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TCE-MT determina retirada de 14 ônibus irregulares do transporte escolar de Cuiabá

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TCE-MT determinou a troca de 14 ônibus utilizados no transporte escolar de Cuiabá. Clique aqui para ampliar

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) deu prazo de 90 dias para que a Prefeitura de Cuiabá retire de circulação 14 ônibus usados no transporte escolar. A decisão é do conselheiro Waldir Teis e considera os resultados da Operação Transporte Escolar Seguro, que apontou que os veículos apresentam situação precária e não atendem a requisitos de segurança, comprometendo a dignidade dos alunos.

“Na análise da equipe técnica, a avaliação das condições do transporte escolar teve pontos sanados, porém, ainda sim, identificou situações que necessitam tanto de recomendações, quanto determinações para correção, de modo a melhorar as condições de uso dos veículos de transporte público”, explicou o conselheiro-relator. 

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A decisão considera os resultados da Operação Transporte Escolar Seguro. Clique aqui para ampliar

De acordo com o levantamento, foram inspecionados 35 veículos, sendo 16 da frota própria e 19 terceirizados. No total, 17 tinham mais de 11 anos de uso. A situação da frota própria se mostrou a mais crítica, já que todas as 16 unidades foram fabricadas entre 2008 e 2014, acima da recomendação de renovação estabelecida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 

Com relação aos equipamentos de segurança, em dois casos não havia extintores de incêndio e em outros 15 o equipamento estava vencido ou inadequado. Os cintos de segurança também apresentaram falhas, ausentes em 11 ônibus e inadequados em outros 11. Quanto à iluminação obrigatória, que inclui lanternas, setas e luzes de freio, em sete deles nenhum desses itens funcionava. 

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Foram inspecionados 35 veículos. Clique aqui para ampliar

Além disso, apenas quatro veículos tinham cronotacógrafo com certificação válida. Os outros 31 estavam irregulares ou não possuíam o dispositivo, que registra informações de uso e deslocamento e auxilia na fiscalização, no controle da jornada e na análise de acidentes. A inspeção também identificou buracos na lataria, bancos rasgados, ferrugem, vidros quebrados e acúmulo de sujeira.

A análise documental revelou que 12 veículos não possuíam Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e que nenhum deles apresentava o selo de inspeção obrigatória do Detran. As falhas envolveram também os motoristas, incluindo 10 habilitações que não atendiam às exigências legais e 21 profissionais sem a certificação obrigatória para operar no transporte escolar.

Determinações e recomendações 

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Alguns veículos não atendem a requisitos de segurança.Clique aqui para ampliar

Em seu voto, aprovado por unanimidade na sessão do Plenário Virtual da última semana, Waldir Teis determinou uma série de medidas e prazos para que a Secretaria Municipal de Educação regularize itens de segurança e a certificação dos motoristas da frota própria. Já as empresas contratadas deverão corrigir falhas em pneus, extintores, cronotacógrafos, documentação e inspeções, além de submeter os veículos terceirizados a vistoria semestral. 

Ao acolher o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), o conselheiro recomendou ainda o monitoramento periódico das habilitações dos condutores, a análise da viabilidade do uso de frota própria antes da realização de procedimento licitatório para aquisição de novos ônibus e o cumprimento das regras de idade máxima dos veículos do transporte escolar.

“O levantamento é um instrumento de fiscalização utilizado para conhecer a organização e o funcionamento dos órgãos e entidades da administração, que serve para diagnosticar e para identificar fragilidades, não tendo por finalidade um processo de responsabilização sancionatória, porém, podendo determinar a adoção de medidas corretivas e/ou propor melhorias na unidade gestora fiscalizada”, acrescentou Teis. 

Transporte Escolar Seguro 

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Veículos apresentam situação precária. Clique aqui para ampliar

A Operação Transporte Escolar Seguro foi realizada pelas Secretarias de Controle Externo (Secex), sob coordenação da Secretaria Geral de Controle Externo (Segecex). Além de Cuiabá, a fiscalização ocorreu em Cáceres, Chapada dos Guimarães, Comodoro, Confresa, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Pedra Preta, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Santo Antônio de Leverger e Sinop.  

Os municípios foram escolhidos a partir de denúncias, representações internas e externas recebidas desde 2022, além dos resultados da Auditoria de Conformidade sobre o Transporte Escolar, realizada em 2020.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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Acordo entre Estado e Hcan garante continuidade de tratamento oncológico pelo SUS

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A partir de mediação do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e o Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCan) pactuaram, nesta segunda-feira (8), um termo de compromisso que prevê a reestruturação do contrato nº 253/2024, bem como um aditivo contratual, garantindo a continuidade do atendimento oncológico gratuito à população mato-grossense.

