A operação investiga suspeitas de corrupção e a possível atuação de uma organização criminosa em irregularidades envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
Além dos dois presidentes, a investigação também tem como alvo o vereador Alex Rodrigues (Podemos), de Cuiabá, e outros parlamentares de Várzea Grande.
Veja os nomes citados na investigação:
- Wanderley Cerqueira (MDB), presidente da Câmara de Várzea Grande;
- Rogério de França Martins, o Rogerinho da Dakar (PSDB);
- Raul Curvo (Republicanos);
- Gisa Barros (Podemos);
- Cilcinho (PV);
- Braz Jaciro (PSDB);
- Alessandro Moreira (MDB);
- Wender Silva (Republicanos);
- Denival Galibert (PSB);
- Miguel Angel (Cidadania);
- Lucélia Oliveira (Agir);
- Kleberton Feitoza (PSB);
- Emerson Cesar (PP);
- Ilde Taques (Podemos), presidente eleito da Câmara de Cuiabá;
- Alex Rodrigues (Podemos), vereador de Cuiabá.
Também estão entre os investigados a diretora financeira da Câmara de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inha, conhecida como Lori, e o secretário legislativo Samir Japonês (PL).
Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços ligados aos investigados em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.
Segundo o Gaeco, a operação busca reunir novas provas sobre possíveis crimes contra a Administração Pública e irregularidades envolvendo a Mesa Diretora do Legislativo várzea-grandense.
Disputa pela Mesa Diretora
A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande já era alvo de investigação do Gaeco desde maio deste ano, após denúncias de suposta compra de votos e corrupção nas articulações para a escolha do comando do Legislativo.
A apuração teve início a partir de uma denúncia que apontava a existência de um grupo formado por vereadores e outros agentes públicos, supostamente envolvidos em crimes como ameaças, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado.
A suspeita de cárcere privado está relacionada a um suposto confinamento organizado por Wanderley Cerqueira em uma chácara de Várzea Grande, dias antes da eleição.
Segundo a denúncia, Cerqueira teria reunido 12 vereadores que o apoiavam para evitar o assédio de integrantes do Executivo e impedir mudanças de posicionamento às vésperas da votação.
Na ocasião, Cerqueira venceu o vereador Lucas do Chapéu do Sol (PL), aliado da prefeita Flávia Moretti (PL). A eleição antecipada para o biênio 2027/2028 havia sido autorizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
No entanto, em 21 de maio, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a eleição após acolher uma reclamação apresentada pelo vereador Bruno Rios (PL).
Na decisão, o ministro destacou que a escolha da Mesa Diretora deveria respeitar o prazo estabelecido pelo STF, que permite a realização da votação somente a partir de outubro do ano anterior ao início do mandato.












