Mato Grosso
“Prédio de 200 anos e alto custo de manutenção”, diz secretário ao descartar assumir hospital
Mato Grosso
Secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo (União), em entrevista à imprensa, descartou mais uma vez qualquer interesse do governo em continuar o atendimento na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá a partir de abril de 2026.
Segundo o secretário, o governo não tem qualquer interesse em adquirir o imóvel da Santa Casa. “O governo do Estado nunca omitiu a sua decisão estratégica tomada. É um prédio de 200 anos…existe logicamente um sentimento enraizado com aquele patrimônio, mas hoje ele é muito deficitário no aspecto arquitetônico. Ele não atende os requisitos do Ministério da Saúde para habilitar serviços”, disse o secretário.
“Lá todo dia derrete uma parede, cai pedaço do telhado. Além disso, é um custo muito alto de manutenção”, afirmou Figueiredo, acrescentando que o governo desembolsa cerca de R$ 450 mil por mês apenas pela requisição administrativa do imóvel, além de aproximadamente R$ 500 mil mensais com manutenção.
“Não conseguimos habilitar serviços porque o prédio não atende aos requisitos, ou seja, os recursos são exclusivamente do Estado. “Não existe recurso federal. Tudo é feito com o dinheiro do cidadão mato-grossense”, disse Figueiredo.
Apesar da decisão de governo, Gilberto Figueiredo fez questão de destacar que a requisição administrativa da Santa Casa pelo governo, que está prevista até abril de 2026, poderá ter seu prazo prorrogado até que todos os serviços sejam absorvidos por outras unidades de saúde.
Cuiabá
Governador declara facções criminosas como organizações terroristas
O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.
Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.
“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.
Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.
O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.
O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.
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