O acordo conclui a Mesa Técnica 02/2026, instalada em março para tratar de impasses relacionados à execução contratual, principalmente referente aos valores repassados do Estado ao hospital.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, participou de todo o processo de levantamento de informações e negociação. Dias após a instalação da mesa técnica, realizou uma visita in loco à unidade de saúde e constatou que a falta de recursos já comprometia o funcionamento da unidade e o atendimento aos pacientes oncológicos.

Como medida de contenção, o órgão de controle externo mediou um acordo emergencial entre as partes, estabelecendo regras para os repasses financeiros enquanto a mesa técnica seguia com a análise técnica do contrato e buscava uma solução definitiva para o impasse.

“Há dificuldades em várias relações quando se trata de recursos. O Tribunal cumpre a missão de cuidar da população e essa é uma questão de vida. A mesa técnica permitiu que um problema histórico tivesse uma solução concreta, garantindo o funcionamento de um dos hospitais mais importantes do estado”, declarou Sérgio Ricardo.

Relator da mesa técnica, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, classificou o resultado como bem-sucedido e destacou que a atualização constante dos contratos é essencial para acompanhar a evolução tecnológica e garantir o equilíbrio financeiro das instituições.

“Era um problema extremamente complexo e todo mundo cedeu um pouco. Sobretudo com o empenho dos nossos técnicos, conseguimos construir esse novo momento em que teremos um aditivo contratual e quem ganha com isso é a população que vai ter o atendimento oncológico garantido. Todos os contratos têm uma capacidade, mas precisam ser evolutivos”, destacou Maluf, que também preside a Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas) do TCE-MT

A solução consensual encontrada estabeleceu seis eixos estruturantes que servirão de referência para a nova condução do instrumento contratual, que deve ser consolidado em até 60 dias. As diretrizes levam em conta o alinhamento da capacidade assistencial instalada às necessidades reais da rede estadual, a padronização do sistema de regulação, a implementação de um protocolo estruturado de abatimentos de glosa, o reposicionamento da instância de governança do contrato e revisões periódicas para equilíbrio econômico e novas tecnologias.

Também relator das contas da SES-MT, Guilherme Maluf pontuou ainda que a iniciativa servirá como um modelo de gestão para futuras parcerias entre o Governo do Estado e outros prestadores de serviços médicos. “Esta mesa técnica vai contribuir bastante na interlocução entre SES e outros prestadores de serviço. Sabemos que são situações diferentes, mas isso vai balizar o futuro relacionamento da secretaria com os contratados que virão no sistema de saúde do Estado.”

O diretor-presidente do Hospital de Câncer, Laudemir Nogueira, expressou alívio e otimismo com a decisão. “Agradeço especialmente ao presidente Sérgio Ricardo e ao conselheiro Maluf que entenderam a importância do serviço de oncologia no contexto da Saúde Pública em Mato Grosso. Eu saio hoje feliz, esperançoso e com o compromisso renovado. A nossa missão naquele hospital é fazer o melhor e cada vez mais para o paciente oncológico”, disse.

Laudemir aproveitou a oportunidade para anunciar a inauguração de uma nova ala de quimioterapia adulta no HCan na próxima segunda-feira (15). De acordo com o gestor, o novo bloco deve triplicar a capacidade de atendimento oferecida atualmente.

Já o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, ressaltou que o esforço conjunto visa otimizar a assistência oncológica e garantir resultados mais eficazes para a população por meio de um padrão de contratualização mais robusto e replicável. “A mesa técnica surgiu para fazer uma avaliação do modelo contratual e da efetividade dos serviços oferecidos. Com isso, o Tribunal alinhou os ajustes necessários e hoje a gente formalizou o arcabouço inicial rumo a uma nova versão da execução do contrato, com um aditivo que melhora o fluxo dos pacientes.”

Para Melo, o trâmite exercerá influência na forma como a secretaria conduz seus contratos. “Foi um avanço muito importante, uma oportunidade de buscar melhorias a todo esse processo de contratualização. Vamos incorporar isso nas atividades e na rotina de desses serviços, buscando sempre melhorar o atendimento para cidadão.”

Já o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional da Saúde do Ministério Público (MPMT), Milton Mattos Neto, destacou a necessidade de uma fiscalização rigorosa para que os termos acordados sejam efetivamente cumpridos. “O Tribunal de Contas vai fiscalizar e eu também, enquanto promotor da Saúde, vou fiscalizar para que a solução apresentada não fique apenas no papel, que ela seja efetivamente colocada em prática.”

Também participou do encontro o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), William de Almeida Brito Júnior. “Em conjunto, construímos uma grande solução jurídica e uma nova forma de contratualização, aparando as arestas para que seja regularizada a relação entre o Hospital de Câncer e a Secretaria de Estado de Saúde. Foi fundamental para que o serviço de atendimento oncológico não fosse paralisado e ainda que possa ser ampliado e melhorado cada vez mais.”

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