Opinião
Como a aromaterapia pode ajudar na saúde emocional e na construção de um novo ciclo
Opinião
O início de um novo ano costuma trazer consigo uma mistura de esperança, promessas e, muitas vezes, frustração. Metas são traçadas, resoluções são feitas, mas poucas semanas depois muitas pessoas já se sentem cansadas, desmotivadas ou emocionalmente sobrecarregadas.
Isso não acontece por falta de força de vontade, mas por um fator frequentemente ignorado: o estado emocional e fisiológico que sustenta, ou sabota, qualquer mudança. Como psicóloga e aromaterapeuta, tenho acompanhado de perto um movimento crescente de pessoas que buscam não apenas resultados rápidos, mas mais equilíbrio emocional, clareza mental e constância para viver melhor. E é exatamente nesse ponto que a aromaterapia, aliada à psicologia, se torna uma ferramenta poderosa para o início de um novo ciclo.
É comum iniciar o ano querendo “ser uma nova pessoa”, quando, na verdade, o corpo e a mente ainda estão carregando o cansaço emocional do ano anterior. Estresse crônico, noites mal dormidas, ansiedade e excesso de estímulos fazem com que o sistema nervoso permaneça em estado de alerta constante. Nesse cenário, criar novos hábitos se torna um desafio quase impossível.
A ciência já nos mostra que o olfato é o único sentido que se conecta diretamente ao sistema límbico, região do cérebro responsável pelas emoções, memórias e comportamentos. Isso significa que aromas específicos têm a capacidade de modular estados emocionais de forma rápida e eficaz, auxiliando o corpo a sair do modo de sobrevivência e entrar em um estado mais propício à mudança.
É diante das pesquisas que ressalto: a aromaterapia não se resume a cheiros agradáveis. Quando utilizada de forma segura e baseada em evidências, ela atua como um recurso complementar para redução do estresse e da ansiedade, melhora da qualidade do sono, aumento do foco e da clareza mental, regulação emocional e criação de rotinas mais conscientes e sustentáveis.
Óleos essenciais como lavanda, bergamota, olíbano e hortelã-pimenta, por exemplo, têm sido amplamente estudados por seus efeitos no sistema nervoso e no comportamento emocional. Quando integrados à rotina diária, seja por meio da inalação, difusão ambiental ou rituais simples de autocuidado, eles ajudam o corpo a criar novas associações e respostas emocionais mais saudáveis.
Mais do que listas de metas, o início do ano pede rituais de reconexão. Pequenas práticas diárias, como respirar conscientemente um óleo essencial ao acordar, criar um momento de pausa antes de dormir ou associar aromas a intenções específicas, ajudam o cérebro a entender que um novo ciclo está começando. E estou falando não apenas no calendário, mas internamente. Quando o corpo se sente seguro, regulado e acolhido, a mente consegue planejar, executar e sustentar mudanças reais.
O convite para este novo ano não é fazer mais, e sim viver melhor. Cuidar da saúde emocional deixou de ser luxo e se tornou uma necessidade. A aromaterapia, integrada a uma abordagem psicológica e consciente, pode ser uma grande aliada para quem deseja atravessar o ano com mais equilíbrio, presença e qualidade de vida.
Que em 2026 possamos usar a natureza, a ciência e o autoconhecimento como aliados na construção de um novo tempo.
Tabata Mazetto – Psicóloga e Aromaterapeuta especialista em óleos essenciais
Opinião
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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