político que governa Mato Grosso desde 2019.
A condição fiscal encontrada pelo governador é, porém, diferente daquela enfrentada no início do ciclo de Mauro Mendes. O Estado chega a 2027 com uma extensa carteira de investimentos e obras em andamento, o que aumenta a expectativa da sociedade em relação à continuidade dos serviços e projetos.
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA
A infraestrutura continuará entre as áreas centrais da administração. Mato Grosso depende fortemente da malha rodoviária para o escoamento de sua produção agropecuária e para a integração entre municípios.
Rodovias, pontes, pavimentação e corredores logísticos seguirão exigindo investimentos. Ao mesmo tempo, o próximo governo terá de administrar projetos urbanos e de mobilidade que impactam diretamente Cuiabá, Várzea Grande e demais regiões metropolitanas.
Pivetta fez da continuidade dos investimentos uma das principais bandeiras de sua candidatura. A eleição em primeiro turno demonstra que essa mensagem encontrou respaldo majoritário entre os eleitores, mas também eleva a expectativa sobre a entrega das obras já anunciadas.
SEGURANÇA E AVANÇO DAS FACÇÕES
Na segurança pública, o novo mandato encontrará outro cenário complexo: a presença de organizações criminosas em cidades do interior e a expansão das disputas por tráfico de drogas, controle territorial e outras atividades ilícitas.
O enfrentamento desse problema exige mais do que policiamento ostensivo. Envolve inteligência, investigação financeira, sistema prisional, integração entre forças de segurança e capacidade de atingir economicamente as organizações criminosas.
Ao mesmo tempo, Mato Grosso continua recebendo novos moradores e ampliando sua atividade econômica. O crescimento populacional traz consigo maior demanda por segurança, saúde, educação, habitação, saneamento e infraestrutura.
UM MANDATO COM RESPONSABILIDADE PRÓPRIA
A eleição de 2026 marca uma mudança importante na trajetória política de Pivetta. Ele deixa de ser o vice que assumiu o governo para se tornar o chefe do Executivo escolhido diretamente pelos eleitores para um mandato completo.
A vitória foi ampla. Com 60,77% dos votos válidos, Pivetta superou a soma de todos os adversários e evitou segundo turno.
Mas uma votação expressiva também amplia a cobrança. A partir de janeiro, não haverá mais a mesma possibilidade de atribuir ao ciclo anterior as principais escolhas da administração. O governador terá espaço para montar sua equipe, definir prioridades e imprimir sua própria marca política.
A continuidade pode ser uma vantagem, pois permite preservar programas e projetos que já estão em execução. Ao mesmo tempo, traz um desafio: mostrar o que será efetivamente novo sob sua liderança.
A eleição encerra, portanto, apenas uma etapa. Os próximos quatro anos dirão se Pivetta conseguirá transformar a vitória eleitoral em resultados concretos para um Estado que cresce rapidamente, amplia receitas, executa grandes obras, mas também acumula demandas sociais, regionais e estruturais.
OAB
Atendimento é suspenso no Ahmenon nos dias 6 e 7 de outubro
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) informa à advocacia que não haverá atendimento externo a advogados e à Defensoria Pública no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, nos dias 6 e 7 de outubro de 2026.
A suspensão ocorrerá em razão da aplicação do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) durante todo o dia, na terça e quarta, na unidade prisional.
Os atendimentos serão retomados normalmente na quinta-feira (8).
Keka Werneck
Assessoria de Imprensa OAB-MT
Celular/WhatsApp: 65-99610.7865
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